Author Archives: Diga Não à Leishmaniose

Leishmaniose em Portugal

23.05.2011 12:01
LUSA
Leishmaniose canina: Primeira vacina em Portugal será “muito importante” para a saúde pública – bastonária

Lisboa, 23 mai (Lusa) — A primeira vacina preventiva da leishmaniose canina, doença prolongada que pode ser fatal e transmite-se aos humanos, é lançada na terça-feira em Lisboa, um acontecimento que a bastonária da Ordem dos Veterinários considera “muito importante” para a saúde pública.
Lisboa, 23 mai (Lusa) — A primeira vacina preventiva da leishmaniose canina, doença prolongada que pode ser fatal e transmite-se aos humanos, é lançada na terça-feira em Lisboa, um acontecimento que a bastonária da Ordem dos Veterinários considera “muito importante” para a saúde pública.

A leishmaniose canina é uma doença frequentemente fatal, cujos sintomas incluem febre, queda do pelo (em especial à volta dos olhos), perda de peso, lesões cutâneas e problemas nas unhas.

Segundo a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Laurentina Pedro, a comercialização desta vacina é um passo “muito importante” na proteção da saúde pública, pois esta é uma zoonose e, por isso, pode ser transmitida aos seres humanos.

“Uma vacina contra uma doença tão grave como a leishmaniose canina evita tratamentos dispendiosos, o sofrimento do animal, dos seus donos e o risco que estes correm de serem infetados”, disse.

Segundo o laboratório que comercializa a vacina, esta foi desenvolvida pela Bio Veto Test (BVT), em conjunto com o Instituto de Pesquisa e o Desenvolvimento (IRD) e as equipas de investigação e desenvolvimento do grupo Virbac.

“Este projeto é baseado numa invenção patenteada da IRD relativa à cultura da leishmania, tendo o IRD concedido uma licença exclusiva à BVT para o mercado veterinário”, prossegue a empresa.

A vacina poderá ser administrada a partir dos seis meses de idade, sendo que o ciclo de vacinação completo consiste em três injeções, com intervalos de três semanas, e proporciona uma defesa interna prolongada contra os sintomas da infeção, segundo informação do laboratório que a comercializa.

A proteção implica ainda uma dose de reforço anual da vacina para manter a imunidade.

A Lusa questionou o laboratório Virbac sobre os custos desta vacina, mas este explicou que não pode, por lei, divulgar esta informação.

Esta comercialização foi possível porque o Comité para os Medicamentos Veterinários (CVMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu, a 13 de janeiro deste ano, um parecer positivo para a vacina.

A 14 de março, a Comissão Europeia confirmou este parecer ao atribuir ao laboratório Virbac a Autorização de Introdução no Mercado (AIM) europeu para esta vacina.

A vacina será lançada numa primeira fase na Europa do Sul, até ao final do primeiro semestre de 2011, uma implantação que “tem em consideração a prevalência geográfica da doença e o período necessário para a produção em maior escala da vacina”.

A apresentação deste produto em Lisboa será feita terça-feira, perante mais de 700 veterinários.

SMM.

Lusa/Fim

Ubatuba – CCZ alerta munícipes para posse responsável e cuidado com animais

Ubatuba – CCZ alerta munícipes para posse responsável e cuidado com animais

Rondônia – Prefeitura realiza palestra sobre Leishmaniose para os agentes de saúde

QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2011
A Prefeitura de Vilhena, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) em parceria com o Núcleo de Educação e Saúde, PACS, PSF e Epidemiologia realizaram na última quarta-feira (18) uma palestra no Auditório do Ministério Público sobre a Leishmaniose.

A palestra foi ministrada pelo médico veterinário Cesarino Junior L. Aprigio do Laboratório Central em Saúde Pública (LACEN) e auxiliado pela assistente Edneusa Medeiros Aragão, ambos de Porto-Velho, com o objetivo de sensibilizar e preparar as equipes de agentes comunitários de saúde, a equipe dos agentes de endemias, a vigilância sanitária, saúde indígena, enfermeiras e veterinários da rede pública, para as dúvidas da
população e controlar os casos da doença na cidade de Vilhena.

A Leishmaniose é uma doença parasitária causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitida pelo inseto flebotomíneos do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente por mosquito-palha ou birigui. Na área urbana não existe nenhum caso ainda, mas, existem vários casos área rural, pois, os principais reservatórios são os animais silvestres. É uma parasitose de difícil tratamento, sendo necessário o diagnóstico precoce.

Caso de leishmaniose põe Secretaria da Saúde de Marília (SP) em alerta

A identificação de um cão contaminado por leishmaniose tem colocado os órgãos de Saúde em alerta máximo. A doença, nunca identificada na cidade em sua forma mais perigosa, pode afetar também os humanos e levar inclusive à morte.

O cão afetado pela doença está no distrito de Padre Nóbrega, que vem passando por uma série de bloqueios da divisão de zoonoses. O animal teve o diagnóstico positivo para a doença e a Saúde aguarda agora o resultado do exame que mostrará se a leishmaniose é cutânea (forma mais leve) ou visceral.

“Estamos fiscalizando, mas precisamos aguardar o resultado dos exames, sem o qual não podemos tomar nenhuma medida mais drástica. Caso o resultado seja positivo para leishmaniose visceral, muitos procedimentos como forma de barrar o avanço da doença precisarão ser efetuados”, explica o coordenador da divisão de zoonoses, Lupércio Garrido.

A coleta de sangue dos cães começou no início do ano em Marília, depois que o vetor da doença, o Phlebotomus, conhecido popularmente como mosquito-palha, foi identificado em circulação na cidade. Desde então, foram retiradas amostras de sangue de 78 animais que poderiam estar contaminados, mas todos os outros resultados foram negativos.

Se transmitida ao humano, a leishmaniose, em sua forma mais branda, pode causar lesões nas mucosas, como boca e nariz. Já na leishmaniose visceral são afetados órgãos internos, principalmente baço, fígado e medula óssea.

Alguns sintomas compatíveis com a leishmaniose nos cães são emagrecimento acentuado e lesões em torno de orelhas e olhos, mas apenas a ação do veterinário pode dar o diagnóstico mais preciso.

Fonte: Rede Bom Dia (acessado em 03/05/2011)

Nota do CRMV-SP: A leishmaniose visceral será um dos temas discutidos durante o XI Simpósio Regional de Saúde Animal, que será realizado em Marília no dia 20 de maio. O evento é voltado a médicos veterinários, zootecnistas e estudantes dessas áreas. Fique atento ao site do CRMV-SP que, em breve, abriremos as inscrições para o evento.

Saiba mais sobre a leishmaniose

As leishmanioses são doenças infecciosas que acometem o homem e outros animais e são causadas por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada do mosquito flebótomo, que podem deixar graves seqüelas físicas. A doença atinge fortemente o Brasil e vários países do mundo.

As leishmanioses estão presentes em centros urbanos e periurbanos, em função de modificações sócio-ambientais, como o desmatamento, que reduziu a disponibilidade de animais para servir de fonte de alimentação para o mosquito transmissor, colocando o cão e o homem como alternativas mais acessíveis.

Ainda não há vacina ou medicamento profilático contra a leishmaniose. As medidas de prevenção mais eficazes consistem na utilização de mosquiteiros impregnados de inseticidas, coleiras para cães e rastreamento e vigilância dos reservatórios de água.

Trabalho integrado no Brasil

O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/CPqAM/FIOCRUZ Pernambuco – por meio de uma parceria iniciada com a sanofi-aventis em 2003– vem trabalhando de forma integrada com Prefeituras municipais de regiões endêmicas em Pernambuco para investigar a epidemiologia das leishmanioses.

Essas atividades estão alicerçadas no diagnóstico e na formação de recursos humanos, bem como no apoio às ações de saúde coletiva dos municípios, com foco prioritário na prevenção e diagnóstico precoce.

Desde 2003, já foram atendidos mais de 800 pacientes de 5 cidades do interior do Estado. Mais de 300 pessoas foram treinadas para o correto diagnóstico e encaminhamento de pacientes. Além disso, foram realizados mais de 900 exames sorológicos em humanos. Mais de 700 animais também foram examinados para detectar possível infecção. Com apoio das secretarias locais e dos programas de saúde da família, foram multiplicadas as iniciativas de prevenção.

A leishmaniose é uma das doenças tropicais que integram o Programa Mundial de Acesso a Medicamentos para doenças negligenciadas do Grupo sanofi-aventis. Desde 2007, a fábrica da empresa no Brasil, localizada em Suzano ((SP) concentra a produção mundial de Glucantime®, um dos medicamentos recomendados pela OMS para tratamento da Leishmaniose. Com essa medida, o Brasil passou a ser plataforma mundial de exportação para dezenas de países, o que permite tornar o medicamento mais acessível às populações das regiões afetadas pela doença.

Marília

3/05/2011 11:12:49
Cidade tem três casos suspeitos de Leishmaniose
Duas das ocorrências foram detectadas em bairros da zona norte e um no distrito de Padre Nóbrega

Marília tem três casos suspeitos de Leishmaniose, informa a Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde. Duas ocorrências foram detectadas em bairros da zona norte e outra no distrito de Padre Nóbrega.
Segundo Lupércio Garrido, coordenador da Divisão de Zoonoses, ainda não se sabe se os casos se referem ao tipo cutâneo, ou a Leishmaniose Viceral Americana, tipo mais perigoso e que nunca existiu na cidade.
“Na sorologia deu positivo para Leishmaniose, agora aguardamos resultado do exame que especifica o tipo”, afirma o coordenador da Divisão de Zoonoses, Lupércio Garrido. Se confirmado o tipo mais sério da doença, Marília passa a integrar o grupo de risco de transmissão.
A Leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. A doença caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. A forma visceral acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.
A Leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos, sendo o mosquito palha o mais comum em nossa região. As fontes de infecção são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.

Em Sorocaba

03/05/2011 08:55
Caso de leishmaniose põe Saúde em alerta e
Equipes ainda aguardam confirmação de exame que revelará se a doença está em sua forma mais grave; humanos podem ser contaminados


Agência BOM DIA

O coordenador do setor de zoonoses, Lupércio Garrido: “Caso de leishmaniose grave nunca foi registrado em Marília”
Danielle Gaioto
Agência BOM DIA

A identificação de um cão contaminado pela leishmaniose tem colocado os órgãos de Saúde em alerta máximo. A doença, nunca identificada na cidade em sua forma mais perigosa, pode afetar também os humanos e levar inclusive à morte.

O cão afetado pela doença está no distrito de Padre Nóbrega, que vem passando por uma série de bloqueios da divisão de zoonoses. O animal teve o diagnóstico positivo para a doença e a Saúde aguarda agora o resultado do exame que mostrará se a leishmaniose é cutânea (forma mais leve) ou visceral.

“Estamos fiscalizando, mas precisamos aguardar o resultado dos exames, sem o qual não podemos tomar nenhuma medida mais drástica. Caso o resultado seja positivo para leishmaniose visceral, muitos procedimentos como forma de barrar o avanço da doença precisarão ser efetuados”, explica o coordenador da divisão de zoonoses, Lupércio Garrido.

A coleta de sangue dos cães começou no início do ano em Marília, depois que o vetor da doença, o Phlebotomus, o mosquito-palha, foi identificado em circulação na cidade. Desde então, foram retiradas amostras de sangue de 78 animais que poderiam estar contaminados, mas todos os outros resultados foram negativos.

Se transmitida ao humano, a leishmaniose, em sua forma mais branda, pode causar lesões nas mucosas, como boca e nariz. Já na leishmaniose visceral são afetados órgãos internos, principalmente baço, fígado e medula óssea.

Alguns sintomas compatíveis com a leishmaniose são emagrecimento acentuado e lesões em torno de orelhas e olhos, mas apenas a ação do veterinário pode dar o diagnóstico mais preciso.

Governo equipa vigilância de endemias, unidades de encaminhamento e rede sentinela

O governador Siqueira Campos entregou, nesta sexta-feira, 29, 100 motocicletas para ações de vigilância de endemias em 68 municípios; kits mobiliários para equipar unidades de encaminhamento de pacientes em 134 municípios e kits mobiliários com equipamentos de informática para cinco municípios.

A entrega aconteceu no Palácio Araguaia com a presença do secretário extraordinário de Gestão Hospitalar, Raimundo Boi; do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Marielton Francisco dos Santos, de prefeitos, secretários e demais autoridades.

Em seu discurso o governador Siqueira Campos disse que “custe o que custar, custe a minha vida, mas eu vou colocar a Saúde no lugar” e destacou que a ação é um reflexo da transversalidade da gestão.

As 100 motocicletas foram doadas à Secretaria de Estado da Saúde pela Secretaria de Estado da Segurança, Justiça e Cidadania. Eram motocicletas adquiridas pela gestão anterior para o trabalho da Polícia Militar. “Essas motocicletas foram adquiridas sem o padrão estabelecido para uso do policiamento, por isso não farão falta à Polícia Militar”, disse coronel Marielton em seu discurso.

Os veículos serão destinados às ações de controle de doenças como dengue, leishmaniose visceral, malária, chagas, zoonoses e imunização. As motocicletas serão utilizadas para realizar inspeções nas unidades de saúde, domicílios e pontos estratégicos, atender denúncias, recolher as fichas de notificação de dengue nas unidades, bem como o transporte dos profissionais para investigação de casos de malária e ações de educação em saúde.

Além disso, na prevenção da doença de chagas, os veículos serão necessários nas borrifações de residências e investigação nos domicílios onde os vetores – barbeiros – infectados forem encontrados. Eles serão utilizados, ainda, na campanha antirrábica animal, coleta de material biológico para diagnóstico da raiva e na investigação e acompanhamento de casos de zoonoses (leptospirose, brucelose, febre maculosa, toxoplasmose, estomatite vesicular entre outros).

Kits

Na ocasião, também foram entregues kits mobiliários a 134 municípios do Estado. Os kits serão usados pelas secretarias municipais para dar suporte às ações de atenção e promoção à saúde.

Os kits são compostos por duas mesas, um gaveteiro com 4 gavetas, 4 cadeiras giratórias e um armário de 2 portas. Os móveis visam ainda organizar os fluxos dos pacientes nos diversos níveis do Sistema Único de Saúde e baseiam-se nos pressupostos fundamentais de universalização do atendimento, a descentralização, a regionalização e a hierarquização. Tem por princípio a utilização racional de todos os meios assistenciais disponíveis e necessários à adequada assistência do cidadão, segundo suas necessidades.

Eles serão usados para implantar os setores de atendimento que facilitarão o encaminhamento dos pacientes para as unidades de saúde do Tocantins.

Sentinela

Cinco municípios receberam equipamentos de informática (computador e impressora) e kits mobiliários (mesas, cadeiras e armários) para equipar as unidades da Rede Sentinela existentes nos locais. São eles: Pedro Afonso, Xambioá, Augustinópolis, Arraias e Porto Nacional.

Os cinco kits de mobiliário e equipamentos de informática irão equipar as Unidades Sentinelas de Saúde do Trabalhador e as Vigilâncias Epidemiológicas Municipais, além de descentralizar as ações de saúde do trabalhador para a Vigilância Sanitária dos municípios.

A Rede Sentinela é composta por unidades de saúde (chamadas de unidades sentinela) que identificam, investigam e notificam, quando confirmados, os casos de doenças, agravos e/ou acidentes relacionados ao trabalho. Dessa Rede fazem parte as unidades notificadoras, que são aquelas unidades de saúde que realizam a notificação no Sinan – Sistema de Informação de Notificação de Agravos.

Animais circulam livremente na orla ribeirinha em Penedo

Fábio Andrey
17/04/2011 18:56:00

Donos de estabelecimentos comerciais vivem um verdadeiro tormento

A avenida Beira Rio, principal ponto de entrada da cidade para quem chega pelas águas do rio São Francisco, local que abriga bares, restaurantes, supermercados, lojas e pousadas, serve como passarela para o desfile de animais que circulam livremente sem serem incomodados, mas por outro lado, incomodam as pessoas que transitam no local, principalmente os visitantes que tem na maioria das vezes, a referida avenida como ponto de embarque e desembarque.

Sozinhos ou em grupos, os cães, muitas vezes apresentando doenças como o calazar (Leishmaniose), circulam livremente em busca de alimentos, quando não estão a procura de alguma fêmea no cio proporcionando um espetáculo dantesco aos olhos das pessoas, principalmente das crianças.

Para aquelas pessoas que procuram os restaurantes da orla para uma refeição, ou até mesmo para um simples bate papo, a presença dos animais torna-se um incômodo sem precedentes, tendo que muitas vezes solicitar a ajuda dos donos desses estabelecimentos para poder desvencilhar-se da desagradável companhia. Sem contar os riscos que correm pelo fato de esses animais não passarem por um criterioso esquema de vacinação deixando as pessoas expostas a todo tipo de mazela como a raiva canina, doença viral infecciosa que acomete mamíferos.

Os donos de estabelecimentos comerciais da região solicitam urgentemente das autoridades competentes uma posição firme com o intuito de sanar o problema e acabar com a indesejável presença desses animais.

Fábio Andrey P. Pereira

Distrito Federal em Alerta para uma epidemia

TV Globo

Zoonoses faz alerta para possível epidemia de leishmaniose canina
Já foram registrados 94 casos de cachorros doentes. Doença é transmitida para humanos por picada de mosquito contaminado com o sangue do animal doente. Nove pessoas foram contaminadas este ano no DF.

O veterinário Victor Laércio conta que, de cada dez cachorros que atende, cinco apresentam a contaminação por leishmaniose – e que os donos sempre ficam em dúvida sobre tratar o animal ou sacrificar. Transmitida pelo mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito-palha ou birigui, a leishmaniose visceral pode afetar o homem. A doença atinge vísceras como o fígado e o baço e pode levar à morte se não for tratada.

A leishmaniose pode passar para o homem por picadas do mosquito contaminado com sangue de um cachorro doente. Lago Norte, Sobradinho, Fercal, Varjäo e Asa Norte são as regiões do DF regiões com o maior número de casos confirmados e onde foram encontrados focos do mosquito transmissor.

Neste ano, a Zoonoses já recebeu 94 cachorros doentes e, apesar do número de pessoas contaminadas ser menor que nos últimos três anos, faz um alerta. “Não falo que seja um surto, nós já estamos com uma episotia de leishmaniose visceral”, avalia Péricles Massunaga, da Vigilância Ambiental.

De janeiro a março, foram registrados nove casos de leishmaniose em humanos no DF. Para evitar a doença, é preciso controlar a proliferação do mosquito palha, que se desenvolve em restos de matéria orgânica, como plantas e frutas, além de fezes de animais. Uma outra dica é podar as copas das árvores para aumentar a incidência de luz solar – o inseto prefere ambientes úmidos e escuros.

Alessandra de Castro / Josuel Ávila

Campanha Diga não a Leishmaniose. APOIE ESTA CAUSA!


Em poucos dias estaremos retomando a divulgação da Campanha “Diga Não a Leishmaniose”. Essa campanha se iniciou em 2005, após os cachorrinhos de Clodovil Hernandes terem contraído a doença em 2003.

A História

Em outubro de 2003, Clodovil presenteou-me com um cachorrinho da mais nova ninhada de seus pugs, o Grande Otelo.
Otelo veio para São Paulo e passou a viver em nossa casa, nosso xodó!

Um belo dia, Clodovil me ligou e disse que eu precisaria fazer um exame de sangue no Otelo, pois os cachorrinhos dele teriam contraído a doença em Ubatuba, e como o Otelo tinha vindo de lá uns meses antes, poderia ter contraído a doença também.

O pavor começou alí, naquele instante. Todas as características de um cão com a doença eu via no Otelo. Impressionante como é a nossa mente!

Levei-o ao veterinário e expliquei o que havia acontecido. Ela imediatamente ligou ao laboratório que marcou de retirar a coleta do exame no consultório da veterinária.
Vocês não imaginam o desespero de pensar em receber o exame com soro positivo e ter que entregá-lo para ser eutanasiádo. Fiquei totalmente sem chão, sem rumo mesmo. MAs aguardei confiante. Após 15 dias, (este era o período que demorava o exame para análise e resultados prontos), chegou o resultado do Otelo. “Negativo”.

Ficamos muito felizes em casa, foi uma verdadeira festa.

Desde então, comecei a pesquisar sobre a doença e métodos de prevenção, pois vi que a doença não tem cura e sim controle, mas o cão tem que ser sacrificado, o Ministério da Saúde não faz e nem autoriza o tratamento por ser caro e não ter um controle. Imaginem.!!

Depois disso, conheci a coleira scalibor e pude ver que é o melhor metodo de PREVENÇÃO, dura mais tempo que outro repelente e não causa nenhum problema ao cão, inclusive, algumas pesquisas já comprovaram que o mosquito morre em contato com o cão que usa a coleira. Não é uma maravilha, além de proteger o cão, protege a sua casa, seus filhos e você também!

De todos os métodos eu acredito nesse, e uso desde 2003 em todos os cães, além de também ficarem livres de pulgas e carrapatos também, outra doença que pode matar cães e pessoas também.

Hoje estamos bem e divulgando novamente a campanha através de formadores de opinião para levar a grande midia e a população a consciência e a prevenção desta grave doença que assola cães e humanos.

Seja consciente, apoie esta causa, divulgue ao máximo de pessoas que puder, todos os cães e humanos irão agradecer você.

FIQUEM ATENTOS PARA NOVAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS.

UM BEIJO E LAMBIDAS DO OTELO

Notícia do Correio Braziliense

Duas pessoas morreram com leishmaniose visceral no DF este ano

Publicação: 15/04/2011 09:55 Atualização: 15/04/2011 10:17

Duas pessoas infectadas com leishmaniose visceral morreram este ano no Distrito Federal. Elas estão entre os nove casos confirmados da doença e relatados no informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde. Desses, apenas uma pessoa foi infectada na região do DF. Ela é moradora da Fercal, localizada na região de Sobradinho II. Já as duas vítimas fatais contraíram a doença em Minas Gerais (MG) e na Bahia (BA).

O número não chega a ser alarmante. Em relação aos três últimos anos, o índice de casos confirmados e os óbitos são pequenos. Este ano 25 pessoas foram colocadas na lista de casos suspeitos, deste, apenas nove foram confirmados. As suspeitas foram registradas nas regiões de Ceilândia, Guará, Planaltina, Santa Maria, Sobradinho I e II e Varjão. Em 2010, o número atingiu 10 casos, em 2009 e 2008 alcançou 17.

A diretora de vigilância epidemiológica, Sônia Maria Geraldes, ressalta que a situação não é preocupante, mas demanda uma atenção especial. “Soltamos o informe com o objetivo de chamar atenção das unidades de saúde para casos de febre prolongada, aumento de baço e fígado, perda de peso. Brasília assumiu o risco já que foram encontrados mosquitos transmissores e há informações de cães infectados”, explica.

O órgão foi informado que o mosquito transmissor da doença foi localizado em áreas na Asa Norte, entre elas, na 604 e no Setor de Áreas Isoladas Norte (SAIN).

Doença
A leishmaniose visceral é uma doença crônica causada por protozoários e é a forma mais severa do mal. É uma doença comum em cães. A transmissão é feita após um mosquito conhecido como “mosquito palha”, “Cangalinha” ou “asa branca” picar o cachorro contaminado e, em seguida, picar um ser humano. De acordo com Sônia Geraldes, não há transmissão entre homens.

O tempo de diagnóstico é demorado, já que a leishmaniose demora a se alastrar. Entre os sintomas, a febre prolongada, aumento do fígado e baço, palidez, dosagem de proteínas acentuada, anorexia e perda de peso. “As pessoas pensam que porque foram picadas ontem, os sintomas aparecerem hoje, mas não é assim. É uma doença mais arrastada. Então uma febre que não começa a melhorar deve ser investigada”, explica a diretora de vigilância epidemiológica.

Mosquito
O transmissor da doença costuma se proliferar em locais úmidos, sombreados, ricos em matéria orgânicas e próximo a matas. Também é característica do mosquito aparecer no fim da tarde e início da noite.

Saiba mais sobre a Leishmaniose

Filhotes

Leishmaniose

O que é a Leishmaniose?

A Leishmaniose Visceral, popularmente conhecida como Calazar, é uma doença causada por um protozoário do gênero Leishmânia, sendo transmitida pela picada do inseto, o flebótomo, também conhecido como mosquito palha. Os cães e os animais silvestres são os principais reservatórios da doença, porém a doença afeta também seres humanos, sendo, portanto uma zoonose.

Como evitar o contato com o mosquito transmissor?

O Mosquito Palha, ou palhinha como é conhecido, é um inseto pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. O uso de repelentes no ambiente e no animal é indicado. Mantenha sempre a higiene dos locais de criação de animais, mantendo-o sempre limpo e seco. Lembre-se lugar de lixo é no lixo.

Como saber se o meu animal está contaminado?

O diagnóstico da leishmaniose pode ser feito através de exame clínico e a confirmação se dá através de amostras de sangue ou biópsias de gânglios e o seu Médico Veterinário é quem vai indicar o método mais adequado.

Quais são os sintomas da doença? Como podemos nos prevenir?

Os animais contaminados podem apresentar desde ausência de sinais clínicos até alterações importantes como febre intermitente, perda de apetite, perda de peso, prostração, conjuntivite e perda de pelo ao redor dos olhos, alterações da pelagem (eczema, descamação, perda da qualidade e volume do pelo, úlceras), crescimento exagerados das unhas entre outros.Hoje além do controle do foco dos mosquitos, podemos usar coleiras repelentes e vacinação preventiva.

Existe tratamento para os cães doentes?

Existe tratamento, mas não é liberado pelo Ministério da Saúde, como forma de controlar os animais portadores, pois a recomendação é a eutanásia de todos os animais positivos. Vacinação e coleira repelente de insetos são as principais medidas eficazes disponíveis hoje para prevenir a Leishmaniose.

Quais medidas devo tomar para o controle da doença?

Vacinação de cães sadios e sorologicamente negativos.
Uso de coleiras repelentes, contra o mosquito transmissor.
Sacrifício do cão doente ou com sorologia positiva.
Uso de telas finas nas portas e janelas.
Manter o animal dentro de casa nos períodos matutino e vespertino.
Utilização de mosquiteiros e aparelhos elétricos repelentes de insetos.
Combate ao inseto vetor no peridomicílio e intradomicílio, mantendo a casa e o quintal sempre limpos (recolher as folhas, frutos, troncos, raízes, fezes de animais).
Embalar o lixo corretamente (sacos plásticos).
Não juntar lixo nos lotes vazios.
Poda de árvores.
Quais animais devem ser vacinados contra leishmaniose?

1. Se morar em região endêmica

2. Se morar em casa em região arborizada.

3. Se viajar com frequência ao litoral ou interior.

4. Se tiver histórico de animais com sorologia positiva na região.

5. Se existir na região o Mosquito palha.

Cidade de Formiga em Estado de Alerta

Cidade de Formiga confirma caso fatal de Leishmaniose Visceral
Sáb, 02 de Abril de 2011 23:15 Jo
A leishmaniose vem se espalhando pelo Brasil. Extermínios de cães foram realizados em várias cidades, e logicamente a medida não surtiu efeito porque o que tem que ser reprimida é a proliferação do mosquito. A imprensa tenta evitar informar que o homem também o ser humano também é reservatório da doença.
João
———————————————

Na tarde desta quinta-feira, 31, aconteceu a primeira morte no município por Leishmaniose Viceral.

Uma senhora de 70 anos, moradora do bairro Eldorado, foi diagnosticada pela doença, porém, o caso se agravou devido a outros problemas de saúde, levando a paciente ao óbito.

Outro caso da doença já havia sido diagnosticado no município em fevereiro. O paciente, um homem de 36 de anos, do bairro Alvorada, também passou por tratamento e já se recuperou.

De acordo com informações do setor de Epidemiologia, da secretaria municipal de Saúde, já foi solicitada junto à secretaria de Administração e Gestão de Pessoas a contratação de pessoal para a formação de uma equipe de combate à doença. Esta equipe irá trabalhar sob a coordenação do setor de Controle de Endemias no combate ao vetor e identificação de cães doentes.

Outra ação da Prefeitura é a contratação da Fiocruz para realizar uma pesquisa que apontará políticas modernas, coerentes e eficazes para combater a Leishmaniose. De acordo com o pesquisadora e bióloga Carina Margonari, responsável pela pesquisa, o município está localizado em uma região próxima a cidades que já possuem vários casos da doença.

Ela disse ainda que a situação no município ainda não é um caso de risco mas que pode tornar se não forem tomados os cuidados necessários.

Margonari informou que o trabalho é complexo e serão realizadas investigações, estudos dos insetos, que são um dos vetores da doença, e, se necessário, estudos com os cães. Os estudiosos alertaram à população para o cuidado com seus animais. De acordo com eles, a comunidade é o fator principal no combate à doença. “É uma responsabilidade. Não se deve soltar os cães na rua de qualquer maneira. Existem vários problemas além da Leishmaniose”.

O que é leishmaniose?

Leishmaniose é o nome que se dá às doenças provocadas pelos protozoários do gênero Leishmania. Dependendo da espécie de Leishmania a doença pode se manifestar na forma cutânea (Leishmaniose Tegumentar Americana – LTA) ou visceral (Leishmaniose Visceral – LV). Existem muitas espécies capazes de causar leishmaniose no ser humano, mas é a espécie Leishmania chagasi (sin. Leishmania infantum) a espécie responsável pela leishmaniose visceral (ou Calazar) no homem e no cão. Os agentes etiológicos mais comuns da LTA nos grandes centros urbanos são a Leishmania braziliensis e Leishmania amazonensis.

A LV tem evolução mais grave e pode levar o paciente à óbito se não tratada corretamente. Ela acomete principalmente o fígado, baço e medula óssea em seres humanos. Os principais sintomas são: febre, emagrecimento, tosse seca e crescimento do fígado e baço (Hepatoesplenomegalia).

A LTA causa feridas na pele e também podem causar destruição das cartilagens da face (nariz, orelhas, palato). É de evolução benigna, porém pode causar problemas respiratórios, tais como a pneumonia, devido à infecções secundárias e levar o paciente à óbito.

Como ocorre a transmissão da doença?

A transmissão ocorre quando pequenos insetos conhecidos como flebotomíneos (Gênero: Lutzomyia), também chamados de mosquito palha e birigui, picam o homem. Durante a picada, se o inseto estiver infectado, ele pode transmitir o protozoário juntamente com o conteúdo estomacal que é regurgitado. Dessa forma, a Leishmania entrará na corrente sanguínea e se reproduzirá nas células de defesa do nosso organismo (células do Sistema Monocítico Fagocitário).

Os flebotomíneos se infectam sugando sangue de animais infectados (reservatório da enfermidade). O cão é o principal reservatório urbano da doença. Porém, gatos, cavalos, várias espécies de ratos e gambás já foram encontrados infectados com o protozoário causador das Leishmanioses. Uma vez infectados, o flebotomíneo, em um segundo repasto sanguineo (alimentação do inseto), poderá transmitir a Leishmania para os seres humanos.

Quais são as maneiras de prevenção?

Para prevenir a transmissão da doença, é necessário um esforço individual: manter os quintais, canis, galinheiros, pomares, limpos – uma vez que o vetor se reproduz em matéria orgânica em decomposição; telar (com tela bem fina) os canis – onde os cães deverão ficar após as 18h, utilizar coleira Scalibor nos cães – previne a picada dos insetos vetores. O uso de velas e a própria planta Citronela é indicado como repelente natural.

É necessário também um esforço do poder público: estudar a epidemiologia da doença em seu município para tomar medidas adequadas, tratar os doentes, sacrificar os cães soropositivos, controlar a população de cães vadios, limpar lotes vagos, realizar coletas de lixo regularmente, manter a população informada, dentre outros.

Assessoria de Comunicação de Formiga
http://www.portalarcos.com.br/noticia/2165/Formiga-confirma-caso-fatal-de-Leishmaniose-Visceral
Fonte informação: Assessoria de Comunicação de Formiga

JC NET cidade de Bauru

9/04/2011

Denúncia: falha na fiscalização do CCZ
Glauber Oliveira obteve informação de que possível foco do mosquito palha só seria vistoriado depois de 30 dias da solicitação
Bruna Dias

Uma denúncia feita ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru escancarou a falta de estrutura que os setores de fiscalização do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) estão sofrendo. Por um lado há a situação crítica da estrutura do órgão municipal, e por outro o grande número de denúncias de toda procedência que chegam por lá diariamente: aproximadamente 80.

A presença da leishmaniose em Bauru, somando apenas neste ano três casos confirmados – sendo que dois desses evoluíram para óbito -, chamou a atenção de Glauber Oliveira, 26 anos, morador do Parque Júlio Nóbrega, por dois motivos.

O primeiro deles é que, próximo à sua casa, um morador cria galinhas sem nenhum cuidado com a higiene, de acordo com o denunciante.

O fato é que ele chegou no bairro há quatro meses e anteontem teve que sacrificar sua cachorra de apenas 7 meses de idade, ainda filhote, por ter constatado que ela era portadora de leishmaniose.

Após ler a matéria veiculada pelo Jornal da Cidade que falava sobre as galinhas serem o “prato principal” do mosquito palha – transmissor da doença -, Glauber ficou com medo porque tem uma filha de 9 meses de idade, ligou para o Centro de Controle de Zoonoses e denunciou a criação de galinhas.

“Quando eu liguei fui muito bem atendido, mas a mulher que conversou comigo disse que levaria cerca de 30 dias para que a fiscalização de fato fosse até o local, porque muitos agentes estavam com dengue. Eu estou muito preocupado porque acho muito tempo. Tenho outra cachorra da raça pastor alemão e, além de ter que cuidar mais dela colocando coleira contra mosquitos, vou começar a passar mais produtos de limpeza no quintal para ver se espanta os insetos”, disse Glauber.

Doentes

O diretor substituto do DSC, Flávio Tadeu Salvador, garantiu à equipe de reportagem do JC que todos os agentes de controles de endemias, responsáveis pelo trabalho de visita nas residências, estão trabalhando normalmente.

“Quatro agentes tiveram dengue mesmo, até porque alguns deles moram em bairros onde há grande número de casos. Não é certo que eles adquiriram dengue trabalhando, mas pode ser também”, esclarece Flávio.

Ele conta que o caso desses agentes foi qualificado como acidente de trabalho e eles foram subsidiados por procedimentos administrativos. Flávio revela que o uso de repelente não está na lista de material obrigatório para trabalho.

“Antes eles usavam só o protetor solar que nós cedemos. Se usavam repelente era por conta própria, porque não estava na lista de produtos obrigatórios. Depois que tivemos esses casos de dengue já adquirirmos o protetor solar com repelente, mas ainda vai demorar um pouco para chegar”, disse.

____________________

É proibido

Segundo Flávio Tadeu Salvador, diretor substituto do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) de Bauru, existe uma lei municipal que proíbe a criação de animais como galinhas, porcos e outros de tração como gado e cavalo em residências. Portanto, ter esses animais em casa é ilegal.

____________________

Corpo efetivo

O diretor substituto do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) de Bauru, Flávio Tadeu Salvador, explica que, no total, 80 agentes – entre ambientais e sanitários – trabalham no DSC. No entanto, quem faz as vistorias que partem de denúncias como a desta matéria, são agentes de saneamento. São estes que possuem capacitação profissional para analisar o local com clareza e aplicar multas.

Mas esses agentes também percorrem a cidade para cumprir entre 60 e 80 denúncias que chegam ao CCZ diariamente. “Estes agentes também fazem as vistorias em terrenos. Só este ano, nos últimos três meses, foram vistoriados cerca de 6 mil terrenos”, diz Flávio.

Apesar da leishmaniose estar se mostrando presente neste ano em Bauru, contando que a cidade soma três casos com duas mortes de crianças em pouco mais de um mês, não há prioridade no agendamento das vistorias relacionadas às denúncias recebidas. “O que existe é um bom senso. Se denunciam que uma piscina está com larvas do Aedes aegypti em um bairro em que há muitos casos, é claro que vamos checar com mais rapidez. O mesmo acontece com a leishmaniose”, salienta.

____________________

Megaoperação contra a dengue continua 2a

A megaoperação contra dengue em Bauru continua nesta segunda-feira no Jardim Petrópolis. As ações consistem na coleta de material inservível do interior dos imóveis, objetos que possivelmente sirvam de criadouros para o mosquito transmissor da dengue.

É de extrema importância que os moradores recebam os agentes de controle de endemias ou deixem alguém nas casas para que eles possam entrar e fazer as vistorias. Na última quinta-feira, dos 378 imóveis vistoriados nos bairros Ferradura Mirim e Jardim Country Club, 264 haviam sido encontrados fechados em visitas anteriores.

Até o momento a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou 95,72 toneladas de material inservível recolhido desde o dia 14 de março, quando deu início à operação. Cerca de 15.101 imóveis foram vistoriados.

Em nota, a Saúde orienta que os moradores não depositem o material inservível nas calçadas ou nas vias. A população deverá receber os agentes em seus imóveis e eles é que irão retirar o material a ser recolhido pelos caminhões, evitando, assim, a proliferação de lixo nos bairros. Depois da visita, a organização e limpeza nos locais deve ser mantida

A nebulização feita pela equipe da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) também está prevista para esta segunda-feira no Parque Jaraguá e Santa Edwirges, entre 19h30 e 23h.

Durante a nebulização, a Saúde orienta que os alimentos e utensílios de cozinha devem estar guardados em locais fechados ou cobertos, as roupas devem ser retiradas do varal, bebedouros de animais, gaiolas e aquários deverão permanecer cobertos, as portas e janelas terão que ficar abertas e com as cortinas afastadas e os veículos retirados das garagens.

Os agentes devem ser notificados sobre a existência de animais como pássaros e abelhas. Durante a aplicação a população deve permanecer na calçada com crianças e animais de pequeno porte, retornando ao interior do imóvel somente após 30 minutos.

Atitudes para Preveção em Rio Preto

Rio Preto é sede de evento contra a leishmaniose no noroeste paulista
Cidades da região registraram muitos casos da doença no ano passado

Da agência BOM DIA

Rio Preto será sede de um evento contra a leishmaniose no noroeste paulista, nos dias 8 e 9 de abril. O objetivo do I Seminário de Leishmaniose Visceral é conscientizar e para encontrar medidas efetivas para a redução da doença, como o encoleiramento em massa dos cães e a castração de animais.

“Nossa comissão pretende levar a discussão ao governo do Estado de São Paulo para apresentar as soluções existentes e ampliar as medidas para outras cidades do Estado”, enfatiza a presidente da comissão do Meio Ambiente da OAB de Jales e Defensora dos Animais, Vivi Vieri

O evento é realizado pela diretoria da 63ª subseção da OAB de Jales, através de sua Comissão do Meio Ambiente, pela a Associação Jurídica de Defesa Ambiental e Animal (AJUDAA) e pela Comissão do Meio Ambiente da OAB de Rio Preto.

Cidades como Araçatuba, Bauru, Jales e Santa Fé do Sul registraram alto número de casos de leishmaniose visceral no ano passado, que é uma grave doença de saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Entre os palestrantes está o Médico Veterinário e Gerente Técnico da Intervet/Schering-Plough Animal Health, Andrei Nascimento, que abordará sobre prevenção, apresentando a importância da coleira impregnada com deltametrina a 4% (Scalibor®) e da sua utilização em larga escala. A palestra acontece no dia 9, às 8h30.

Encoleiramento em massa no Brasil

Para combater o avanço da doença no País, o Ministério da Saúde fará um projeto-piloto de encoleiramento em massa de cães como uma das medidas de controle da leishmaniose visceral a partir de 2011. O projeto-piloto será um estudo para avaliação da coleira impregnada com deltametrina a 4% quando utilizada em larga escala, como ferramenta adicional no Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral.

As coleiras (Scalibor®, da Intervet/Schering-Plough Animal Health) serão distribuídas gratuitamente pelo governo para 20 cidades brasileiras consideradas endêmicas, contempladas no estudo.

A Scalibor® é uma coleira impregnada com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma das ferramentas que auxiliam na prevenção da leishmaniose visceral.
Sobre a leishmaniose visceral

A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas anualmente.

Apesar de classificada como doença de caráter rural, a boa adaptação do mosquito transmissor à vida urbana tem permitido a rápida expansão da doença no Brasil. Os desmatamentos, processos migratórios e o crescimento desordenado também contribuem para essa expansão e alteração do perfil epidemiológico da doença.

“Por isso é de extrema importância adotar medidas preventivas para evitar que o cão seja infectado”, ressalta o Médico Veterinário e gerente Técnico da Intervet/Schering-Plough, Andrei Nascimento. “Pesquisadores estimam que nas áreas endêmicas, para cada humano doente, existam 200 cães infectados”, finaliza.

Serviço:
I Seminário de Leishmaniose Visceral do Noroeste Paulista
Data: 08 e 09 de abril
Local: Casa do Advogado de Rio Preto
Endereço: Av Brigadeiro Faria Lima, 5853
Informações e Inscrições: leishmanioserp@gmail.com ou (17) 3632-2838

fonte: www.progresso.com.br

Saúde faz bloqueio à leishmaniose

Aumento dos casos de leishmaniose visceral em cães indica maior probabilidade das pessoas contraírem a doença

Dourados registra aumento de casos de leishmaniose visceral em cães (Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO)

Por : Marli Lange

DOURADOS – A Secretaria Municipal de Saúde começou ontem um trabalho de bloqueio da leishmaniose visceral canina. Para se chegar a um controle efetivo, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) começou a fazer um levantamento epidemiológico da doença, o chamado “inquerito amostral”. O último foi realizado em 2004. O documento serve para direcionar os trabalhos de controle e prevenção, explicou o diretor de Vigilância e Saúde, Eduardo Arteiro Marcondes.

Durante a pesquisa serão coletadas 480 amostras em todos os bairros da cidade. Em cada uma das 96 micro-áreas há, em média, 600 moradias, sendo que serão sorteadas cinco residências em cada para que seja realizada a coleta de sangue dos animais.

De acordo com Marcondes, no final do trabalho de levantamento previsto para terminar em 40 dias, o objetivo é inici-ar um trabalho de prevenção e controle da doença em cães para evitar o parecimento de casos humanos.

PREOCUPAÇÃO

Marcondes diz que os casos de leishmaniose canina vem aumentando a cada ano em Dourados. Pela estatística, em 2008 foram registrados 33 casos positivos; em 2009, 44 casos e em 2010, 57. Outra preocupação é que vem aumentando o número da população de vetor da leishmaniose, o mosquito Lutzomyia, chamados de “mosquito palha” ou birigui e Phlebotomus.

DOURADOS REGISTROU, EM 2010, 57 CASOS DE LEISHMANIOSE CANINA “.

“Se temos o cão, o vetor, e aumento de casos é necessário uma preocupação maior em iniciar um trabalho de combate para evitar o aparecimento de casos humanos”, disse. Pessoas são contaminadas através da picada do mosquito. Cães doentes são imediatamente sacrificados, no CCZ. Paralelo a isto é necessário reduzir a população de mosquito transmissor, que gosta de ambientes úmidos e escuros. A limpeza dos quintais, com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, também ajuda no combate da doença, uma vez que o mosquito costuma por os ovos em locais onde há muita matéria orgânica.

“As pessoas precisam se conscientizar que se não houver a colaboração no sentido de eliminar criadouros não conse-guiremos vencer a doença. O aumento dos casos de leishmaniose em cães indica a possibilidade das pessoas contraírem a doença é grande. Assim como a dengue, a prevenção é a única arma contra a leishmaniose”, enfatizou Eduardo Marcon-des. Atualmente, a leishmaniose está entre as seis endemias consideradas prioritárias ao combate, ao redor do mundo.

SINTOMAS

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção puru-lenta. Há também a possibilidade de sua manifestação ocorrer através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca.

Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço. Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanha-mento médico pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a morte.

Sintomas da Leishmaniose

Informações para uma vida saudável

A leishmaniose é uma doença que afeta os animais domésticos e é transmitida para o homem pela picada de um mosquito. Os sintomas da leishmaniose são:

Leishmaniose Tegumentar:

Várias pequenas feridas espalhadas pelo corpo, chamadas de úlcera de bauru, que podem ser doloridas ou não,

Gânglios inchados.

Leishmaniose visceral:

Febre,

Perda de peso,

Inchaço no baço e no fígado,

Baixa contagem de células brancas e plaquetas no sangue.

As feridas causadas pela doença tendem a curar-se sozinha em pouco tempo. Mas se a doença não for devidamente tratada ela pode voltar a manifestar-se e a sua cura será mais difícil.

Fonte.www.tuasaude.com

Leishmaniose mata mais que Dengue.


Mosquito palha ou flebótomo, menor que o pernilongo

29/03/2011 às 09:54
Leishmaniose mata mais que dengue em Minas Gerais

A leishmaniose visceral é transmitida pelo flebótomo, mais conhecido como mosquito palha
Enquanto todas as atenções estão voltadas para a dengue, existe doença que tem preocupado por sua alta letalidade. É o caso da leishmaniose visceral, cuja situação em Minas Gerais está merecendo atenção.
Por exemplo, a leishmaniose visceral já matou mais que a dengue em Belo Horizonte, em 2010. Também no interior do Estado a situação é grave e coloca Minas como território de alto risco, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde (MS). De acordo com o MS, Minas Gerais foi o segundo com o maior número de casos de leishmaniose no ano passado, atrás apenas do Ceará.
Segundo a Gerência Regional de Saúde em Uberaba informa que em 2010 foram notificados 8 casos de leishmaniose visceral, nos 27 municípios ligados à Regional, “todos importados de outras localidades”. Também no ano passado foram notificados pela GRS 6 casos de leishmaniose tegumentar americana, com dois casos importado de outras áreas.
Ainda segundo informações da referência técnica em Zoonoses da GRS, Maria Amélia da Silveira Martins, neste ano já foram notificados 2 casos de leishmaniose visceral, sendo um importado e o outro em investigação, enquanto a leishmaniose tegumentar americana foram notificados 3 casos, em 2011, sendo 1 importado. Vale lembrar que todos estes casos são em humanos.
Já a Secretaria Municipal de Saúde informa que não foram registrados casos da doença em humanos em Uberaba, entretanto observa que em 2009 foram realizados 1.581 exames em animais, sendo que 21 foram positivos, enquanto no ano passado foram realizados 1.279 exames e foram confirmados, também, 21 casos em animais. Ainda segundo a secretaria, neste ano ainda não foi registrado nenhum caso da doença.

Estado – Informações da Secretaria de Estado de Saúde dão conta que de 2009 para cá foram 1.232 vítimas da leishmaniose em Minas, sendo que 132 morreram. Belo Horizonte concentrou, neste mesmo período, 22,8%, o equivalente a 282 casos, e 41% dos óbitos, num total de 55 vítimas. A situação, em relação a letalidade, é muito grave. Tanto que no ano passado foram confirmados 51.755 casos de dengue e 15 pessoas em 2010 na capital mineira. Já a leishmaniose registrou 131 vítimas, sendo que 22 foram a óbito, também em Belo Horizonte.

Maria das Graças Salvador

MAIS CASOS DE LEISHMANIOSE NO ESTADO DE MINAS GERAIS.

Surto de leishmaniose é considerado preocupante em Conselheiro Pena

Leishmaniose matou mais que a dengue em 2010, mas é subestimada em MG
Acúmulo de entulhos ajuda proliferação da Leishmaniose

A leishmaniose visceral matou mais que a dengue em Belo Horizonte, no ano passado, e transformou a capital mineira em território de alto risco. No interior de Minas, a situação também é grave e, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde (MS), o estado é o segundo com o maior número de casos da doença em 2010, atrás apenas do Ceará. Frente à grave situação instalada, uma caravana, em viagem por todo Brasil, estacionou em BH para, por meio de uma ferramenta lúdica, tentar combater uma doença com a qual não se brinca. O mosquito flebótomo, transmissor do mal, é o vilão da peça teatral O fim da picada, em cartaz até hoje no Parque das Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital.

Voltado para estudantes de 4 a 14 anos, o evento gratuito é promovido pelo laboratório veterinário Intervet/Schering-Plough e mostra como atacar de frente a doença que contamina gente de todas as idades. Apenas de 2009 para cá, foram 1.232 vítimas da leishmaniose em Minas, sendo que 132 morreram, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Belo Horizonte concentrou, neste mesmo período, 22,8%, o equivalente a 282 casos, e 41% dos óbitos, num total de 55 vítimas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). Para se ter ideia da letalidade da doença, a dengue, alvo de forte ação de governo, contaminou 51.755 e matou 15 pessoas em 2010 na capital; enquanto, a leishmaniose fez, ano passado, 131 vítimas e ceifou 22 vidas em BH.

De acordo com o coordenador da caravana contra a doença, o farmacêutico Marco Antônio de Castro, apesar de grave, a leishmaniose é negligenciada pelo governo. “Ela é a segunda doença que mais mata no mundo, ficando atrás somente da malária. Em Minas Gerais, a situação é gravíssima, por isso, o esforço de mobilização. Aqui a doença é endêmica, está instalada, mas tem muita gente que nem conhece a leishmaniose”, alerta. Apenas este ano, segundo a SES, Minas registrou 12 confirmações e um óbito pela doença. Em BH, são três casos de contaminação e nenhuma morte, por enquanto.

Quatro municípios de Minas vivem um surto de leishmaniose em humanos

Divinópolis, na Região Centro-Oeste, a situação mais preocupante é nas cidades de Governador Valadares, Ipanema, Resplendor e Conselheiro Pena, todas no Vale do Rio Doce

Número de mortes por leishmaniose em 2010 já é igual ao da dengue
Ação questiona eutanásia de cães com leishmaniose A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo flebótomo, conhecido popularmente como mosquito-palha ou birigui. O cão ocupa posto importante no ciclo da doença: uma vez picado pelo vetor, apesar de não contaminar diretamente o homem, torna-se um dos principais reservatórios do protozoário. O mal é silencioso e pode levar anos até que os sintomas apareçam. Nos cães, os indícios são lesões na pele, falta de apetite, crescimento exagerado das unhas, entre outros. No homem, o parasita atinge as células de defesa do organismo. Com isso, a doença traz como sintomas febre, emagrecimento, apatia, palidez, além do aumento do volume do fígado e do baço.

SEM CURA

O farmacêutico alerta que a leishmaniose não tem cura, mas tratamento e, por isso, a maior arma contra a doença é a prevenção. Segundo ele, é importante manter quintais limpos, evitar acúmulo de lixo, além de levar periodicamente os cães ao veterinário. Ele também recomenda o uso da coleira inseticida e repelente, que mata imediatamente o flebótomo. A coleira está sob avaliação do Ministério da Saúde (MS), que estuda a distribuição gratuita do material em cidades com alta incidência da doença. De acordo com o MS, o órgão encomendou pesquisa para este ano com objetivo de averiguar o uso de colares com o inseticida deltametrina em cães.

A estudante do Sesi Núcleo Antônio da Silva Pereira, Alice Abreu, de 6 anos, sabe muito bem os efeitos trágicos da leishmaniose. Marley, Barão e JJ, cachorros da garota, foram sacrificados por estarem infectados pelo parasita. “Eu até chorei. Tiveram que passar um remédio na minha casa. Mas, sábado, ganhei outro cachorrinho, a Otis. Desta vez, vou cuidar direitinho e ela não vai morrer. Ela vai receber três vacinas”, afirma Alice, atenta ao teatro. Já o estudante da Escola Municipal Levindo Coelho Igor Henrique Cerqueira, de 14, conhecia pouco da doença e pôde se informar sobre o assunto. “Sabia de cachorros, mas não de homens com a leishmaniose”, surpreendeu-se.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que faz cerca de 18 mil exames em cães por mês. O órgão ainda afirma que o tratamento em humanos terá nova ferramenta: as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) passarão a contar com o exame ultrarrápido para leishmaniose, que mostra o resultado imediatamente.

Fonte: Noticias Contato

COLEIRA SIM, EUTANÁSIA NÃO!

GENTE, UM ABSURDO ISSO…TEMOS QUE COMBATER ISSO, O DONO TEM QUE TER O DIREITO DE ESCOLHER O QUE FAZER COM SEU FILHO, O CÃO!

27/03/2011 – 11h35
Donos recorrem à Justiça para evitar morte de cachorros
DE SÃO PAULO

Donos de cães com leishmaniose lutam na Justiça para livrá-los da eutanásia. Para o Ministério da Saúde, os animais devem ser sacrificados logo após o diagnóstico para evitar a contaminação de pessoas e outros animais. A informação é de reportagem de Elida Oliveira, publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A doença, causada por protozoário e transmitida pela picada do mosquito-palha, pode matar. Especialistas garantem, porém, que é possível controlá-la com remédio.

Em meio à polêmica, a psicóloga Márcia de Jesus, 45, de Belo Horizonte, tratou o pitbull Vlad, de oito anos, com um remédio usado para combater uma doença reumatológica em humanos. Ela conseguiu mostrar à Justiça que o cão não tem mais sinais da doença, contraída há seis anos, e não representa perigo. Venceu a ação.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que a eutanásia é indispensável para cães doentes. “Tratá-los significa usar em larga escala os poucos medicamentos que temos para leishmaniose e, com isso, reduzir a eficácia dos produtos em humanos.”

MUITO GRAVE!! É PRECISO ATENÇÃO DAS AUTORIDADES COM URGÊNCIA

Leishmaniose matou mais que a dengue em 2010, mas é subestimada em MG

FONTE – O ESTADO DE MINAS

Flávia Ayer -
Publicação: 18/03/2011 07:10 Atualização: 18/03/2011 15:36

A leishmaniose visceral matou mais que a dengue em Belo Horizonte, no ano passado, e transformou a capital mineira em território de alto risco. No interior de Minas, a situação também é grave e, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde (MS), o estado é o segundo com o maior número de casos da doença em 2010, atrás apenas do Ceará. Frente à grave situação instalada, uma caravana, em viagem por todo Brasil, estacionou em BH para, por meio de uma ferramenta lúdica, tentar combater uma doença com a qual não se brinca. O mosquito flebótomo, transmissor do mal, é o vilão da peça teatral O fim da picada, em cartaz até hoje no Parque das Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital.

Voltado para estudantes de 4 a 14 anos, o evento gratuito é promovido pelo laboratório veterinário Intervet/Schering-Plough e mostra como atacar de frente a doença que contamina gente de todas as idades. Apenas de 2009 para cá, foram 1.232 vítimas da leishmaniose em Minas, sendo que 132 morreram, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Belo Horizonte concentrou, neste mesmo período, 22,8%, o equivalente a 282 casos, e 41% dos óbitos, num total de 55 vítimas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). Para se ter ideia da letalidade da doença, a dengue, alvo de forte ação de governo, contaminou 51.755 e matou 15 pessoas em 2010 na capital; enquanto, a leishmaniose fez, ano passado, 131 vítimas e ceifou 22 vidas em BH.

De acordo com o coordenador da caravana contra a doença, o farmacêutico Marco Antônio de Castro, apesar de grave, a leishmaniose é negligenciada pelo governo. “Ela é a segunda doença que mais mata no mundo, ficando atrás somente da malária. Em Minas Gerais, a situação é gravíssima, por isso, o esforço de mobilização. Aqui a doença é endêmica, está instalada, mas tem muita gente que nem conhece a leishmaniose”, alerta. Apenas este ano, segundo a SES, Minas registrou 12 confirmações e um óbito pela doença. Em BH, são três casos de contaminação e nenhuma morte, por enquanto.

Saiba mais…
Quatro municípios de Minas vivem um surto de leishmaniose em humanos
Número de mortes por leishmaniose em 2010 já é igual ao da dengue
Ação questiona eutanásia de cães com leishmaniose
Casos de dengue em MG recuam 66%, mas estado ainda tem alta incidência da doença
A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo flebótomo, conhecido popularmente como mosquito-palha ou birigui. O cão ocupa posto importante no ciclo da doença: uma vez picado pelo vetor, apesar de não contaminar diretamente o homem, torna-se um dos principais reservatórios do protozoário. O mal é silencioso e pode levar anos até que os sintomas apareçam. Nos cães, os indícios são lesões na pele, falta de apetite, crescimento exagerado das unhas, entre outros. No homem, o parasita atinge as células de defesa do organismo. Com isso, a doença traz como sintomas febre, emagrecimento, apatia, palidez, além do aumento do volume do fígado e do baço.

SEM CURA

O farmacêutico alerta que a leishmaniose não tem cura, mas tratamento e, por isso, a maior arma contra a doença é a prevenção. Segundo ele, é importante manter quintais limpos, evitar acúmulo de lixo, além de levar periodicamente os cães ao veterinário. Ele também recomenda o uso da coleira inseticida e repelente, que mata imediatamente o flebótomo. A coleira está sob avaliação do Ministério da Saúde (MS), que estuda a distribuição gratuita do material em cidades com alta incidência da doença. De acordo com o MS, o órgão encomendou pesquisa para este ano com objetivo de averiguar o uso de colares com o inseticida deltametrina em cães.

A estudante do Sesi Núcleo Antônio da Silva Pereira, Alice Abreu, de 6 anos, sabe muito bem os efeitos trágicos da leishmaniose. Marley, Barão e JJ, cachorros da garota, foram sacrificados por estarem infectados pelo parasita. “Eu até chorei. Tiveram que passar um remédio na minha casa. Mas, sábado, ganhei outro cachorrinho, a Otis. Desta vez, vou cuidar direitinho e ela não vai morrer. Ela vai receber três vacinas”, afirma Alice, atenta ao teatro. Já o estudante da Escola Municipal Levindo Coelho Igor Henrique Cerqueira, de 14, conhecia pouco da doença e pôde se informar sobre o assunto. “Sabia de cachorros, mas não de homens com a leishmaniose”, surpreendeu-se.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que faz cerca de 18 mil exames em cães por mês. O órgão ainda afirma que o tratamento em humanos terá nova ferramenta: as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) passarão a contar com o exame ultrarrápido para leishmaniose, que mostra o resultado imediatamente.

BH – Notícias


Devido ao alto índice de casos de leishmaniose em Minas Gerais, a Intervet/Schering-Plough volta à cidade com projeto cultural de conscientização

Logo no início do ano, um surto de leishmaniose em humanos assustou a população de alguns municípios mineiros, com a morte de duas pessoas. Por ser uma região endêmica, com altos índices da doença tanto em cães quanto em humanos, o projeto cultural itinerante Circuito Estradafora – Caravana Intervet/Schering-Plough, realizado no ano passado na capital mineira, está de volta. De 16 a 18 de março, a carreta-teatro ficará sediada no Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte, e oferecerá três sessões por dia, gratuitamente para a população.

Segundo o coordenador do projeto e gerente de produtos da Intervet/Schering-Plough Animal Health, Marco Castro, a população precisa se conscientizar e adotar as medidas preventivas para fazer com que os casos da doença diminuam. “Ainda há muita carência de informação sobre a leishmaniose visceral nas diversas cidades brasileiras, até mesmo em Belo Horizonte, uma área endêmica. Por isso, queremos ensinar, por meio de ações culturais, como se prevenir contra ela”, ressalta.

Especialmente desenvolvida para estimular a imaginação das crianças, a peça teatral “O Fim da Picada” é apresentada de forma lúdica, por meio de bonecos. Antes mesmo de começar a sessão, a garotada já vivencia a experiência de um grande espetáculo: a peça se passa dentro de uma carreta-teatro gigante, com capacidade para acomodar 150 espectadores sentados, com todo o conforto tecnológico de uma sala cultural convencional, com ar-condicionado, palco, iluminação, sonorização, projetor e tela. “Nada melhor do que o teatro para falar com as crianças, que aprendem brincando e ainda agem como transformadores dentro da família, pois adquirem o conhecimento, repassam aos familiares e ainda fiscalizam se estão fazendo corretamente”, explica Castro.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que a doença infectou 502 pessoas e foi responsável por 49 mortes em Minas Gerais no ano passado. Desse total, 14 mortes e 107 diagnósticos positivos foram em Belo Horizonte. Os dados são parciais e os números podem ser maiores. Em 2009, foram registradas 75 mortes causadas pela doença no Estado, um crescimento de 134% em relação aos 32 óbitos ocorridos em 2008. Já o número de pessoas infectadas passou de 509 em 2008 para 601 em 2009, o que representa aumento de 18% nos casos.

Ao final de cada atividade, as crianças levarão para casa um material explicativo sobre a doença e as formas de prevenção.

Circuito Estradafora
O circuito foi desenvolvido com o conceito de que pudesse viajar de forma autônoma para qualquer lugar do país, pois conta com estrutura e equipe próprias, podendo realizar o trabalho com a mesma qualidade nas mais diferentes situações.

Com o intuito de democratizar o acesso à cultura, o Circuito Estradafora já superou a marca de 285.202 espectadores em 172 cidades localizadas em todo o território brasileiro.

A estrutura do Circuito destaca-se por utilizar uma tecnologia inovadora, uma confortável carreta-teatro de 15 metros com capacidade para 150 espectadores sentados, ambiente com ar-condicionado, iluminação, sonorização e projeção. Toda essa infraestrutura se baseia na crença do Teatro de Tábuas de que a arte é uma ferramenta eficiente para desenvolver o senso crítico da sociedade, além, é claro, de proporcionar entretenimento.

Confira a programação:
Belo Horizonte/MG
De 16 a 18 de março
Local: Parque das Mangabeiras
End: Av. Anel da Serra (alto do Mangabeiras)
Horários das sessões: às 9h, 10h30 e 15h
(* no dia 16/03 a sessão da tarde será às 14h)


Circuito Estradafora’ apresenta o espetáculo ‘O fim da Picada’
Divulgação
A Fundação de Parques Municipais traz a BH o Circuito Estradafora, com o espetáculo ‘O fim da Picada’, da companhia Teatro de Tábuas. A apresentação ocorre durante três dias 16, 17 e 18 de março, em três horários diferentes.

Com linguagem de teatro de bonecos, o projeto de arte e educação com tecnologia itinerante, criado pela organização não-governamental Teatro de Tábuas, tem como objetivo democratizar o acesso à cultura e à arte.

SERVIÇO

LOCAL Parque Mangabeiras
DATAS E HORÁRIOS
16/03 | Quarta-feira – às 9h, 10h30 e 14h
17/03 | Quinta-feira – às 9h, 14h e 15h
18/03 | Sexta-feira – às 9h, 10h30 e 14h
ENTRADA GRATUITA

Circuito Estradafora – Conscientização da prevenção da Leishmanbiose

Circuito Estradafora’ apresenta o espetáculo ‘O fim da Picada’
Divulgação
A Fundação de Parques Municipais traz a BH o Circuito Estradafora, com o espetáculo ‘O fim da Picada’, da companhia Teatro de Tábuas. A apresentação ocorre durante três dias 16, 17 e 18 de março, em três horários diferentes.

Com linguagem de teatro de bonecos, o projeto de arte e educação com tecnologia itinerante, criado pela organização não-governamental Teatro de Tábuas, tem como objetivo democratizar o acesso à cultura e à arte.

SERVIÇO

LOCAL Parque Mangabeiras
DATAS E HORÁRIOS
16/03 | Quarta-feira – às 9h, 10h30 e 14h
17/03 | Quinta-feira – às 9h, 14h e 15h
18/03 | Sexta-feira – às 9h, 10h30 e 14h
ENTRADA GRATUITA

Mais casos em Bauru. Crianças morrem com a doença.

04/03/2011 13:00
Bauru registra primeiro caso de morte por leishmaniose em 2011

anuncie!
Agência BOM DIA

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso de leishmaniose em Bauru este ano 2011. A vítima morreu na última terça-feira.

Trata-se de uma criança do sexo feminino, 7 anos, moradora do Parque Jaraguá e que estava em tratamento no Hospital Estadual de Bauru, desde 21 de fevereiro.

A criança também apresentava um quadro de desnutrição, o que provavelmente pode ter potencializado a gravidade da doença da leishmaniose.

As equipes que permanecem na região do bairro Jaraguá por conta do grande número de casos de dengue já providenciaram as ações de bloqueio contra a doença.

Em 2010 foram registrados 28 casos da doença, sem nenhuma morte.

WSPA contra a Leishmaniose Informações Importantíssimas.

Link Matéria original.

http://www.wspabrasil.org/wspaswork/Caesegatos/controlededoencas/leishmaniose/Default.aspx

Leishmaniose visceral canina

A Leishmaniose visceral canina é uma doença grave que acomete vários mamíferos, transmitida por um protozoário que tem o nome científico de Leishmania chagasi (infantum). O seu principal transmissor (vetor) é um inseto (flebotomíneo), da espécie Lutzomyia longipalpis, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada do inseto infectado.

O cão é considerado um importante reservatório do parasita pela sua proximidade com o homem e constitui o principal elo na cadeia de transmissão de Leishmaniose visceral nas zonas urbanas. Há outros animais silvestres que podem servir de hospedeiros intermediários desta doença, mas é impossível pegar a doença por contato direto com esses animais.

A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”.

Mapa da leishmaniose visceral humana no Brasil

Abaixo podemos ver as principais áreas de risco da Leishmaniose visceral humana. E no caso da Leishmaniose visceral canina as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, são as mais prevalentes, porem a doença tem avançado também nos Estados da região Sudeste.

Principais sintomas

O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada do “mosquito palha”, pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas:

Apatia (desânimo, fraqueza, sonolência);

Perda de apetite;

Emagrecimento rápido;

Feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar);

Pelos opacos, descamação e perda de pelos;

Crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença;

Aumento abdominal (“barriga inchada” pelo aumento do fígado e do baço);

Problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular);

Diarreia, vômito e sangramento intestinal.

Diagnóstico

Ainda não existe um método de diagnóstico que seja 100% específico para identificação da Leishmaniose visceral canina. Porém, a associação dos vários métodos disponíveis permite a obtenção de diagnósticos com boa sensibilidade e especificidade. Ao observar que seu animal está com sintomas que podem ser indicativos de Leishmaniose, é importante que você consulte um veterinário de sua confiança o mais rápido possível.

O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e requer a realização de vários exames laboratoriais associados ao exame clínico para se chegar a um resultado definitivo. Geralmente, são realizados exames iniciais de triagem, chamados exames sorológicos (ELISA e RIFI) e depois devem ser solicitados os exames parasitológicos ou moleculares para confirmar a infecção. Não existem métodos de diagnóstico que sejam 100% confiáveis.

Portanto, recomenda-se:

Utilizar sempre mais de um método diagnóstico durante o exame de um animal suspeito de estar com Leishmaniose visceral canina, pois o uso isolado de determinada técnica pode dar margem à ocorrência de falsos negativos ou falsos positivos.

Peça ao veterinário que acompanhe a etapa de coleta do material para garantir que a mostra seja adequadamente coletada e conservada, e que seja enviada a um laboratório credenciado e de confiança.

Sempre realizar um exame parasitológico ou molecular para confirmar a infecção.

Como você pode ajudar?
Como a Leishmaniose visceral canina é uma doença grave e seu tratamento é complexo, a prevenção é a estratégia mais recomendada para o controle dessa doença.

O controle do inseto transmissor é considerado a melhor opção na luta contra a doença, segundo a Fundação Nacional da Saúde.

Cuidado com áreas de potencial contágio
Os donos dos cães devem observar alguns cuidados em áreas úmidas ou de decomposição de lixo:

Evitar acúmulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos.

Manter o ambiente do cão, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e acúmulo de restos de alimentos e folhagens.

Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a formação de uma fonte de umidade e de matéria orgânica em decomposição.

Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com ação repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.

Medidas para proteger o seu cão da leishmaniose visceral canina
Vacine o seu cão anualmente com vacinas específicas para a Leishmaniose. Atualmente existem duas vacinas licenciadas pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a Leishtec® e a Leishmune®

Utilize coleiras impregnadas com inseticidas (Scalibor®: trocar a cada seis meses) ou produtos spot on (solução em gotas aplicadas topicamente) de ação prolongada, que devem ser reaplicados a cada mês, inclusive ao transportar os animais para outras regiões

Evite passeios com o seu cão no final da tarde e início da noite, que é o horário de maior atividade do mosquito palha

Use telas de malha bem fina no canil ou na casinha do cachorro, nas portas e janelas de sua casa

Utilize plantas com ação repelente a mosquitos (como citronela e neem)

Manter o abrigo do seu cão sempre limpo, sem fezes ou restos de alimento.

Conheça a legislação sobre Leishmanioses
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008, que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

DECRETO Nº 51.838, DE 14 DE MARÇO DE 1963, que baixa normas técnicas especiais para o combate às leishmanioses.

Faça o download do folder e divulgue para os seus amigos todas as recomendações e esclarecimentos sobre a Leishmaniose visceral canina. >>

24/02/2011 – 08:42:55

Leishmaniose
Secretaria de Saúde realiza Fórum sobre Leishmaniose na sexta-feira
Evento terá parceria da Unimar e apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária

A Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta sexta-feira, o Fórum sobre Leishmaniose. O evento, que acontece a partir das 8 horas, no salão nobre das Faculdades Faccat, terá parceria da Universidade de Marília e apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

As inscrições para o evento, que é direcionado para os profissionais da saúde, já foram encerradas, totalizando cerca de 300 inscritos. Além dos profissionais da área, fórum contará com a presença de autoridades municipais e de representantes do Conselho Regional de Medicina Veterinária, incluindo o presidente da entidade, Francisco Cavalcanti de Almeida e o delegado regional e coordenador dos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária da Universidade de Marília (Unimar), Fábio Manhoso.

O Fórum é uma das ações previstas no Plano de Combate à Leishmaniose, definido no início de janeiro com objetivo de combater e evitar a disseminação da doença no município. No ano passado a Secretaria Municipal de Saúde registrou 20 casos de leishmaniose animal em Tupã.

De acordo com a programação divulgada no final da tarde de ontem, a abertura do evento está prevista para as 8 horas. Às 8h30, será realizada a primeira palestra do dia, com a professora Elma Pereira dos Santos Polegato (UNIMAR/CRMV-SP), que abordará o tema “Leishmaniose: A Doença no Homem e no Animal”.

Em seguida, às 9h30 serão discutidas “Técnicas de Diagnóstico na Leishmaniose Canina”, com o professor Alessandre Hataka (UNIMAR/CRMV-SP). Entre as 10h30 e 11 horas haverá intervalo e as atividades serão retomadas às 11 horas com a palestra “Epidemiologia da Leishmaniose Canina no Estado de São Paulo”, que será ministrada pela especialista Luciana Hardt Gomes (CRMV/SP).

Ainda de acordo com a programação, haverá pausa para almoço das 12 às 14 horas e em seguida o fórum será retomado com o professor Silvio Arruda Vasconcellos (USP/CRMV-SP), que falará sobre o tema “A importância da Medicina Veterinária no Controle da Leishmaniose e seus Aspectos Éticos”.

A série de palestras continua com “Ações do Município de Tupã no Controle da Leishmaniose”, que será apresentada por representante da Secretaria Municipal da Saúde. Às 16 horas acontecerá novo intervalo e em seguida, às 16h30 será aberto espaço para debates e discussões. O evento está previsto para ser encerrado às 17h30.

Outras ações

Além do Fórum de Leishmaniose, que pretende atualizar o conhecimento dos profissionais da saúde com relação ao perfil da doença, a epidemiologia da leishmaniose no Estado de São Paulo; a importância do médico veterinário e o aspecto ético que envolve o profissional; a Secretaria Municipal de Saúde vem desenvolvendo outras ações para combater a doença.

O Plano de Combate à Leishmaniose inclui ainda capacitação da equipe técnica. Através de parceria com a Unimar e o Conselho Regional de Medicina Veterinária, todos os agentes que atuam na área de zoonoses tiveram a oportunidade de atualizar os conhecimentos tanto na parte teórica quanto prática, envolvendo conceitos básicos, desde a maneira correta de se conter o animal, passando pela aplicação de medicamentos e coleta de sangue para análise.

As ações da Secretaria Municipal de Saúde devem incluir ainda a realização do mutirão de castração, que será realizado ainda neste primeiro semestre e a conscientização da população sobre a responsabilidade de cada morador no combate à leishmaniose, doença que pode ser fatal.
O objetivo do Plano de Combate à Leishmaniose é mobilizar toda a sociedade no combate à doença, mobilizando não só o poder público, mas também as associações de classe, iniciativa privada e principalmente a população.

A exemplo da dengue, a maior responsabilidade no combate à leishmaniose cabe à população, já que somente com o envolvimento dos moradores é que será possível acabar com o mosquito transmissor da doença. Sem o mosquito Palha ou Birigui, que já está sendo encontrado na cidade, não há possibilidade de contaminação dos animais e consequentemente contaminação em humanos.

Criança de nove meses morre com suspeita de leishmaniose

4/02/11 – 8h – Criança de nove meses morre com suspeita de leishmaniose em Montes Claros

Uma criança de nove meses morreu na madrugada de hoje com suspeita de leishmaniose. O menino estava internado no Hospital Universitário. A informação foi confirmada pela mãe da criança, Pamela Andressa.
Segundo a mãe, o menino foi internado na última sexta-feira e ficou em coma nesse período. Pamela suspeita que o filho tenha contraído a doença na casa onde eles moravam, porque lá existiam dois cães.

GOSTARIA DE LEMBRAR AOS LEITORES QUE O “CÃO” É A MAIOR VÍTIMA ELE NÃO É O “VILÃO”.

Salve o seu fiel AMIGO, ENCOLEIRE O SEU CÃO!!


Os cães soro positivo, são levados para os centros de Zoonozes e são sacrificados. Nossos pobres e indefesos amigos tem que ser protegidos.
Cabe a nós termos essa consciência.

Levante essa bandeira. Diga não a leishmaniose e NÃO A MATANÇA DOS CÃES.

Já passei porisso, e enquanto o exame de sangue não chega e dá negativo vc perde totalmente o encanto pela vida, é como um filho. E os cães que estão a solta, sem donos. Temos que tomar providências, cobrar das autoridades.

Para mim a única e mais eficaz maneira, indolor e FUNCIONA MESMO.

PORQUE ENCOLEIRAR OS CÃES

SAIBA MAIS SOBRE A COLEIRA

Leishmaniose já atingiu 460 animais em Venceslau

ESCRITO POR FÁBIO RODRIGO PEREIRA
Sáb, 19 de Fevereiro de 2011 13:17

O registro de contaminação de animais acontece deste o ano passadoCriança de 7 anos é caso suspeito de contaminação
A contaminação por leishmaniose já foi diagnosticada em 460 animais em Presidente Venceslau. Deste total, 181 foram eutanasiados. Um caso suspeito de contaminação em humano aguarda resultado de exames. O paciente é uma menina de sete anos de idade, que está em tratamento. Em 2010, o município teve confirmado um caso de leishmaniose em humano.

Segundo o médico veterinário da Vigilância Epidemiológica Municipal, Paulo Soares de Almeida, o registro de contaminação de animais acontece desde o ano passado. “Os trabalhos de combate e prevenção à leishmaniose começaram em 2008. A cada ano é realizada varredura em todos os domicílios da cidade para se averiguar casos suspeitos”, explica.

“Com este trabalho de varredura os casos suspeitos foram aparecendo. Na cidade, há presença do mosquito transmissor (palha) em todos os bairros, por isso é imprescindível a colaboração da população para se combater a proliferação deste inseto”, afirma.

Com o mais recente caso suspeito de contaminação em humano, localizado na Vila Luiza, foi realizada vistoria em todas as residências e manejo ambiental. Se confirmada a contaminação da doença, será executada a borrifação de produto para eliminação do mosquito transmissor em um raio de 200 metros da residência.

Almeida informa ainda que os trabalhos de prevenção a leishmaniose e outras doenças serão reforçados com a criação do Centro de Controle de Zoonoses no município. Um projeto de lei de autoria do Executivo deve ser encaminhado, com este objetivo, para apreciação da Câmara Municipal. “Dessa forma teremos maior atuação, como a apreensão de animais”, conta.

Retirado do Blog do Jornal Integração.

Link sobre matéria Leishmaniose em Minas

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=9&id_noticia=49233/noticia_interna.shtml

Últimas Notícias

Regional – 18/02/2011 – 09:30
No interior, CCZ inicia triagem do transmissor de leishmaniose

Em Dourados, diante dos casos de leishmaniose visceral canina registrados em municipio, o Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, iniciou, na ultima terça-feira (15), o trabalho de triagem e identificação do vetor responsável pela transmissão da doença. Estão sendo instaladas armadilhas luminosas, tipo CDC, em residências com animais infectados. O objetivo é monitorar o desenvolvimento do inseto transmissor da doença, o mosquito conhecido como flebotomíneo.

As armadilhas são instaladas no início da noite e retiradas ao amanhecer, durante três dias consecutivos em cada residência. As casas são pré-estabelecidas. No final da tarde, a aparelhagem é instalada, e, no outro dia cedo, a equipe retira a armadilha, faz a raspagem e coleta os insetos capturados. A partir daí é feita a triagem e a identificação do inseto.

Sendo realizada em diversos pontos da cidade, a instalação das armadilhas deve durar pouco mais de um mês. Já o procedimento de triagem e identificação será feito no periodo de dois meses.

A identificação é fundamental para determinar o controle da doença. A preocupação, é que, além dos cães, o ser humano também pode ser infectado.
Uma das ações de extermínio do mosquito é a pulverização de inseticidas em todas as áreas da residência. Esta medida é adotada apenas em último caso, pois diferente do fumacê, que é feito na rua, a aplicação de inseticida é dentro das casas.

Vale lembrar que a prevenção da doença depende também da população, já que o inseto se prolifera em lixos orgânicos. Para evitar a infestação do flebotomíneo, a população deve ficar atenta à higiene de quintal. É preciso manter limpo o local em que o cão é mantido e principalmente quem tem galinheiro e chiqueiro, pois o inseto se alimenta do sangue destes animais. Quintais com árvores frutíferas exigem muita atenção, pois frutas como manga, abacate, goiaba, que caem e ficam no chão apodrecendo, são atrativos para o transmissor da leishmaniose, assim como as folhas. Tudo o que é lixo orgânico é propício para o desenvolvimento do inseto.(Com informações do Dourados Agora).

ENCOLEIRAMENTO DE CÃES PARA PREVENÇÃO DA LEISHMANIOSE

Fonte site bulldog.com.br

ENCOLEIRAMENTO DE CÃES PARA PREVENÇÃO DA LEISHMANIOSE

Saúde

Autoridades do Ministério da Saúde anunciaram que, em 2011, avaliarão o encoleiramento em massa de cães como medida de controle da leishmaniose visceral. Inicialmente, serão selecionadas de 6 a 10 cidades endêmicas, onde os índices da doença são elevados tanto em cães quanto em humanos, para distribuição gratuita de coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida, recomendado pela Organização Mundial da Saúde como forma de controle da doença.

A decisão foi anunciada em audiência agendada, no Ministério da Saúde, para a entrega de documento que reivindica a inclusão do encoleiramento em massa no programa federal contra a Leishmaniose Visceral Americana. Subscrito pela presidente da UIPA (União Internacional Protetora dos Animais) Vanice Orlandi; pelo coordenador do Projeto Focinhos Gelados Fowler Braga; e pelo deputado Federal Ricardo Tripoli (PSDB/SP), o documento foi dirigido ao Secretário da Vigilância Sanitária Gérson Penna, e entregue à diretora de Vigilância Epidemiológica, Dra. Carla Magda Domingues; e à coordenadora de Vigilância das Doenças Transmitidas por Vetores e Antropozoonoses, Dra. Ana Nilce Elkhoury.

Ao contrário da política adotada pelo Ministério da Saúde como única alternativa possível ao controle da doença – a eutanásia, a presidente da UIPA, Vanice Orlandi, explica que a prevenção é a principal arma existente. “A eutanásia é pouco aceitável e tem baixa eficiência devido à alta taxa de reposição dos cães. Está provado por estudos científicos que, com essa medida, a incidência de leishmaniose visceral humana se mantém elevada e em expansão pelo País. Portanto é ineficaz”, enfatiza. E acrescenta: “Além disso, a eliminação de animais ainda se presta a desviar o verdadeiro foco da questão, que é o combate ao vetor, responsável pela transmissão da doença”.

Para evitar que os cães sejam infectados, a solução é preveni-los. “Por isso, após diversos estudos, concluímos que o encoleiramento em massa dos cães é a melhor solução para evitar com que fiquem doentes. Com essa medida, haverá uma consequente diminuição da incidência de casos de leishmaniose canina e também no número de eutanásias”, ressalta Vanice.

Diversos estudos nacionais e internacionais comprovam a eficácia da coleira impegnada com deltametrina como uma das ferramentas que auxilia na prevenção da leishmaniose. Além deste benefício, a presidente da UIPA enumera que, com o encoleiramento, haverá uma melhor relação custo X benefício para o governo e à população, por ser uma medida mais barata aos cofres públicos. “Além de ter mais efetividade, o governo gastará menos dinheiro com a compra das coleiras do que matando os cães infectados, atitude que, além de cara é ineficaz”, argumenta.

Para finalizar, Vanice Orlandi informou que as autoridades do Ministério da Saúde anunciaram uma campanha publicitária abrangente de conscientização sobre prevenção à leishmaniose, que deve atingir todo o país. “De nada adianta fazermos um programa de encoleiramento se as pessoas não adotarem outras atitudes simples para ajudar a combater a doença, como, por exemplo, a limpeza de quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, uma vez que o mosquito que transmite a doença ao cão e ao homem coloca os ovos em locais ricos em matéria orgânica em decomposição”, informa a presidente da UIPA.

Primeiro passo: o encoleiramento em massa

Para tentar diminuir a incidência da doença nos seres humanos e a prevalência canina, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria 1.426/2008, proíbe o tratamento de cães infectados com medicamentos humanos. Isso vem impossibilitando os cuidados com os animais, já que não existem medicamentos veterinários registrados no Brasil, que viabilizem o tratamento da leishmaniose canina. Com isso, a prevenção continua sendo a principal arma no controle e combate à leishmaniose.

Como os cães são os principais reservatórios da doença, mesmo que donos burlem a lei e façam o tratamento, eles continuarão sendo transmissores. Vale ressaltar que o tratamento do cão elimina os sintomas, mas não o parasita.

Com o encoleiramento, os cães não serão infectados e, por possuir efeito inseticida, a coleira ainda ajudará a eliminar o vetor – o mosquito palha, transmissor da leishmaniose visceral. “O encoleiramento em grande escala produziria o denominado “efeito rebanho”, que é a extensão de efeito protetor também aos não encoleirados, reduzindo-se a força de infecção pela barreira imposta pela coleira”, finaliza a presidente da UIPA, Vanice Orlandi.

O início da proposta

Há 10 anos a UIPA trabalha contra a eliminação injustificada de animais. Desde 2005 à frente da presidência, Vanice Orlandi, ativista há 18 anos, fez uma pesquisa na literatura existente sobre o controle da leishmaniose visceral na América Latina e concluiu que o número crescente de casos verificados e sua expansão por regiões anteriormente não afetadas colocam em dúvida a eficácia das medidas de controle empregadas contra a doença como, a eutanásia dos cães soropositivos.

Com isso, em maio de 2010, Vanice protocolou representação no Ministério Público Federal solicitando providências contra a eliminação em massa de cães como medida de controle da Leishmaniose Visceral, além da implantação de ações eficazes de prevenção da doença. “Nos cães, a medida preventiva mais eficaz, segundo os estudos técnicos, é o encoleiramento em massa, com a coleira, impregnada com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida, recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Decerto que o encoleiramento importa em gastos bem menores do que os empregados com a matança, que é cruel, além de dispendiosa para os cofres públicos”, afirma Vanice Orlandi, advogada e presidente da UIPA.

Além disso, a eliminação de cães soropositivos não vem contendo o avanço da doença. O deputado Ricardo Tripoli ressalta que a falta de eficácia das atuais medidas preventivas está prejudicando e matando não somente animais, mas humanos em todo o País. “Não justifica continuar fazendo o que comprovadamente é caro, ineficaz e cruel. Vamos lutar, ao lado da UIPA e de todas as entidades que defendem e protegem os animais, para sensibilizar o Governo e pedir medidas mais eficazes, que atinjam todos os Estados; medidas que não incluam a dor e o sofrimento”, garante o parlamentar ambientalista.

Sobre a leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita – o protozoário Leishmania chagasi – que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea. É uma doença que tem grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Ela é transmitida ao homem e ao cão, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas, mesmo estando doente.

Considerada um problema de saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Hoje já são 12 milhões de pessoas infectadas no mundo. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. É a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atrás da malária.
Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

A doença que até a década de 90 estava concentrada no Nordeste do país, hoje, está se expandindo para as outras regiões. Por exemplo, as regiões Norte, Sudeste e Centro Oeste, que na década de 90 representavam menos de 10% do total de casos, passaram a representar 26% do total de casos em 2001 e mais de 52% do total de casos em 2008.

Sobre a UIPA

A UIPA, União Internacional Protetora dos Animais, é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1895, que instituiu o Movimento de Proteção Animal no País, lutando contra a crueldade e o abandono que vitimam os animais.

Além do trabalho jurídico e político que realiza na área de proteção animal, a UIPA abriga cerca de mil e quinhentos animais abandonados, muitos dos quais foram resgatados pela própria entidade por terem sofrido maus-tratos. Mais informações: www.uipa.org.br

Mais informações:
UIPA – União Internacional Protetora dos Animais
Juliana Miranda – uipasp@uol.com.br
(11) 3313-1475 (11) 3313-1475

CCZ de Dourados inicia triagem do transmissor de leishmaniose

Quinta, 17 de Fevereiro de 2011 – 16:33

Fonte: Da redação “A Crítica”

Diante dos casos de leishmaniose visceral canina registrados em Dourados, o Centro de Controle de Zoonoses de Dourados iniciou o trabalho de triagem e identificação do vetor responsável pela transmissão da leishmaniose visceral.

Para isso estão sendo instaladas armadilhas luminosas, tipo CDC, em residências com animais infectados. O objetivo é monitorar o desenvolvimento do inseto transmissor da doença, o mosquito flebotomíneo.

As armadilhas são instaladas no início da noite e retiradas ao amanhecer, durante três dias consecutivos na mesma residência. “Temos as casas pré-estabelecidas. No fim da tarde instalamos e no outro dia cedo retiramos a armadilha, fazemos a raspagem e coletamos os insetos capturados. A partir daí fazemos a triagem e a identificação do inseto”, esclarece Jalmir da Silva Ferreira Junior, biólogo do CCZ e responsável pelo trabalho no município.

Como será realizada em diversos pontos de Dourados, a instalação das armadilhas deve durar pouco mais de um mês. Já o procedimento de triagem e identificação vai ser feito em dois meses. A identificação é fundamental para determinar o controle da doença. A preocupação, é que além dos cães, o ser humano também pode ser infectado.

Mais casos em Brasília – DF

Leishmaniose se espalha no DF e assusta moradores
Mortes de pessoas e aumento das infecções em cães em cidades localizadas na parte sul do Distrito Federal alertam para a presença do mosquito transmissor em novas regiões

Flávia Maia
Publicação: 08/02/2011 07:57 Atualização:
Mesmo vivendo perto do Parque das Copaíbas, na QL 28 do Lago Sul e tendo um vizinho que cria galinhas, o caseiro Fernando Mateus Ribeiro, 30 anos, não esperava que a leishmaniose visceral pudesse bater no quintal da casa onde mora e trabalha. Ao perceber que os cachorros perdiam peso, Fernando procurou o veterinário e o diagnóstico não poderia ser pior: dos 20 cães, nove estavam com suspeita da doença e outros três já foram sacrificados por causa dela. “A gente pensava que os casos eram isolados no Lago Norte”, conta.

Relatos como o de Fernando mostram que a leishmaniose tem chegado a outros locais do DF — além do Lago Norte, de Sobradinho, da Fercal e do Varjão — e tem contaminado não só cães: dos seis casos confirmados em humanos no ano passado, quatro foram registrados em Taguatinga, no Riacho Fundo e no Gama, e os outros dois em Sobradinho. “A doença está ganhando território, avançando para lugares que não tinham incidência. É preciso ligar uma luz amarela de alerta e tomar cuidado”, afirma o médico do Núcleo de Controle de Endemias da Vigilância Sanitária do DF, Dalcy Albuquerque Filho.

Dos seis humanos infectados em 2010, três contraíram a doença no Distrito Federal. O elevado número de reservas e parques, a grande quantidade de material orgânico acondicionado de forma incorreta e o hábito de criar galinhas em quintais ajudam a fazer da capital território propício para proliferação do mosquito flebotomínio (conhecido como mosquito-palha), o vetor do protozoário que causa a doença.

Fernando está preocupado com a infestação nos cães e teme que uma das sete pessoas da casa seja contaminada. O Centro de Controle de Zoonoses de Brasília já esteve no local e confirmou o foco do inseto. Para proteger a família, o caseiro colocou coleira repelente nos outros animais e vacinou os saudáveis. “Estou fazendo minha parte, mas a Zoonoses nem foi à vizinhança alertar dos riscos. Resolvi fazer a minha campanha particular na redondeza.”

Apesar do crescimento de 445 para 506 cães infectados por leishmaniose visceral no DF e aumento de 13 para 18% no número de diagnósticos positivos em cachorros entre 2009 e 2010, a Vigilância Sanitária descarta a hipótese de surto, mas já estuda uma campanha publicitária para alertar a população. “O mosquito aparece principalmente entre o período de fim das chuvas e início da estiagem, que deve acontecer daqui a um mês. É preciso alertar a população”, comenta o gerente de controle de zoonoses, Rodrigo Menna.

Nenhuma suspeita da doença em humanos foi registrada em janeiro de 2011. Já para os cães, os dados do início do ano ainda não foram contabilizados pelo órgão porque muitos dos exames feitos gratuitamente pela Central de Zoonoses ainda não ficaram prontos.

Sacrifício
A recomendação do Ministério da Saúde para cães com diagnóstico positivo de leishmaniose é o sacríficio do animal para impedir que ele prolifere a doença. Porém, a Sociedade Protetora dos Animais do Distrito Federal (Proanima) é contra a eutanásia. Segundo a diretora-geral da Proanima, Simone Lima, a sorologia do GDF não é confiavél e vários problemas já foram detectados, como troca de exames. Além disso, a diretora afirma que o foco da campanha contra a leishmaniose está equivocado. “O culpado não é o cão, é o mosquito, é ele que temos que eliminar.”

Em portaria, o Ministério da Saúde explicou que os tratamentos e vacinas caninas não são indicados pelo temor da criação de um protozoário mais resistente aos poucos medicamentos disponíveis para o tratamento da doença em humanos. Além disso, o gerente de controle de zoonoses, Rodrigo Menna, explica que a vacina pode atrapalhar o resultado do exame. O uso, porém, não é proibido. “Elas servem para proteger o cão, mas não para o controle da leishmaniose, porque não é 100% de eficácia”, explica Menna. A vacina custa de R$ 90 a R$ 120 e deve ser aplicada após o quinto mês de vida do animal.

Atrativo
A galinha não é animal hospedeiro do protozoário como o cão, mas locais com as aves se tornam atrativos ao mosquito-palha por causa dos restos de comida e sujeira comuns em galinheiros.

PARA SABER MAIS
Infecção preocupa
A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada pelo protozoário Leishmania, que invade e se reproduz dentro das células do sistema imunológico da pessoa infectada. A doença pode se manifestar de duas formas: tegumentar ou cutânea e visceral ou calazar. A primeira é caracterizada por lesões na pele e pode afetar nariz, boca e garganta. A transmissão se dá por meio do mosquito felobomíneo, que se alimenta de sangue. Por serem muito pequenos, os insetos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas. O mosquito é o vetor e animais como cães e ratos podem ser os hospedeiros dos protozoários. Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose, que deve ser tratada com o uso de medicamentos. Se não for devidamente acompanhada, a doença pode levar à morte.

Leishmaniose assusta moradores do Distrito Federal

Matéria
08/02/2011 13h17
Fonte: Folha de S.Paulo

Mesmo vivendo perto do Parque das Copaíbas, na QL 28 do Lago Sul e tendo um vizinho que cria galinhas, o caseiro Fernando Mateus Ribeiro, 30 anos, não esperava que a leishmaniose visceral pudesse bater no quintal da casa onde mora e trabalha. Ao perceber que os cachorros perdiam peso, Fernando procurou o veterinário e o diagnóstico não poderia ser pior: dos 20 cães, nove estavam com suspeita da doença e outros três já foram sacrificados por causa dela. “A gente pensava que os casos eram isolados no Lago Norte”, conta.

Relatos como o de Fernando mostram que a leishmaniose tem chegado a outros locais do DF — além do Lago Norte, de Sobradinho, da Fercal e do Varjão — e tem contaminado não só cães: dos seis casos confirmados em humanos no ano passado, quatro foram registrados em Taguatinga, no Riacho Fundo e no Gama, e os outros dois em Sobradinho. “A doença está ganhando território, avançando para lugares que não tinham incidência. É preciso ligar uma luz amarela de alerta e tomar cuidado”, afirma o médico do Núcleo de Controle de Endemias da Vigilância Sanitária do DF, Dalcy Albuquerque Filho.

Dos seis humanos infectados em 2010, três contraíram a doença no Distrito Federal. O elevado número de reservas e parques, a grande quantidade de material orgânico acondicionado de forma incorreta e o hábito de criar galinhas em quintais ajudam a fazer da capital território propício para proliferação do mosquito flebotomínio (conhecido como mosquito-palha), o vetor do protozoário que causa a doença.

Fernando está preocupado com a infestação nos cães e teme que uma das sete pessoas da casa seja contaminada. O Centro de Controle de Zoonoses de Brasília já esteve no local e confirmou o foco do inseto. Para proteger a família, o caseiro colocou coleira repelente nos outros animais e vacinou os saudáveis. “Estou fazendo minha parte, mas a Zoonoses nem foi à vizinhança alertar dos riscos. Resolvi fazer a minha campanha particular na redondeza”.

Apesar do crescimento de 445 para 506 cães infectados por leishmaniose visceral no DF e aumento de 13 para 18% no número de diagnósticos positivos em cachorros entre 2009 e 2010, a Vigilância Sanitária descarta a hipótese de surto, mas já estuda uma campanha publicitária para alertar a população. “O mosquito aparece principalmente entre o período de fim das chuvas e início da estiagem, que deve acontecer daqui a um mês. É preciso alertar a população”, comenta o gerente de controle de zoonoses, Rodrigo Menna.

Nenhuma suspeita da doença em humanos foi registrada em janeiro de 2011. Já para os cães, os dados do início do ano ainda não foram contabilizados pelo órgão porque muitos dos exames feitos gratuitamente pela Central de Zoonoses ainda não ficaram prontos.

Sacrifício

A recomendação do Ministério da Saúde para cães com diagnóstico positivo de leishmaniose é o sacrifício do animal para impedir que ele prolifere a doença. Porém, a Sociedade Protetora dos Animais do Distrito Federal (Proanima) é contra a eutanásia. Segundo a diretora-geral da Proanima, Simone Lima, a sorologia do GDF não é confiável e vários problemas já foram detectados, como troca de exames. Além disso, a diretora afirma que o foco da campanha contra a leishmaniose está equivocado. “O culpado não é o cão, é o mosquito, é ele que temos que eliminar”.

Em portaria, o Ministério da Saúde explicou que os tratamentos e vacinas caninas não são indicados pelo temor da criação de um protozoário mais resistente aos poucos medicamentos disponíveis para o tratamento da doença em humanos. Além disso, o gerente de controle de zoonoses, Rodrigo Menna, explica que a vacina pode atrapalhar o resultado do exame. O uso, porém, não é proibido. “Elas servem para proteger o cão, mas não para o controle da leishmaniose, porque não é 100% de eficácia”, explica Menna. A vacina custa de R$ 90 a R$ 120 e deve ser aplicada após o quinto mês de vida do animal.

Atrativo

A galinha não é animal hospedeiro do protozoário como o cão, mas locais com as aves se tornam atrativos ao mosquito-palha por causa dos restos de comida e sujeira comuns em galinheiros.

Infecção preocupa

A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada pelo protozoário Leishmania, que invade e se reproduz dentro das células do sistema imunológico da pessoa infectada. A doença pode se manifestar de duas formas: tegumentar ou cutânea e visceral ou calazar. A primeira é caracterizada por lesões na pele e pode afetar nariz, boca e garganta. A transmissão se dá por meio do mosquito felobomíneo, que se alimenta de sangue. Por serem muito pequenos, os insetos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas. O mosquito é o vetor e animais como cães e ratos podem ser os hospedeiros dos protozoários. Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose, que deve ser tratada com o uso de medicamentos. Se não for devidamente acompanhada, a doença pode levar à morte.

Quatro municípios mineiros vivem surto de leishmaniose

Ao menos duas pessoas já morreram neste ano; mais de 500 foram infectados em 2010

09 de fevereiro de 2011 | 19h 08

Marcelo Portela – O Estado de S. Paulo

BELO HORIZONTE – Quatro municípios mineiros vivem um surto de leishmaniose em humanos, doença que já matou ao menos duas pessoas no Estado este ano. Apesar de uma das mortes ter sido registrada em Divinópolis, na região centro-oeste, a situação mais preocupante é nas cidades de Governador Valadares, Ipanema, Resplendor e Conselheiro Pena, todas no Vale do Rio Doce mineiro. Em Valadares, um homem de 75 anos também morreu vítima de leishmaniose visceral em 2011.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que a doença infectou 502 pessoas e foi responsável por 49 mortes em Minas no ano passado. Desse total, 14 mortes e 107 diagnósticos positivos foram em Belo Horizonte. No entanto, os dados são parciais e os números podem ser ainda maiores.

Em 2009, foram registradas 75 mortes causadas pela doença no Estado, um crescimento de 134% em relação aos 32 óbitos ocorridos no ano anterior. Já o número de pessoas infectadas passou de 509 em 2008 para 601 em 2009, o que representa aumento de 18% nos casos. A morte mais recente foi a registrada em Governador Valadares, onde foram diagnosticados pelo menos mais cinco casos de pessoas com a doença.

De acordo com a SES, a localização geográfica e o clima na região do Vale do Rio Doce favorecem a propagação da doença, que é transmitida pelo mosquito Lutzomia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito palha. No fim de janeiro, uma mulher de 54 anos já havia morrido em Divinópolis. Ela foi internada no início de dezembro do ano passado, mas apresentou melhora e chegou a ter alta. No entanto, voltou a ser internada em meados de janeiro e não resistiu.

Notícias sobre casos da doença em MG

Valadares enfrenta epidemia de leishmaniose visceral

Somente neste ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou uma morte e cinco casos da doença

Ana Lúcia Gonçalves – Da Sucursal Leste de Minas – 8/02/2011 – 16:52

GOVERNADOR VALADARES – Um homem de 75 anos morreu e outras cinco pessoas foram infectadas pela leishmaniose visceral em Governador Valadares, Leste do Estado, neste ano. Em 2010 foram 24 casos, sem nenhum registro de morte. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), admite que enfrenta um quadro de epidemia da doença em humanos, mas avisa que somente após cinco anos do início da doença na cidade – o primeiro caso foi registrado em 2008 – será possível traçar um perfil endêmico. Uma das ações tem sido eutanasiar cães doentes. A média é de 80 por mês.

Cerca de 3.800 cães tiveram exames confirmados para leishmaniose visceral em 2010. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ainda aguarda o resultado de exames para este ano. Em humanos, os números também são preocupantes. No ano em que houve o primeiro registro da doença na cidade, 14 casos de leishmaniose visceral foram registrados, com três óbitos em adultos.

Em 2009 foram 30 casos, com sete óbitos. Já no ano passado 24 pessoas contraíram a doença. A leishmaniose está presente em praticamente todos os bairros de Valadares, com destaque para Altinópolis, Lourdes, Planalto, Palmeiras, Santo Antônio, Nossa Senhora das Graças, Santa Helena e Carapina, onde morava o idoso que morreu mês passado vítima da leishmaniose visceral.

O combate ao mosquito transmissor da doença, conhecido como flebótomo ou mosquito palha, vem sendo feito por meio de borrifação, de casa em casa, numa área de 200 metros onde foram encontrados casos positivos da doença. A borrifação é feita nas paredes internas e externas das casas, e os moradores devem ficar fora dos imóveis no mínimo duas horas.

Ainda de acordo com a SMS, amostras de sangue dos animais são recolhidas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed) e se o resultado der positivo, eles são submetidos a eutanásia. No entanto, o proprietário tem a oportunidade de fazer uma “contra-prova”, levando seu animal de estimação a um veterinário particular e fazendo novos exames complementares.

Outra ação vem alertando a população de que a prevenção é a maneira mais eficaz de eliminar os focos do mosquito. Manter o quintal da casa sempre limpo, sem acúmulo de folhas secas; evitar o uso de adubo orgânico nas plantas e hortas; vacinar o cão e usar a coleira contra leishmaniose são algumas medidas que evitam a proliferação dos focos da doença.

Novas Noticias

Publicado em 10/01/2011 – 10:56:52
Secretaria de Estado de Saúde está em alerta com a leishmaniose no Vale do Aço

Seu José mora no bairro Amaro Lanari, em Fabriciano. Ele acredita que foi perto de casa mesmo que contraiu a leishmaniose tegumentar, aquela que dá feridas na pele. Com o tratamento, nem marcas ficaram. Mas o que parece simples não é. Foram mais de 30 injeções com fortes efeitos colaterais.

O bairro de Seu José é um dos que mais apresentam casos de leishmaniose entre os moradores. A Associação de Desenvolvimento Ambiental e Sociocultural do Amaro Lanari já promoveu mutirões de limpeza para tentar minimizar os efeitos de disseminação da doença.

Fabriciano registrou no ano passado 13 casos. Três a mais que em 2009. Em Timóteo, uma alta ainda maior: 18 casos em 2010 e 12 em 2009. Em Ipatinga, as ocorrências caíram de 35 para 32 casos no ano que passou. Casos de leishmaniose visceral, aquela transmitida por cães, não foram registrados na região.

Nos 35 municípios de responsabilidade da Gerência Regional de Saúde, foram 174 casos em 2010. O coordenador de epidemiologia, Fabiano Stracieri, explica que de 2008 para 2009 o número de mortes no estado aumentou. Entre tegumentar e visceral, foram 33 vítimas contra 57.

Nota
A Administração de Coronel Fabriciano foi procurada para falar sobre o trabalho de limpeza no bairro Amaro Lanari, mas não quis se pronunciar sobre o assunto.