Author Archives: Diga Não à Leishmaniose

Campanha “Diga Não a Leishmaniose” já está no ar!


Fonte: site www.avipec.com.br
DIGA NÃO À LEISHMANIOSE!

Em foco a sua saúde e do seu animal de estimação

“Diga Não à Leishmaniose”

A Campanha “Diga Não à Leishmaniose” nasceu em 2005 com o objetivo de informar e conscientizar as pessoas sobre essa grave doença. “Contei com o apoio de vários artistas, além da fundamental parceria de Lionel Falcon, fotógrafo renomado de pets, que fez as fotos dos artistas e seus cães. Agora retomamos com força total, numa campanha totalmente reformulada e desenhada de acordo com aquilo que idealizei em 2005. Tenho certeza de que o sucesso será total e muitas pessoas poderão se prevenir e proteger sua família e o seu cão dessa grave doença”, conta Marli Pó, assessora de imprensa e, atualmente, Diretora de Comunicação e Mídia do Instituto Clodovil Hernandes.

Marli abraçou a causa quando ganhou, em 2003, do seu amigo e então cliente, Clodovil, um cachorro da raça Pug, nomeado de Grande Otelo. Após quatro meses, o apresentador a avisou que Otelo precisaria fazer um exame, pois os seus cachorros, também Pugs, haviam contraído a leishmaniose cutânea em Ubatuba/SP e como Otelo havia vindo de lá, poderia, também, estar contaminado. Imediatamente, Marli levou seu cão ao médico veterinário, para realizar o exame de sangue, o qual, felizmente, constatou que ele não estava com doença.

Em foco a sua saúde e do seu animal de estimação

Importante para a sua saúde e do seu pet, a leishmaniose visceral é a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atualmente são 12 milhões de pessoas infectadas. Por ano são registradas 500 mil novas ocorrências em humanos que, se não tratada, em 90% dos casos evoluem pra óbito.

O protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral é transmitido, aos humanos e aos cães, por meio da picada de um mosquito que também pode transmitir a doença ao cão doméstico. Esse fato dificulta seu controle no meio urbano, visto que o cão pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. E quando infectado, não há tratamento para o cachorro, sendo a única solução, exigida por lei no Brasil, o sacrifício.

De cara nova

A Campanha está de volta com muito mais força, com apoiadores de peso. Junto com Marli está o fotógrafo especialista em fotos de pets, Lionel Falcon, que não hesitou em continuar a parceria com a campanha. “A ação é importantíssima para conscientizar a população. Além disso, fazer parte desse projeto é uma grande demonstração de carinho aos animais, por isso meu apoio incondicional”.

Ao lado de Marli e Lionel, artistas de diversas áreas, irão ceder seu tempo e imagem, ao lado de seus cães. Lionel fará as fotos que estamparão o material da ação. “O uso de artistas é fundamental para chamarmos a atenção do grande público que, ao verem seus ídolos em fotos com os animais, procurarão saber do que se trata e, consequentemente, se informar sobre essa terrível doença”, conta Marli Pó, que já confirmou a presença dos artistas Hebe Camargo, Daniella Albuquerque, Celso Zucatelli, Gianne Albertonni, Chris Flores, Flávia Noronha e Nico Puig, e também dos atuais Secretários de Saúde e de Turismo da cidade de Ubatuba/SP.

Conscientize-se, faça parte dessa campanha: DIGA NÃO À LEISHMANIOSE!

By www.diganaoaleishmaniose.com.br

Saúde ganha reforço de Projeto Rondon para combate a doenças

Diario Online/PX

O trabalho incessante dos agentes de endemias do município no combate à dengue e a leishmaniose recebeu um reforço neste sábado, 23 de julho. Durante uma blitz educativa realizada na rodovia Ramón Gomes, principal via de acesso à Bolívia, integrantes do Projeto Rondon somaram esforços aos dos agentes na busca de alertar e orientar quem atravessava os dois lados da fronteira sobre as doenças.

Panfletos sobre a forma de combater a proliferação dos mosquitos Aedes Aegypti, transmissor da dengue, e do Flebótmo, vetor da leishmaniose, bem como sintomas das doenças eram distribuídos em versões bilíngües (Português/Espanhol) com o propósito de atingir as populações que vivem em circulam na fronteira.

Jackson Uchôa, agente de vigilância em Saúde de Corumbá, explica o porquê reforçar a ação na região fronteiriça. “A ideia é formar multiplicadores tanto aqui quanto lá”, disse ao destacar que, ao contrário do que muitos pensam, não existe época específica para combater a dengue. “É alertar a população que podemos ter dengue mesmo quando ela acha que não vai ter. Mesmo nessa época em que não há grande incidência da doença. Se tiver com sintomas como dor de cabeça e fraqueza, procurar um posto de saúde mais próximo, não se medicar. Os ovos do mosquito podem ficar até 500 dias no meio ambiente, cada mosquito pode botar 450 ovos”, explicou.

Sobre a ação do rondonistas, como são chamados os integrantes do projeto, Uchôa destaca que são de grande importância, já que atuam de maneira responsável e com bastante entusiasmo.

É como esse sentimento que os universitários que fazem parte do projeto se empenham em várias ações que envolvem não somente a área na qual estão atuando na vida acadêmica como explicou ao professor Ubiratan Tupinambá da Costa, da Universidade Federal de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. O professor coordena um grupo de alunos de vários cursos: Medicina, Pedagogia, Enfermagem, Educação Especial, Administração, Psicologia e Comunicação.

“Cada aluno faz um trabalho na sua área de formação, porém no momento da campanha todo mundo se atira para colaborar e exercitar a parte de cidadania, que é um objetivo muito claro do Projeto Rondon: dar oportunidade a esses jovens de conhecer o país, poder desenvolver suas atividades, mas desenvolver outras áreas. Eles, com certeza, sairão aqui de Corumbá enriquecidos com o que a gente já viu e está aprendendo”, disse em entrevista ao Diário.

Ele contou que os rondonistas foram convidados pela Secretaria de Saúde Pública de Corumbá para participar da blitz educativa, o que foi ao encontro da proposta do grupo em atuar, entre diversas áreas, incluindo a saúde. A peculiaridade da fronteira traz também o olhar diferenciado sobre a abordagem das políticas públicas.

“Como tem essa ligação tão próxima, tão íntima tem que ter esse controle comum, daí desaparece a linha de fronteira, é a questão de atenção humana que a gente não pode negar e faz parte da política de boa vizinhança que o Brasil tem como países limítrofes. Isso é uma questão sanitária que tem que ser acompanhada com nossas forças para tentar resolver até as questões deles porque nos afetam também, tanto a dengue como a aftosa e outras doenças”, avaliou.

Para Mariana Macedo Gaida, estudante de Administração, a experiência de participar do Projeto Rondon está sendo bastante gratificante. “É bastante interessante para gente como jovem, universitário, sair um pouco de meio acadêmico e botar a ‘mão na massa’,ter a prática, ter o contato. Eu mesma tive contato com servidores da Prefeitura essa semana e foi muito interessante porque a gente vê uma coisa na teoria que nem sempre está de acordo com o que acontece na prática”, contou a jovem de 22 anos que trocou as férias para participar do projeto depois de ouvir o relato de uma amiga que, no ano passado, foi uma rondonista. “Eu também vou repassar isso para amigos e colegas. Essa experiência vale muito”, conclui ao vivenciar o momento.

Combate à leishmaniose no Marajó deve beneficiar mais de mil pessoas

Os agentes de endemias visitam as residências em Salvaterra, orientando moradores e levando a borrifação

Pelos menos 1,3 mil pessoas, em 500 residências, devem ser beneficiadas com a ação de combate à leishmaniose, que o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde Pública (Sespa), está intensificando no município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó. Neste final de semana, equipes de agentes de endemias e assistentes sociais visitam casas nas áreas com maior incidência da doença e realizam ações de educação em saúde e borrifação de inseticida.

A programação foi dividida em duas etapas. A primeira foi realizada de maio a junho, quando a Sespa iniciou no arquipélago o mapeamento da ação do mosquito vetor da doença. Nesta segunda fase, os domicílios estão sendo borrifados e os agentes de saúde reforçam o trabalho preventivo nas comunidades.

O pescador Rubivaldo da Purificação, 52 anos, mora há quatro meses na localidade de Pingo D’água, em Salvaterra. Ele recebeu a visita dos agentes de endemias e teve sua residência borrifada contra o mosquito. “Esse tipo de ação é importante porque, na maioria das vezes, a gente não conhece essas doenças. Assim, nós podemos nos cuidar melhor”, disse o pescador, que mora com a mulher e um filho na pequena casa de barro.

De acordo com a técnica em Educação em Saúde da secretaria, Eliene Trindade, o trabalho abrange nove municípios do Marajó: Afuá, Chaves, Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Soure, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Santa Cruz do Arari. Desses, quatro são prioritários nas ações de combate à doença (Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras, Soure e Salvaterra) por apresentam maior número de casos.

Incidência – Em 2010, o município de Cachoeira do Arari teve seis casos confirmados; Ponta de Pedras, sete; Salvaterra, cinco, e Soure, um. Neste ano, em Cachoeira do Arari foram registrados apenas dois casos, e um em Ponta de Pedras. Salvaterra, onde o trabalho é intensificado, teve cinco casos e um óbito infantil, no primeiro semestre.

“Em Salvaterra, as localidades de Pingo D’Água, São Veríssimo e Joanes estão recebendo maior atenção, pois registraram maior número de casos da leishmaniose. Mas a Sespa vai atuar em outros municípios, a fim de combater a doença e informar a população sobre as medidas de prevenção”, explicou Eliene. O trabalho continuará na cidade até o dia 30, quando já deverão ter sido borrifadas cerca de 500 casas.

A leishmaniose visceral ou calazar é uma doença crônica grave. Se não tratada adequadamente, pode ser fatal para o ser humano. A principal forma de transmissão do parasita para o homem e outros hospedeiros mamíferos é por meio da picada de fêmeas do mosquito palha (Lutzomyia longipalpis).

Thiago Melo – Secom

Cidade de Itu em São Paulo – Preocupada com o aumento de casos de leishmaniose.

Leishmaniose Visceral Canina: perigo para cães e donos
Publicado: Quinta-feira, 21 de julho de 2011 por Jéssica Ferrari

www.itu.com.br

Os cães são os principais reservatórios da doença na área urbana
Por Jéssica Ferrari

Apatia, lesões de pele, quedas de pelos, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas são sintomas preocupantes para qualquer dono de animal. Mas quando juntos, exibem as principais características de uma doença parasitária grave do cão: a Leishmaniose Visceral Canina (LVC).

Popularmente conhecida como “Calazar”, a LVC é comum na América Latina e nos países mediterrâneos, como Portugal, Espanha, França e Itália. A transmissão do protozoário (parasita microscópico) que causa a enfermidade – Leishmania chagasi – é feita por um flebótomo, um inseto muito parecido com um mosquito, mas em tamanho menor, conhecido como “mosquito palha”.

O primeiro sinal clínico costuma ser a perda de pelo, principalmente ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. “À medida que a doença avança, o cão perde peso”, explica o médico veterinário, Dídimo Luiz Tanclér Gagliardi, proprietário da Clínica Padre Bento.

Com o tempo é comum ocorrer o aparecimento de uma dermatite ulcerativa (ferida) no cão, que pode se disseminar por toda a superfície corporal, principalmente nas regiões do corpo do animal que têm maior contato com o chão – quando sentado ou deitado. “Quando em fase mais avançada é possível observar ainda sinais relacionados com a insuficiência renal crônica”, conta o profissional.

Se o cão não receber proteção o risco de contagio é alto, especialmente se a área na qual ele se encontra é endêmica. Segundo Gagliardi, o risco é maior se os fatores climáticos forem favoráveis (alta temperatura, umidade, presença de matéria orgânica, ente outros) ou se o animal permanecer fora de casa desde o entardecer até o amanhecer.

“Apesar de pouco conhecida pelos proprietários de cães, ela [a doença] vem se expandindo por todo Brasil”, afirma o médico veterinário. O profissional alerta ainda que a Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem.

De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos de LV no país, com média anual de 3.458 casos confirmados. Nesse mesmo período, ocorreram 1.771 óbitos pela doença, representado por uma letalidade de 5,1%, segundo dados do Ministério da Saúde.

O contagio humano

A Leishmaniose Visceral Canina também pode ser transmitida ao homem pela picada de insetos infectados. As chances de contrair a doença são maiores para crianças, idosos e adultos com imunidade prejudicada.

Cuidado com áreas de potencial contágio:

Os proprietários de cães devem tomar alguns cuidados com as áreas úmidas ou de decomposição de lixo. Para evitar o inseto transmissor é preciso:

- Evitar acúmulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos;

- Manter o ambiente do cão, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e acúmulo de restos de alimentos e folhagens;

- Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a formação de uma fonte de umidade e de matéria orgânica em decomposição;

- Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com ação repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.

A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do inseto!

Tratamento

Humanos:
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento específico para a doença em humanos é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Ele é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.

Cães:
Os cães são considerados os principais reservatórios da doença na área urbana, uma vez que o inseto transmissor ao sugar o sangue do animal infectado pode transmitir a enfermidade para outros indivíduos. Porém, os animais silvestres e os próprios humanos também atuam como tal.

O tratamento da LVC em animais existe, no entanto não permite uma cura completa da doença. “Geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença”, explica Gagliardi. Por esse motivo, no Brasil o Ministério da Saúde proíbe o tratamento e recomenda a eutanásia dos cães infectados.

Cuidados com os animais

Para evitar a contaminação todo cuidado é pouco, especialmente nos períodos da primavera e do verão, quando a incidência do mosquito transmissor é maior. Segundo Gagliardi, se houver desconfiança de infecção, o correto é conduzir o animal a um médico veterinário, para que sejam realizados exames minuciosos.

Vale lembrar ainda que os animais não são os culpados pela doença, e por isso não devem ser desamparados, excluídos ou esquecidos. A principal arma contra essa enfermidade mortal é o cuidado e a atenção com a higiene do ambiente, e do cão. Assim, a relação entre animais e humanos poderá ser benéfica para ambos.

SOCORRA-NOS PRESIDENTA DILMA, PRECISAMOS DA SUA FORÇA, COMO GUERREIRA QUE É PARA SALVAR VIDAS.

Hoje recebi um telefonema de uma garota, que não conheço, reside no Rio de Janeiro e me contou sua história, muito triste. Sua mãe foi passar o carnaval em Porto Seguro, na Bahia e foi picada pelo mosquito palha o causador da leishmaniose. Disse-me ela, que 3 dias depois ela estava vomitando muito e foi até uma aldeia próxima e a médica dessa aldeia constatou que ela estava com leishmaniose. Ela foi levada para o hospital público local e os médicos já internaram ela para tratar da doença…Uma semana após, a mãe dela já estava com o rim comprometido e veio a óbito!

Ainda aguardo seus contatos, mas saibam que essa doença esta se alastrando cada dia mais e quero fazer aqui neste humilde blog, um apelo para a presidenta Dilma Roussef, que Clodovil admirava tanto, e se estivesse vivo a teria apoiado, que devemos fazer uma campanha em massa com a população tanto quanto fazem com a dengue e outras doenças.
A Leishmaniose está cada dia mais matando pessoas e os cães estão sendo eutanasiádos ao invés de prevení-los contra o mal. Eles são inocentes. SUPLICO-LHE PRESIDENTA E PESSOAS LIGADAS AO MINISTÉRIO DA SAÚDE E TAMBÉM PROFISSIONAIS DA SAÚDE..VAMOS CONSCIENTIZAR E PREVENIR, ANTES QUE SEJA MUITO TARDE E POSSA SER O SEU CÃO, O SEU FILHO, OU COMO ESSA MÃE QUE DEIXOU 3 FILHOS E FALECEU APÓS TER IDO DESCANSAR NUM FERIÁDO PROLONGADO DE CARNAVAL.

NO FINAL CHORAMOS JUNTAS, POIS ELA SE EMOCIONOU E EU TAMBÉM PUDE SENTIR UM POUCO DA DOR QUE ELA SENTIA…POIS SE COM O CÃO SOFREMOS IMAGINE COM A MÃE, FILHOS E QUALQUER OUTRO SER HUMANO.

ALERTA JÁ! DIGA NÃO A LEISHMANIOSE!!!

Monte Alegre: MP recomenda medidas para o combate à leishmaniose

Publicação: 19 de Julho de 2011 às 11:20

A prefeita e a Secretária Municipal de Saúde de Monte Alegre deverão adotar medidas administrativas necessárias para o combate à leishmaniose visceral. A recomendação foi expedida pelo Ministério Público, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Monte Alegre.

A recomendação leva em consideração as declarações prestadas peço coordenador de endemias do município, sobre o aparecimento de dois casos de leishmaniose visceral em um universo amostral de três cães capturados nas ruas de Monte Alegre.

Entre as medidas recomendadas pelo MP está o recolhimento dos cães infectados para eutanásia, com o uso do poder de polícia, por intermédio da Vigilância Sanitária em trabalho conjunto com os agentes de combate à endemia, ou com a edição de ato que confira às equipes de combate às endemias poder de polícia para essa ação.

A prefeitura e a secretaria municipal de saúde de Monte Alegre deverão encaminhar a Promotoria de Justiça da Comarca da cidade, em até dez dias, informações referentes à adoção das medidas presentes na recomendação, que caso não atendida, implicará nem ações judiciais cabíveis.

* Fonte: MP/RN

Sesau realiza pesquisa sobre fatores de risco da Leishmaniose em Alagoas

14h47, 17 de Julho de 2011
Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Ciência e Tecnologia, promoveu a apresentação da pesquisa realizada pelo prof. Dr, Fernando Pedrosa, sobre Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em alguns municípios alagoanos. No estudo, Fernando Pedrosa conseguiu relacionar alguns fatores de riscos encontrados na população alagoana.
Tais fatores foram encontrados em várias regiões, como: criação de pássaros dentro de casa, precária condições de moradia, plantações de bananeiras próximas às casas, sendo ambiente propicio para o vetor. A doença é considerada predominante no norte do Estado.
“As pessoas estão adoecendo no próprio domicílio. A população hoje tem mais hábitos de criar animais dentro de casa, e essas casas sempre bem próximas às matas, onde aumenta o risco de transmissão”, disse Fernando.
Ainda segundo ele, a doença é caracterizada por uma lesão na pele que dura de dez dias a três meses, onde o vetor inocula o parasita e forma-se uma ulcera indolor. A doença é endêmica da Amazônia, mas tem ocorrência em várias regiões do mundo, não se restringindo apenas às florestas, mas também presente em ambientes urbanos, em razão da destruição das coberturas vegetais nativas, a exemplo das plantações de bananas.
De acordo com a gerente de Ciência e Tecnologia, Betânia Cotrim, a divulgação das pesquisas é fundamental. “Estamos trabalhando no intuito da divulgação, para assim evitar as doenças ou diagnosticar o quanto mais cedo o problema”, afirmou.
Para diagnóstico pode ser feito exame de sangue, a fim de encontrar anticorpos específicos; biópsia ou raspadura da lesão, e também é realizado o parasitológico de fezes. O tratamento é feito não só visando a cura clínica, mas também o impedimento de que a doença evolua para as outras formas mais graves e, também, para evitar o seu reaparecimento.
Doença – A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas (protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.
A forma de transmissão é feita através das fêmeas de mosquitos do gênero Lutzomyia, esses são de tamanho pequeno (menores que pernilongos), podem também ser chamados de mosquito-palha, birigui, cangalhinha, bererê, asa-branca ou asa-dura. Vivem em locais úmidos e escuros, preferindo regiões onde há acúmulo de lixo orgânico, e movem-se por meio de voos curtos e saltitantes.
Prevenção e tratamento – A melhor forma de prevenir a doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas. Deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
Fonte:Ascom Sesau

Prefeitura de Pitangui desenvolve trabalho de prevenção da leishmaniose visceral

Escrito por Ricardo Welbert
Seg, 11 de Julho de 2011 16:01

Começou no último dia 7 e vai até o próximo dia 15 um mutirão de limpeza contra a leishmaniose visceral (calazar) no bairro Padre Libério, em Pitangui. De acordo com a secretaria municipal de saúde, esta é uma doença grave e, por isso, a população precisa conhecê-la e participar de seu controle.

O mosquito palha se reproduz em matéria orgânica. Por isso, o problema não está no cão e, sim, nos resíduos que estão no meio ambiente. Elimine seu lixo de forma adequada.

A leishmaniose visceral atinge os órgãos internos, podendo levar à morte.

Você também pode fazer sua parte no controle dessa endemia

(x) Não se exponha nos horários de atividade do mosquito (crepúsculo e noite).
(x) Use mosquiteiros de malha fina.
(x) Use repelentes.

Medidas preventivas para reduzir a proliferação do vetor

(x) Elimine matéria orgânica e umidades tais como folhas secas, estercos, folhas de bananeiras etc.
(x) Realizar limpeza de galinheiros, casinhas de cachorros, etc.
(x) Acondicionar adequadamente seu lixo orgânico para evitar a proliferação dos flebótomos.

Para outras informações, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica em Pitangui: 37-3271-6302.

Leishmaniose visceral registra avanço no DF

Número de óbitos é igual ao do ano passado, segundo informou, na manhã de hoje, a Secretaria de Saúde
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Foram notificados, nos primeiros seis meses deste ano, 38 casos suspeitos de Leishmaniose Visceral (Calazar), no Distrito Federal. Desse total, 19 foram confirmados, sendo 17 (89,5%) importados de outros Estados e dois autóctones. Foram registrados três óbitos em decorrência da doença. O número de mortes é o mesmo registrado em todo o ano passado, quando foram verificados 87 pacientes com suspeita de ter contraído a enfermidade, com 40 confirmações.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF, dos registros deste ano, os dois casos autóctones aconteceram na Fercal, em Sobradinho II, área tradicional de transmissão de leishmaniose no DF. Dos casos de outros Estados, a maioria é de Minas Gerais (42,1%) seguido por Goiás (21%). Dois casos importados não tiveram o local provável de infecção (LPI) esclarecido. Os três óbitos foram de pacientes importados.

A doença é transmitida por um inseto conhecido popularmente por mosquito palha, cangalhinha e asa branca, que quando pica o cão doente transmite a doença para o homem. O animal doente apresenta sintomas como emagrecimento, crescimento exagerado das unhas, feridas nas orelhas, patas e focinho, perda de pelo no corpo e ao redor dos olhos. No ser humano existe a ocorrência de febre, falta de apetite, emagrecimento, palidez, aumento do baço e do fígado. Existe tratamento para o ser humano. Foi realizada, no último mês, uma capacitação em manejo clínico da Leishmaniose Visceral (LV).

Orientações
Saiba como se prevenir

Use mosquiteiros, telas finas em portas e janelas
Utilize telas finas em galinheiros
Pode árvores e arbustos de quintais e jardins
Evite levar o cão para áreas de matas
Evite viajar com o cão para regiões de ocorrência da doença
É recomendado o uso de produtos repelentes e também de calças compridas principalmente ao entardecer, à noite e ao amanhecer
Construa casas a uma distância mínima de 200 m de matas, florestas e currais
Embale o lixo em sacos plásticos bem fechados
Os terrenos vazios devem ser mantidos limpos, sem acúmulo de mata ou folhas

Capacitação de profissionais contra a LV
Foram treinados quase 60 profissionais, deixando a rede da Secretaria de Saúde do DF melhor preparada para suspeita, diagnóstico e tratamento da doença. Para comunicar suspeitas da LV entre em contato com a Diretoria de Vigilância Ambiental, pelos telefones 3344-0784/3343-1262.

Panorama


Cão ‘esquecido’ em casa de MS tem leishmaniose e sofrerá eutanásia em Campo Grande (MS)
15 de julho de 2011

O cão que teria sido ‘esquecido’ em uma casa de Campo Grande há pelo menos um mês e que sobreviveu graças a água e comida que vizinhos davam a ele, foi entregue pelo próprio ‘tutor’ ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), segundo a Polícia Civil.
De acordo com o delegado, Fernando Villa de Paula, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais (Decat), um exame do CCZ constatou que o animal tem leishmaniose e, por isso, deverá ser submetido a eutanásia.

O delegado diz que mesmo com o cão tendo sido entregue ao CCZ o ‘tutor’ ainda vai responder pela acusação de maus-tratos ao animal. O tutor do cachorro já teria, inclusive, sido ouvido sobre o caso.

Cão teria sido ‘esquecido’ em casa de Campo Grande há um mês, diz ONG. Foto: Reprodução/TV Morena

A denúncia

A denúncia sobre os maus-tratos ao cão foi feita por moradores do bairro onde o animal vivia a organização não governamental (ONG) de defesa dos animais Abrigo dos Bichos.

A presidente da ONG, Maria Lúcia Metello, recebeu a denúncia dos moradores, foi até o local e constatou a situação de abandono do cachorro, acionando em seguida a Polícia Civil.

Uma mulher que mora perto de onde o cão estava, não quis se identificar, mas falou sobre a situação do animal. “Há mais de um mês esse cachorro está lá. É, completamente, assim, a gente não vê pessoas indo no local. Um ambiente sujo. Ele, aparentemente, está doente. As unhas grandes, o que pode ser leishmaniose. E muito magro. Qualquer coisa que você passe, você jogue para ele, ele come”, explicou ela para a presidente da ONG.

A presidente das ONG disse que abandonar um animal é crime. Quem faz isso pode ser multado e até cumprir de três meses a um ano de prisão. Ela diz que a lei é federal, e não é só o abandono que é considerado crime, maltratar um animal também.

Veja o vídeo.

Fonte: G1

Mais Notícias sobre o projeto do Deputado Geraldo Resende


Congresso Nacional
Leishmaniose: projeto visa proibir sacrifício de animais infectados e liberar tratamento

O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) apresentou o projeto de lei 1738/2011, que prevê o fim da obrigatoriedade de sacrifício de animais infectados pela leishmaniose. Resende é médico, e afirma que o sistema de saúde pública deve implantar uma política nacional de vacinação, à semelhança do que é feito para a prevenção da raiva. Mas ao contrário da raiva, segundo o deputado, no caso da leishmaniose, os animais podem ser tratados e seu projeto libera o tratamento.

O Ministério da Saúde precisa mudar a orientação do sacrifício quando há alternativas, afirma Resende. “Existe um fundo da Seguridade Social da União destinado para isso, e que não é usado para essa finalidade. Em diversos países existem estudos científicos e mobilização de médicos veterinários e criadores de cães contra o sacrifício”, argumenta.

Ainda segundo Geraldo Resende, o combate ao vetor doméstico tem eficácia temporária porque a utilização de inseticidas nas casas perde o efeito depois de algum tempo. “A decisão política de disponibilizar orçamento para o combate ao mosquito transmissor não funciona nem para a dengue, imagine para o transmissor da Leishmaniose. Seria a melhor opção, mas não acontece. Temos de lutar por outra via”, argumenta.

Matança de animais não conteve a doença

A gerente de Programa Veterinários da WSPA, Dra. Rosangela Ribeiro, concorda com o projeto do deputado Resende. Segundo ela, “o sacrifício dos animais soro-positivos prova, há três décadas, que essa prática não é uma saída viável, nem do ponto de vista ético e nem do de saúde publica, para controlar a Leishmaniose Visceral Canina. Apesar do Ministério da Saúde ter sacrificado centenas de milhares de animais, a doença tem avançado no país, chegando a grandes centros urbanos”, observa a médica veterinária.

A leishmaniose visceral é uma doença bastante complexa do ponto de vista epidemiológico, e requer um amplo programa de prevenção e controle. Envolve várias ações coordenadas, incluindo o controle de vetores, uso de coleiras repelentes, vacinação de todos os cães em áreas endêmicas e peri-endêmicas, controle do desmatamento, educação continuada dos veterinários e informação da sociedade.

Rosangela Ribeiro lembra que “nos países europeus mediterrâneos, onde a Leishmaniose canina é bastante comum, existe uma gama de produtos veterinários específicos para tratar e controlar a doença em cães. Nesses países, existe uma população de cães soro-positivos controlados e que não trazem perigo para a população humana”.

Lei pode estimular alternativas éticas

No Brasil, o tratamento com produtos de uso humano é proibido desde 2008 (Portaria Interministerial Nº 1.426, de 11 de julho de 2008), sob a justificativa de se induzir resistência e prejudicar o tratamento nos seres humanos. E no país não existem medicamentos próprios de uso veterinário para tratamento da doença. Esse tipo de arbitrariedade não tem resultado, segundo a gerente da WSPA. “Muitas famílias, impedidas de tratarem seus animais, acabam escondendo seus cães. Outras fogem dos agentes de saúde ou viajam com seus cães para áreas não endêmicas”, explica.

Outra situação comum é as famílias que tiveram animais sacrificados adquirirem outros cães, que vão viver no mesmo local onde estavam os animais soro-positivos sacrificados. Rosangela lembra que “muitas famílias não recebem nenhuma informação durante o recolhimento do animal, e outras nem sequer têm a chance de efetuar a contraprova”.

“Acredito que essa lei trará uma demanda por alternativas viáveis, éticas e efetivas a médio e longo prazos, e estimulará novas pesquisas para se prevenir e controlar essa doença terrível, que afeta milhares de animais e seres humanos em nosso país”, espera Rosangela Ribeiro.

Sociedade Mundial de Proteção Animal
Av. Princesa Isabel, 323 – 8º andar – Copacabana – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22.011-901 – TEL.: 21 3820-8200

Admin

Notícias do Pará

Quarta-feira, 13/07/2011, 07h46
Sespa intensifica ações em Cametá e Oeiras do Pará

Para tentar combater a disseminação da malária, a Sespa tenta fazer parceria com 86 dos 144 municípios que já registraram casos da doença. “Como é impossível acabar com o mosquito, que é o grande transmissor, o jeito é tentar fazer a conscientização dos agentes de saúde e até dos próprios infectados”, disse o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco. Para iniciar a campanha, serão disponibilizados 60 agentes que ficarão concentrados inicialmente em Cametá e Oeiras do Pará.

Esses dois locais foram os escolhidos pela proximidade e pela única morte registrada nos últimos seis meses. “Existe um foco muito grande nesses dois lugares, e pelo fato da morte ter sido registrada lá, vamos intensificar o combate à doença”, explicou Franco. A morte identificada em Cametá foi de uma criança que tinha problemas renais, cujo quadro foi agravado por causa da malária.

AVANÇO

A malária é uma das doenças que mais tem contaminado a população no Estado do Pará. Em 2010 foram registrados quase 137 mil casos. A Ilha do Marajó e o Baixo Tocantins são as regiões que mais têm concentrado o número de casos. Os municípios de Cametá, Oeiras do Pará, Anajás, Bagre, Breves e Curralinho são os que mais têm preocupado a saúde pública pelos números alarmantes.

Cametá foi o município que teve o maior aumento no número de casos nos últimos três anos, chegando a 6,4 mil casos. A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) aponta como o principal causador os problemas sanitários de cada local. “A concentração de rios e falta de preparo para identificar a doença tem feito com que ela se espalhe. E quando menos se espera, já estamos vivendo um surto”, comentou o secretário da Sespa. Ele diz que alguns municípios não estão preparados para identificar a doença e nem contê-la.

Os sintomas como febre constante, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e mal-estar são bem parecidos com os da dengue, doença de Chagas e leishmaniose, o que acaba camuflando a doença e fazendo ela se estender ou se agravar. Segundo Franco, apesar do número de casos já ser alto nos primeiros meses deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o Pará é um dos poucos Estados que conseguiu diminuir em 30% as infecções causadas pelo parasita do gênero plasmodium que é transmitido pela picada do mosquito Anopheles. (Diário do Pará, com informações de Veríssia Nunes)

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul, Quarta-Feira, 13 de Julho de 2011 – 17:15
Bairros recebem atenção com as Ações Compartilhadas

Nos últimos três meses, a Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde, mobilizou 15 bairros com o programa de Ações Compartilhadas, cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida da população.

O programa mobiliza, no mesmo dia, na unidade de saúde do bairro escolhido, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Vigilância Sanitária, o setor de imunização, Vigilância Epidemiológica, o programa de hanseníase e tuberculose, DST/Aids e Cerest (Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador).

De acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, Eduardo Arteiro Marcondes, o programa começou em abril e já foi possível realizar 15 ações. Só no mês de abril foram realizadas ações compartilhadas em seis locais. Quatro em maio e cinco em junho. O objetivo é ampliar as ações até o final do ano.

Para este mês de julho já estão programadas ações nas unidades de saúde do Jardim Colibri, CSU, no Jardim Água Boa e na Chácara Caiuás.

Para Marcondes, o resultado tem sido bastante positivo porque leva para um único bairro e no mesmo dia, todas as ações de vigilância em saúde. Com isso cria-se uma proximidade de outros setores da prefeitura junto à atenção básica, dando o suporte necessário.

O diretor de Vigilância em Saúde explica que as ações também são uma oportunidade de levar até a população dos bairros os serviços que normalmente teria que buscar na prefeitura. Paralelo aos serviços, também são ministradas palestras educativas abordando diversos temas.

Balanço
Só o CCZ visitou nos últimos três meses 15.003 lares, abordando ações de vigilância, não só referentes à dengue, mas fazendo monitoramento da leishmaniose. Também foram realizadas 18 palestras abordando educação e saúde.

Durante os três meses de ações compartilhadas, a Vigilância Sanitária fez apreensão de 629 kg de alimentos que estavam sendo comercializados de forma irregular. Também foram feitas 311 fiscalizações para liberação de alvarás e realizadas 27 palestras educativas.

O setor de imunização aplicou 1.034 doses de vacinas na população.

A Vigilância Epidemiológica realizou 101 apresentações de perfil epidemiológico regional, através de palestras; mais 101 capacitações de agentes de saúde para levar orientações às famílias sobre violência doméstica.

Foram feitas também 182 treinamentos para busca ativa de suspeitos de Tuberculose e Hanseníase.

O DST/Aids distribuiu durante as ações compartilhadas 7.500 preservativos diretos á população e mais 1.200 para estoque das unidades básicas, além realizar ações educativas com adolescentes em escolas e abordagens.

O Cerest realizou 82 capacitações de profissionais para notificação de agravos relacionados ao trabalho.

Fonte:

Bauru tem 14 casos de leishmaniose

13/07/2011
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem mais três casos de leishmaniose em Bauru neste ano. Nos últimos 7 meses já são 14 casos com duas mortes. Em 2010, foram 32 casos da doença sem nenhum paciente morto.

Os pacientes doentes confirmados ontem são: um homem, de 44 anos, morador da Vila Alto Paraíso, tratado no Hospital Manoel de Abreu; uma criança do sexo masculino de 9 anos, moradora do jardim Terra Branca, tratada no Hospital Estadual de Bauru; e uma pessoa do sexo feminino, 29 anos, moradora do Núcleo Beija Flor, tratada no Hospital Unimed Bauru.

A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex. galinheiros).

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.

Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos. Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos. É importante manter limpos quintais e acondicionar de maneira correta o lixo orgânico.

Agentes enfrentam resistência para combater leishmaniose | Cidade e Região | Correio de Uberlândia Online

Agentes enfrentam resistência para combater leishmaniose | Cidade e Região | Correio de Uberlândia Online

Secretaria de Saúde do DF combate mosquito que transmite leishmaniose

Já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas no DF neste ano. Agentes de saúde visitam as casas para orientar os moradores

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal está intensificando o trabalho de combate ao mosquito que transmite a leishmaniose na região do Fercal, Lago Norte, Varjão e Asa Norte. Esses são os locais onde a secretaria identificou aumento dos focos da doença.

A leishmaniose pode passar para o homem por picadas do mosquito contaminado com sangue de um cachorro doente e levar a pessoa à morte se ela não receber o tratamento adequado.

A secretaria já registrou dois casos de leishmaniose na Fercal. Uma menina de 2 anos ficou internada durante 15 dias depois de apresentar os sintomas da doença. De janeiro até o dia 8 deste mês, já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas em todo o DF.

Na Fercal, os agentes de saúde ambiental visitam as casas onde fazem a dedetização e também colhem sangue dos cachorros que transmitem a doença para o homem. Eles também ensinam aos moradores a instalar armadilhas para capturar os mosquitos.

Para prevenir a doença é preciso controlar a proliferação do mosquito-palha, espécie transmissora da leishmaniose, que se desenvolve em restos de alimentos e plantas além de fezes dos animais. O mosquito prefere os locais escuros e úmidos.

Fonte: Portal G1

Tupã, 13 exames de Leishmaniose em animais.

09/07/2011 – 08:40:09

Leishmaniose
Tupã espera para 2ª feira contraprova de 13 exames

A Secretaria Municipal de Saúde aguarda para a próxima segunda-feira, dia 11, o resultado de mais 13 exames de leishmaniose que foram encaminhados para o Laboratório Adolpho Lutz, em Marília, para contraprova.
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Marco Antônio de Barros, entre maio e junho deste ano, do total de exames realizados em Tupã para diagnosticar a doença, 13 deram resultado reagente, indicando a possibilidade desses animais terem contraído leishmaniose.

Em Tupã, o exame realizado para diagnosticar a leishmaniose é o Elisa (Ensaio Imuno Enzimático). Com a confirmação de 13 exames reagentes, as amostras foram encaminhadas ao Laboratório Adolpho Lutz para realização de um outro exame, muito mais detalhado, denominado Rifi (Reação de Imuno Fluorescência Indireta). “É o resultado deste exame que estamos aguardando para segunda-feira”, disse Barros.

Se o resultado do Rifi não for reagente, os casos passam a ser considerados inconclusivos. Nesta hipótese, o processo volta à fase inicial. “Para confirmação da doença, teremos de fazer a coleta de outras amostras, e novos exames (Elisa e Rifi) terão de ser realizados com prazo de no mínimo 15 e no máximo 30 dias, após a coleta. Se o resultado acusar não reagente, será considerado negativo e, se for reagente, os casos passam a ser considerados positivos”, disse.

Diante da confirmação de casos positivos de leishmaniose, a Secretaria Municipal de Saúde providenciará o exame parasitológico para identificar a espécie de leishmânia e, depois disso, o animal precisará ser sacrificado.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, no início do ano quatro animais tiveram que ser eutanasiados por terem contraído a doença. Se o resultado do Rifi for positivo para todos esses exames que estão sendo aguardados, o número de casos de leishmaniose em Tupã poderá aumentar para 17.
Diário Tupã

Leishmaniose, uma doença negligenciáda

A química e as doenças negligenciadas: busca por remédios mais eficazes e seguros
Por Rubens Zaidan
10/07/2011

A cada três minutos – tempo de um intervalo comercial no horário nobre da televisão – seis crianças morrem em todo o mundo, vítimas da malária. Ou uma, a cada trinta segundos, segundo estatística impessoal, que passa longe do sofrimento dos doentes, que seguem sem vacina ou remédio eficaz para o tratamento no dia-a-dia. Mas essa realidade é apenas a “ponta do iceberg” da tragédia que atinge diariamente mais de um bilhão de pessoas do planeta, infectadas pelas doenças chamadas negligenciadas. Três mil pessoas morrem por dia e mais de um milhão por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, vítimas de malária, doença de Chagas, leishmaniose, esquistossomose, tuberculose, hanseníase, entre outras. Sem contar os anos de vida produtivos perdidos pelos sobreviventes que moram, em sua maioria, em países da África, Ásia e América Latina.

Complicando ainda mais esse “quebra-cabeça” que desafia cientistas – sejam médicos, economistas ou sociólogos –, apenas 10% dos quase US$150 bilhões gastos por ano em pesquisas na área da saúde, em todo o mundo, são aplicados no desenvolvimento de medicamentos para doenças que atingem 90% da população. Mesmo o Brasil sendo um dos países em desenvolvimento que mais investem recursos em estudos de novas formas de tratamento para essas doenças (cerca de R$70 milhões por ano), apenas 1% das medicações lançadas nos últimos 25 anos foram específicas para tratar as doenças dos mais pobres.

A primeira oficina de prioridades em doenças negligenciadas no Brasil ocorreu em 2006, através de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Vigilância em Saúde. Nesse ano, foram definidas as prioridades do programa em doenças negligenciadas. Até hoje, entretanto, nenhuma molécula em estudo nos laboratórios de química medicinal do Brasil, entrou em fase clínica de testes com seres humanos. Para tentar interferir nessa realidade, pesquisadores brasileiros da área de química medicinal – que reivindicam mais verbas oficiais e parcerias público-privadas que assegurem a continuidade das pesquisas básicas – investem na descoberta de novas moléculas para o desenvolvimento de medicamentos eficazes e baratos contra as doenças transmissíveis esquecidas pelos laboratórios farmacêuticos multinacionais, por razões de mercado.

Gargalos

Tanto o INCT de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas do MCT/CNPq/Fapesp (INBEQMeDI), como o Centro de Referência Mundial em Química Medicinal para Doença de Chagas da OMS, instalados no Instituto de Física da USP, de São Carlos, mantêm equipes multidisciplinares à procura de novas moléculas que funcionem contra doença de Chagas, malária e esquistossomose, principalmente.

O pesquisador Rafael Guido, especialista em planejamento de novas moléculas, do INBEQMeDI, acredita que o maior gargalo da pesquisa é encontrar a molécula com todas as propriedades farmacêuticas, “que seja eficaz, segura, possa ser ingerida por via oral, sem causar efeito colateral grave”. O Centro de Referência Mundial em Química Medicinal para Doença de Chagas da OMS, coordenado pelo professor Adriano Andricopulo, recebe moléculas da OMS que são inibidoras do parasito de Chagas, que precisam ser otimizadas. Segundo Rafael Guido, o grande diferencial desse laboratório, que ganhou uma disputa com concorrentes do mundo todo junto à OMS, “foi o comprometimento e a qualidade com a pesquisa que estava realizando”. Para ele, é importante que os países do Terceiro Mundo criem políticas públicas para produzir os novos medicamentos para doenças negligenciadas, enquanto as grandes indústrias farmacêuticas não atendem às populações pobres. “As indústrias começam a perceber que investir nas doenças negligenciadas é atrativo não do ponto de vista financeiro, mas social e, como parte do marketing, faz bem para a imagem da indústria”.

Outro centro de pesquisas de São Carlos em doenças negligenciadas é o do Grupo de Química Medicinal do Instituto de Química da USP. O professor Carlos Montanari, coordenador da equipe, está empenhado em submeter substâncias que atacam os tripanossomatídeos (protozoários que causam a doença de Chagas) a ensaios pré-clínicos. O custo, nessa fase, segundo ele, gira em torno de um milhão de dólares e há necessidade de participação da indústria farmacêutica. Lembra que cada projeto pluridisciplinar exige pelo menos US$10 milhões para entregar de duas a três diferentes classes de substâncias químicas (ou biológicas) para as fases clínicas.

O professor aponta a falta de conexão entre os grupos que trabalham no país na mesma área como mais um problema. “Cada grupo produz resultados em determinadas áreas e não inclui pesquisas fundamentais de outros grupos para avançar o conhecimento, principalmente na busca de novas moléculas pequenas com propriedades bem qualificadas no espaço químico-biológico”. Montanari considera os grupos de pesquisa como grandes ilhas de elevada capacidade técnico-científica, “sem capacidade de agregar, principalmente quando inovação é fundamental. E, inovação, tem que ocorrer na academia”.

Para o químico Roberto Santana, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, um dos motivos para o número elevado de óbitos dos portadores das moléstias negligenciadas, “é a falta de ferramentas adequadas para o diagnóstico e tratamento dessas doenças”. Em trabalho conjunto com o professor João Santana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, e o químico Douglas Wagner Franco, do Grupo de Química Inorgânica e Analítica da USP de São Carlos, Roberto Santana desenvolveu complexos à base de rutênio e óxido nítrico, contra a doença de Chagas, eliminando parasitas com baixa toxicidade para o organismo. “A química inorgânica tem contribuído para o desenvolvimento desses novos compostos e é uma ferramenta portentosa na modificação estrutural, na disponibilização de sítios específicos para o mecanismo de interação molécula-parasita e na própria alteração do processo bioquímico do parasita”.

Impasse público-privado

As indústrias farmacêuticas faturaram, em 2010, em torno de US$850 bilhões em todo o mundo e investiram 10% em pesquisa de desenvolvimento e inovação, segundo declaração recente do professor Eliezer Barreiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao analisar os desafios e as perspectivas da química medicinal. Para ele, existe uma crise de criatividade nas empresas farmacêuticas, que passaram a se interessar pelas moléculas desenvolvidas nas universidades, ”que podem ser capazes de inovar mais que equipados laboratórios industriais.”

O professor José da Rocha Carvalheiro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, e pesquisador no Instituto de Saúde, dirigiu durante quase seis anos na Fiocruz o “Projeto Inovação em Saúde”. Como membro do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação em Doenças Negligenciadas (INCT-IDN), da Fiocruz, acredita que o Brasil tem melhorado na área de pesquisas, inclusive fazendo parcerias. O CDTS, por exemplo, tem parceria com importante laboratório de biotecnologia dos Estados Unidos para desenvolver remédios contra a doença de Chagas. A parceria é de igual para igual, “pois tanto eles vêm aqui ver o que fazemos na intimidade do laboratório, como os nossos são recebidos lá e não são barrados na porta. O que ainda é raro”.

O conceito das doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica, compartilhado pelas instituições Médicos Sem Fronteira, DNDi e OMS, dividiu o mundo entre os “have” e os “have not”. Em meio a um embate ideológico, segundo Carvalheiro, se discute o direito de patente ou não quando se trata de um bem público. Os Médicos Sem Fronteira sugerem separar o custo da pesquisa e desenvolvimento do preço da medicação, que inclui o que a “big-pharma” gasta em marketing. Já o Health Impact Fund propõe que as grandes indústrias do setor desenvolvam remédios para doenças da população pobre e, se provar que reduz a incidência da doença, a indústria teria acesso a um fundo para compensar a venda do medicamento a preço de custo. Outra proposta, para resolver o impasse, é semelhante aos créditos de carbono: cada vez que a “big-pharma” investe para desenvolver um produto novo e que tem mercado, seria obrigada a dar uma parcela aos pesquisadores de doenças negligenciadas. Carvalheiro lembrou ainda da proposta brasileira, “uma espécie de CPMF da remessa de lucros”. A indústria farmacêutica estrangeira instalada no país, que remete lucros, pagaria um pedágio da remessa que seria aplicado em laboratórios de universidades, instituições de pesquisa ou até laboratórios privados nacionais, que trabalham no desenvolvimento de remédios de interesse dos “have not”.

Chagásicos criam federação internacional

Portadores da doença de Chagas da América Latina decidiram se unir para garantir direitos, como o acesso mais fácil ao diagnóstico e desenvolvimento de medicamentos mais eficientes. A Federação Internacional das Pessoas com a Doença de Chagas, criada no ano passado em Olinda, alerta governos e comunidade para o fato das duas únicas medicações existentes terem sido desenvolvidas há mais de 40 anos. A doença de Chagas provoca 4 mil mortes por ano no Brasil. Existem até hoje, em todo o país, entre 4 a 6 milhões de brasileiros com a doença. Já na América do Sul, a estimativa oscila entre 11 a 12 milhões de pessoas. Na região de Campinas (SP) são quase 4 mil portadores registrados no serviço de atendimento da doença do Hospital de Clínicas da Unicamp, considerado o único serviço confiável para tratar e acompanhar os doentes na região.

O presidente da Associação dos Chagásicos de Campinas e Região, Osvaldo Rodrigues da Silva, ouve queixas constantes da falta de estrutura nas unidades básicas de saúde de Campinas, uma das mais desenvolvidas do país. A rede de saúde nem sempre dispõe de medicação e não cumpre os protocolos de atendimento consolidados para a doença. Aos 58 anos de idade, Osvaldo da Silva não esconde a angústia de ter perdido os pais, sogros e irmãos com Chagas. Ele também, como toda a família, foi contaminado pelo “barbeiro” transmissor do infeccioso Tripanozoma cruzi, na zona rural da pequena Indiaporã , divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais e Mato Grosso. Só que, até hoje, o seu organismo não manifestou a doença. Mesmo assim, a ansiedade é permanente: ele não pode deixar de monitorar a doença, porque a ciência ainda não sabe quais pacientes assintomáticos poderão manifestar complicações cardíacas. Os únicos remédios usados para o tratamento da doença de Chagas em todo o mundo (nifurtimox e benzonidazol) além de terem sido produzidos quatro décadas atrás, tem baixa eficácia, provocam efeitos colaterais graves, como hiporexia (diminuição do apetite), perda de peso, náuseas, vômitos, alergia cutânea e neuropatia periférica.

Ana Maria de Arruda Camargo, assistente social do Hospital de Clínicas da Unicamp e integrante do conselho científico da Associação dos Chagásicos de Campinas, diz que os pacientes aguardam o surgimento de novas medicações. Ela lembra que com a globalização da doença, levada por migrantes latinos para os Estados Unidos. Canadá e Japão, os países mais ricos começam a investir no desenvolvimento de novos medicamentos.

“Os pacientes da fase crônica, por causa do controle dos sintomas, chegam a envelhecer e precisam não só de remédios eficazes, mas também de fácil acesso ao diagnóstico, acompanhamento constante, como em todas as doenças crônicas. Além disso, controle do pré-natal da mãe, e dos bancos de sangue”, concluiu.

Projeto de Geraldo Resende 1738/2011 defende os animais da eutanásia.

Deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) defende tratamento para animais infectados

Se projeto for aprovado pela Câmara Federal, eutanásia canina não deverá mais ser ministrada em casos de leishmaniose.
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) apresentou na Câmara projeto de lei 1738/2011, que prevê o fim da obrigatoriedade de sacrifício de animais infectados pela leishmaniose. De acordo com a proposta do deputado, o sistema de saúde pública deve implantar uma política nacional de tratamento de animais.

“O debate sobre o tema é fundamental. Esta doença está em 12 países da América Latina, mas 90% dos casos são registrados no Brasil”, nota o deputado, para quem é possível estabelecer um programa de tratamento em alternativa à eutanásia canina. “A prática do sacrifício indiscriminado é inaceitável na Europa. Em diversos países existem estudos científicos e mobilização de médicos veterinários e criadores de cães contra esta ação”.

Segundo Geraldo Resende, o combate ao vetor praticado em nível doméstico tem eficácia temporária, pois utilização de inseticidas nas casas perde o efeito depois de algum tempo. “É importante a decisão política de disponibilizar orçamento para o combate ao mosquito transmissor. É um caso de saúde pública como a dengue”, diz.

“O sacrifício de cães é mais maléfico que benéfico, já que por motivações afetivas ou econômicas, muitos proprietários se recusam a entregar seus animais e os escondem, colocando a população em risco”, diz o deputado, lembrando que existe tratamento. “Há diversos protocolos de trabalhos científicos exitosos nesta área, além disso, me parece mais racional tratar a exterminar cachorros e gatos. Proponho a vacinação dos animais, bem como a possibilidade de curar os animais infectados”.

Doença
Leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado. A doença afeta animais domésticos, urbanos e silvestres. Para cada ser humano contaminado estima-se que há uma média de 200 cães infectados. Existem dois tipos de leishmaniose: a tegumentar, que se caracteriza por feridas na pele, e a visceral, que ataca vários órgãos internos.

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

Estado de Minas – Gerais: Leishmaniose se alastra em Minas

Leishmaniose se alastra em Minas Número de mortes cresce 128% em Minas na comparação com 2001. Total de casos sobe 278%. Cientistas afirmam que, além dos cachorros, gatos respondem pela transmissão da doença

Luciane Evans -

Publicação: 05/07/2011 06:00 Atualização: 05/07/2011 07:49

A pesquisadora Priscila Rabelo fez testes com felinos e obteve resultados sobre contaminação já observados na Itália
Está prestes a cair por terra o que há muito o Brasil sustenta como a melhor forma de se combater a leishmaniose. A doença, que se alastrou por Minas Gerais nos últimos nove anos, tem feito estragos no estado, dando sinais de que a batalha pode estar perdida. Mesmo apostando na eutanásia de cães para o controle desse mal, numa década o número de casos cresceu 278% em Minas, saindo dos 200 registrados em 2001 e passando para 556, em 2010. Antes, a enfermidade atingia 46 municípios e, em 2010, chegou a 200. Os óbitos mais do que dobraram, passando de 25 para 57, um crescimento de 128%. Neste ano, já são 134 mineiros infectados, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em Belo Horizonte, até maio, 3 mil cães foram sacrificados. Para especialistas, esses são sinais claros de que o país está dando murro em ponta de faca no controle da leishmaniose, que custa, anualmente, R$ 10 milhões à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de BH.

Conheça os perigos da leishmaniosePara apimentar essa antiga polêmica e apontar novos caminhos nessa guerra, uma pesquisa conjunta da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) provou que, nessa história, não só os cachorros são os vilões. Os gatos podem ser também transmissores da doença. Em 2009, a aluna de medicina veterinária da PUC Minas Priscila Fonte Boa Rabelo repetiu o exame de sangue que atualmente é feito em cães em 86 felinos de Belo Horizonte. Em 40% deles o teste foi positivo.

TestesCom a orientação de Sidney Magno da Silva, professor substituto do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, e do professor de doenças infecciosas de cães e gatos da PUC Minas Vitor Márcio Ribeiro, o estudo foi mais longe. “Sete gatos com sorologia positiva para a doença foram testados. Fizemos punção de medula óssea e cinco demonstraram o DNA do parasito. Três foram submetidos ao xenodiagnóstico, que é quando colocamos o mosquitinho para se alimentar no gato. Cinco dias depois, as fêmeas de Lutzomyia longipalpis foram dissecadas e encontramos a forma evolutiva do parasito no seu tubo digestivo”, descreve. “A última fase da pesquisa foi submeter um modelo experimental (hamster) a essas fêmeas de L. longipalpis alimentadas nesses gatos naturalmente infectados, e foi identificada a transmissão, sugerindo a participação do gato no ciclo de transmissão de Leishmania infantum no Brasil”, detalha Priscila, acrescentando que uma experiência como essa foi feita apenas na Itália, onde se obteve a mesma resposta.

De acordo com Silva, isso quer dizer que o felino pode ser um transmissor em potencial. “Por isso, continuamos a pesquisa com mais 200 gatos da cidade, para que possamos ampliar essa comprovação”, revela, dizendo que não se pode colocar o bichano no mesmo degrau do cão. “O felino pode estar ajudando a manter a doença em circulação”, aposta. Para Ribeiro, o experimento é uma prova concreta de que a estratégia de matar cães contaminados está equivocada. “Não é a melhor forma, uma vez que a doença pode ser transmitida por outros animais. Há estudos que mostram que o gambá pode ser um transmissor. No Brasil, outras pesquisas têm mostrado o aumento da enfermidade na população felina e isso é preocupante”, comenta, sugerindo que a estratégia seria o controle do inseto.

Mas, mesmo conhecendo a pesquisa e reconhecendo a importância dela, autoridades municipais e estaduais não concordam que é preciso mudar as políticas públicas de controle da doença. “A política tem que ser baseada no reservatório da enfermidade, que é o cão. A pesquisa não tem importância epidemiológica definida”, defende o superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos. De acordo com o secretário adjunto da SMSA, Fabiano Pimenta, a questão sobre o gato ainda não está evidenciada e haveria necessidade de expandir as pesquisas para comprovar a suspeita.

TratamentoEnquanto o Brasil continua entre os países que optam pelo sacrifício de cães, muitos veterinários já defendem o tratamento da doença nos cachorros, não para curá-los, mas controlar a enfermidade no animal, sem permitir que ela tenha potencial de transmissão. A psicóloga Flávia Damato apostou nessa alternativa. Dona de cinco cães, Flávia descobriu, no ano passado, que eles estavam doentes. “Não quis sacrificá-los e os veterinários indicaram o tratamento. Importei medicamentos da Espanha. Foram injeções diárias no primeiro mês. Atualmente, eles tomam medicamentos diários e sempre fazem exames para avaliar se tem havido transmissão”, conta, acrescentando que ninguém da família apresentou sintomas de uma possível infecção.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, (SES), Minas registrou, em 2001 , 200 casos confirmados e, em 2010, foram 556. Segundo o superintendente da SES, Francisco Lemos, 57 pessoas perderam a vida, contra 25 naquele ano. O que equivale a crescimento de 128% na comparação anual do número de óbitos. Em Belo Horizonte, de acordo com Fabiano Pimenta, em 2009 houve 148 casos e, em 2010, 134. Neste ano, até maio, são 24. “Essa diminuição é a soma de vários fatores. Conseguimos aumentar a nossa capacidade operacional, fizemos 153 mil amostras em 2009, sendo 10.475 positivas. Em 2010, foram 196 mil exames. Não aumentamos o número de cachorros sacrificados, mas houve um crescimento na quantidade de testes”, detalha Pimenta.

COMENTÁRIOS

Autor: sydnei Silva
O objetivo de qualquer pesquisa é fornecer subsídios e respostas que possam auxiliar a sociedade na solução de problemas nos mais variados temas como saúde, economia, e etc. A pesquisa que o nosso grupo conduziu sobre a leishmaniose felina objetivou verificar a presença da doença entre felinos de BH,

Autor: Bruno M.
A GRANDE verdade é que a maioria dos donos não cuida do seus animais direito! Remédio pra pulgas? Nem pensar! Comprar coleira anti-mosquito? Absurdo! Aí da nisso! Quem tem animal deveria ter mais consciência isso sim! Se 90% usasse a tal coleira será que a doença estaria assim???

Autor: Guilherme Brandão
Janer, isso é o que o senso comum pensa. Ninguém está mais apto a transmitir doenças ao ser humano do que o próprio (e as mais graves). Apenas para ilustrar, leia um pouco sobre as inspeções em assentos de ônibus e a variedade de cistos de vermes que estão por lá, além de bactérias, conjuntivite…

Autor: Guilherme Brandão
Eles não são transmissores, são hospedeiros, da mesma forma que nós e vários outros mamíferos. Transmissor é o mosquito palha e o melhor que se pode fazer hoje é manter as coleiras repelentes em dia.

Autor: Marcelo Trivellato
Vamos ficar atentos. Esta reportagem trouxe depoimentos de pessoas sérias da PUC, UFMG, Sec. Municipal de Saúde e Sec. de Estado da Saúde. Ao que parece, foram 57 óbitos contabilizados em 2010, decorrentes da leishmaniose. É preciso que os criadores tenham consciência e remetam o caso às autoridades

Autor: felipe ribeiro
A reportagem sobretudo, deveria enfatizar os mecanismos de combate a doença ao invés de criar um verdadeiro terrorismo em torno dos animais que são vítimas da falta de cuidado humano.

Autor: Janer Moreira Lopes
A sociedade moderna adotou hábitos estranhos, como fazer de animais, entes queridos. Essa atitude vem comprometendo a saúde e higiene nas residencias, como também a boa convivência, pois temos de tolerar as sujeiras nas ruas e logradouros públicos.

Unesp realiza pesquisa sobre doença de Chagas e leishmaniose com animais atropelados

Curso Online de Educação Inclusiva 05.07.2011

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) do campus de Botucatu estão recolhendo animais silvestres atropelados, para realizar pesquisas sobre algumas zoonoses.
Os estudos tentam compreender o mecanismo de transmissão de doenças como a leishmaniose e a doença de Chagas para os humanos.
Algumas descobertas já aconteceram durante o início dos estudos. Os especialistas notaram que os tatus são grandes hospedeiros de parasitas causadores de leishmaniose e doença de Chagas. Já o tatu-galinha, além de ser hospedeiro de patógenos causadores dessas duas doenças, também abriga os que provocam a paracoccidioidomicose, micose sistêmica de maior ocorrência na América Latina.
A pesquisadora Virgínia Bodelão Richini Pereira, do Núcleo de Pesquisa em Zoonoses da Unesp em Botucatu, que conduz o estudo explica que os locais onde esses animais vivem são comuns aos homens. No caso do tatu, muitas pessoas o usam na alimentação e, se a carne não for bem cozida, a pessoa pode se infectar?
De acordo com o médico veterinário Helio Langoni, supervisor do estudo, algumas das espécies estudadas estão na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), o que dificulta o acesso aos exemplares vivos.

A morte de animais silvestres por atropelamento é considerada uma das maiores causas de perda de biodiversidade da fauna, principalmente de espécies em risco de extinção. A utilização desses bichos em pesquisas traz vantagens, pois não há necessidade de anestesia e eutanásia.

Fonte: Diário do Grande ABC

Profissionais de Saúde Pública de MS se atualizam sobre leishmaniose visceral

Da assessoria/PP

Em função dos casos de leishmaniose visceral e mortes no Estado do Mato Grosso do Sul, cerca de 100 profissionais de Saúde Pública dos municípios de Coxim, Alcinópolis, Rio Verde, São Gabriel do Oeste e Sonora, passarão por uma reciclagem e receberão informações sobre as atuais ferramentas disponíveis para o controle da leishmaniose visceral. O evento, que acontece no dia 7 de julho, em Coxim/MS, contará com a participação da Drª Vera Camargo, do Grupo de Estudos de Leishmaniose – SUCEN; Andrei Nascimento, Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal; e Rose Fernandes, Coordenadora Técnica da BASF.

Apenas em Coxim, de 2010 até o momento, já foram confirmadas duas mortes humanas por conta da leishmaniose visceral. “O objetivo do encontro é apresentar aos profissionais da saúde das áreas mais críticas do Estado as mais recentes ferramentas disponíveis, que estão ao alcance das autoridades sanitárias para o controle desta endemia de grande impacto para a saúde da população. Além disso, vamos apresentar os métodos de controle que estão sendo praticados com sucesso por outras regiões do País”, esclarece o Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento.

A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

Segundo Nascimento, Mato Grosso do Sul é um Estado considerado endêmico pelo Ministério da Saúde. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.

MOVIMENTO CÍVICO PELA SAÚDE URBANA E ANIMAL (MOV): Leishmaniose (I) – Uma doença em expansão – Os Bic…

MOVIMENTO CÍVICO PELA SAÚDE URBANA E ANIMAL (MOV): Leishmaniose (I) – Uma doença em expansão – Os Bic…: “Leishmaniose (I) – Uma doença em expansão – Os Bichos”

Duas crianças foram a óbito em Cajazeiras.


Cajazeiras registra duas mortes por Leishmaniose em três meses
Cidades – 28.06.11 – 9:27

A gerente da Nona Gerência de Saúde de Cajazeiras Maura Sobreira alertou a população de Cajazeiras quanto a doença leishmaniose ou calazar. Segundo ela, duas crianças foram a óbito no município vítima da doença.

Os casos foram registrados na zona leste da cidade nas localidades de Campo do Vaqueiro e Campo da Brita. As mortes das crianças ocorreram nos meses de abril e junho. Conforme apuramos, uma das crianças passou período nas proximidades do lixão. E, só 15 dias após ter apresentado os sintomas da doença a criança foi levada até o hospital, e encaminhada para HU em Campina Grande. Ao retornar a Cajazeiras, ela veio a óbito dez dias depois.

A Secretaria de Saúde do município enviou técnicos ao local e fez um levantamento da situação tomando toda providência necessária para evitar que a doença se alastre. Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental Cristina foi realizada dedetização de toda área, recolhido todos os animais suspeitos, e aqueles com donos foi feita sorologia, sendo aguardado o resultado.

O que é Leishmaniose?

Causa da doença

A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas ( protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.

Manifestação e características

Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta (esta forma é conhecida como “ferida brava”). A visceral ou calazar, é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue, e, que , dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.

Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas muito próximas a mata, dentro da mata, etc, é importante também saber que este parasita pode estar presente também em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.

Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.

FOLHADOSERTAO com o Portal CZN

Prevenção contra a leishmaniose em Belo Horizonte

LEISHMANIOSE

01/07/2011
PLs visam conter o crescimento da Leishmaniose em BH

Entre as grandes cidades, Belo Horizonte é a que mais sofre com a ocorrência de Leishmaniose Visceral (LV), que acomete humanos. Para evitar que a doença se alastre, dois projetos de lei tramitam na Câmara e propõem a castração de animais de rua e a vacinação gratuita de cães contra a doença.

O PL1082/2010, de autoria do vereador Sério Fernando (PHS), dispõe sobre a vacinação gratuita de cães contra a doença. A vacinação será feita mediante campanha anual, com ampla divulgação. O projeto aguarda apreciação em Plenário no 1º turno.

Para o autor, o projeto se faz necessário para conter o avanço da doença, que cresce diariamente. “É fundamental que o município passe a desenvolver ações para oferecer a vacina contra a Leishmaniose Visceral para todos os cães”, defende.

O PL 282/2009, do vereador Hugo Thomé (PMN), amplia a capacidade dos Centros de Esterilização de Cães e Gatos (Centro de Controle de Zoonoses, Centro de Esterilização de Cães e Gatos Noroeste e Oeste) para esterilização de animais de rua em todos os distritos sanitários da capital. A proposição aguarda apreciação em 2º turno em Plenário.

A ação integrará o Programa de Controle Populacional de Cães e Gatos e destina-se a impedir o crescimento da população de animais de rua, que servem de vetor para a transmissão de doenças. “O aumento desordenado do número de cães e gatos de rua torna necessária a castração dos animais, sendo uma solução definitiva para o problema”, afirma Thomé.

Aumento de casos

Segundo dados da PBH, até o mês de junho deste ano já foram detectados 24 casos de Leishmaniose em humanos. Em 2010, dos 134 casos registrados, 21 resultaram em morte. Em 2011, a Prefeitura sacrificou mais de três mil animais com a doença. O tratamento de cães não é uma medida recomendada, já que as tentativas de tratamento da Leishmaniose Visceral Canina por meio de drogas tradicionalmente empregadas podem levar ao risco de selecionar parasitas resistentes às drogas utilizadas no tratamento de humanos.

Superintendência de Comunicação Institucional

Seminário promovido pelo Deputado Estadual – Feliciano Filho

Feliciano publica relatório do Seminário de LVC

O deputado estadual Feliciano Filho (PV-Campinas) promoveu no dia 18 de junho de 2010 o maior seminário sobre Leishmaniose do Brasil. Realizado no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo, o evento reuniu os maiores especialistas do país para debater o assunto.

Vítor Márcio Ribeiro, que é médico veterinário e professor da PUC-MG, palestrou sobre os aspectos éticos e técnicos da Leishmaniose Visceral Canina e traçou parâmetros de como a doença é tratada no Brasil e no mundo.
Marcio Antoninio Moreira é o responsável pelo laboratório do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi e esclareceu as formas de controle e prevenção da Leishmaniose.

Como tudo o que não é de conhecimento da população, a Leishmaniose também é alvo de algumas informações desencontradas e veiculadas por pessoas que não conhecem o assunto. Mestre em Imunologia das Leishmanioses pela USP/SP, André Luís Soares da Fonseca, médico veterinário e advogado, esclareceu as verdades sobre a doença e tranqüilizou os participantes quantos aos mitos criados, principalmente através da internet.

O veterinário Fábio Nogueira esclareceu sobre as manifestações clínicas e como funciona o ciclo epidemiológico da Leishmaniose.

Muito se engana quem pensa que a Leishmaniose é motivo de discussão apenas no campo da medicina veterinária ou da biologia. No campo jurídico a enfermidade também provoca boas discussões. O advogado Sérgio Cruz, membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MG, explanou sobre um caso em que Belo Horizonte foi obrigada a pagar uma indenização de R$ 40 mil por ter matado o animal de um munícipe.

Doutorado em saúde Pública Tropical pela Harward University, em 1997, o epidemiologista Carlos Henrique Nery Costa esclareceu que apenas no Brasil os animais portadores de Leishmaniose são exterminados. “Infelizmente o Brasil é o único país do mundo que não segue as normas internacionais no combate e tratamento da Leishmaniose e para nenhuma endemia. Apenas para o tratamento de HIV seguimos o que é preconizado mundialmente. Matar os animais não resolve a problemática da Leishmaniose”, explica o especialista.

“Cansado de assistir a incompetência dos governos, resolvi ir além das minhas prerrogativas, que é a de fiscalizar. Por isso, resolvi promover esse seminário sobre Leishmaniose para trazer toda a verdade a tona”, conclui o parlamentar paulista.

Confira abaixo o relatório do Seminário sobre LVC:

O deputado estadual Feliciano Filho promoveu no dia 18 de junho de 2010, o seminário “Leishmaniose: matar animais resolve?”. Realizado no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo, o evento reuniu os maiores especialistas do país para debater o assunto, entre eles médicos veterinários, advogados, e um médico infectologista com Doutorado em Saúde Pública Tropical por Harvard-EUA.

Vítor Márcio Ribeiro
Médico Veterinário, professor da PUC-MG, graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980) , mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988) e doutorado em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) . Atualmente é Professor Adjunto III – Aulista da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Médico Veterinário da Clínica Veterinária Santo Agostinho, Conselheiro da ANCLIVEPA MG e Conselheiro suplente do CRMV-MG.

Sérgio Cruz
Advogado,faz parte da Comissão do Meio Ambiente da OAB/MG e assessor jurídico da ANCLIVEPA-Brasil

Fábio Nogueira
Médico Veterinário,professor da Fundação Educacional de Andradina/SP, Mestre e Doutor em Leishmaniose. Andradina –SP

André Luis Soares da Fonseca
Médico veterinário e advogado. Professor de Imunologia e Imunoclinica e Genética Médica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Especialista e Direito Civil e Processual Civil. Mestre em Imunologia das Leishmanioses pela USP/SP e doutorando da USP/SP.

Carlos Henrique Nery Costa
1990 – 1996 Doutorado em Saúde Pública Tropical. Harvard University, HARVARD, Estados Unidos. 
1979 – 1982 Mestrado em Medicina Tropical. Universidade de Brasília, UNB, Brasil. 
1970 -1976 Graduação em Medicina. Universidade de Brasília, UNB, Brasil. �
2006 – atual: Coordenador Executivo da Rede Nordeste de Biotecnologia 
2003 – atual: Diretor do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella
1997 – atual: Supervisor da residência médica em Infectologia da UFPI
2011 – atual: Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Marcio Antonio B. Moreira
Médico veterinário, dedicado ao diagnóstico laboratorial das doenças; graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Araçatuba); Mestrado em Fisiopatologia pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), pesquisando o diagnóstico da leishmaniose visceral canina; Responsável pelo Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi (HOVET-UAM); Pesquisador do Laboratório de Patologia Animal da UNESP – Araçatuba.

Prof. Dr. Silvio Arruda Vasconcellos
Conselheiro Efetivo do CRMV-SP, Professor Titular de Zoonoses – Saúde Pública Veterinária da FMVZ/USP.

Com a proposta de discutir a atual política brasileira para o controle da doença no Brasil, que atualmente se concentra basicamente na eliminação do reservatório canino, o evento reuniu centenas de pessoas, na maior parte, ligadas à Saúde Pública no Estado de São Paulo.

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença infecciosa, e não contagiosa, ou seja, não passa diretamente do cão para o homem, sendo o responsável pela transmissão o vetor Lutzomyia longipalpis (conhecido como flebótomo, ou mosquito palha). O cão é considerado o principal reservatório da Leishmania infantum, agente da doença, mas não é o único. Estudos científicos demonstraram que gatos, gambás e ratos podem ser encontrados infectados, e potencialmente poderiam ser reservatórios e fontes de infecção do flebótomo pelo agente. A LV é doença vetorial, sendo assim, a melhor forma de controle é o combate do vetor, o que acontece de forma muito precária no Brasil.

A prática da matança de cães como forma de controle da doença é usada no país desde 1963, por força de um Decreto Federal, porém o número de casos humanos só tem aumentado. Enquanto os esforços são concentrados na matança de cães, desvia-se o foco do problema central, que é o controle do vetor.

A Portaria Interministerial 1.426 de 2008, proíbe o tratamento da LV em cães com produtos de uso humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Temos o conhecimento que existem atualmente no Brasil vários proprietários que tratam seus cães, por força de liminar, assim como médicos veterinários que conseguiram tal autorização, além de inúmeros casos onde o Estado foi obrigado a pagar multa por danos morais a proprietários que tiveram seus cães mortos.
Não existem evidências científicas que comprovem que a prática da eliminação canina em massa resolva o problema e controle o avanço da doença. O Brasil é o único país no mundo que mata cães como forma de controle leishmaniose.

Os atuais métodos diagnósticos utilizados no Brasil não são os mais aceitos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), nem utilizados em países europeus, que tratam os animais doentes. Os exames realizados atualmente no Brasil apresentam baixa especificidade, que chega a 48% de erro no diagnóstico, resultando em muitas reações cruzadas com outras infecções, tais métodos deveriam ser usados apenas para levantamento epidemiológico (pesquisa de campo feita em uma determinada área para identificar os problemas de saúde que ameaçam a população) e nunca como critério de diagnóstico (aquilo que serve de norma para chegar a uma conclusão) da doença. Para um diagnóstico seguro, é necessária a realização da associação de mais um método diagnóstico, que comprove se o cão é ou não portador da infecção, conforme matéria publicada na FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (anexo).

Além disso, recente Revisão Sistemática encomendada pela OPAS/OMS (Organização PanAmericana da Saúde/Organização Mundial de Saúde) concluiu que mesmo com a eliminação dos cães nas últimas décadas, a incidência de Leishmaniose Visceral Humana manteve-se elevada, atribuindo a esse fato a baixa sensibilidade do teste de seleção, os longos atrasos entre o diagnóstico e o abate e a rejeição a esta intervenção por parte dos proprietários dos cães. Concluindo ao final: “Este estudo não demonstrou efeito positivo do abate de cães como medida de controle de infecção em humanos e cães.”, e continua “No entanto, o número crescente de casos verificados de LV no Brasil e a expansão da transmissão em áreas anteriormente não afetadas levantam dúvidas sobre o impacto das medidas de controle atualmente utilizadas.”

Os animais são tidos como membros da família. Para a lei são considerados “coisas”, mas para a família que os abriga são bens de valor, possuem valor afetivo. A mesma revisão sistemática da OPAS/OMS concluiu que “O abate canino parece ser a intervenção menos aceitável ao nível da comunidade, por razões óbvias, e tem baixa eficiência devido à taxa de reposição dos cães eliminados.” Em muitos casos, a família que abriga este animal, na intenção de protegê-lo de ser morto, o esconde, ou o leva para outros locais onde possivelmente ainda não há a doença. A prática da matança antipatiza os fiscais de controle de saúde, prejudicando inclusive o controle de outras doenças como a dengue, e desprestigia o médico veterinário.

Sendo assim, para evitar que animais sejam mortos indevidamente, para diagnóstico de certeza da LVC, para o conhecimento real e preciso da quantidade de animais infectados com essa importante zoonose, a fim de proteger os humanos, entendemos que o procedimento diagnóstico mais eficaz e seguro seria através da realização da atual triagem sorológica (e.g., RIFI e ELISA), e nos cães com resultados positivos realizar a confirmação por algum dos métodos parasitológicos.

Programas de combate ao vetor e conscientização da população para evitar a proliferação do flebótomo, bem como o uso de medidas preventivas como vacinas e coleiras nos cães, são imprescindíveis de serem implantadas.

Somente embasados em dados técnicos confiáveis sobre o número real de animais infectados pela LV poderemos desenvolver técnicas eficazes para diminuir sua disseminação, possibilitando o controle ético e humanitário da doença e o correto tratamento em seres humanos.

Fonte: Feliciano Filho

Secretaria de Saúde do DF combate mosquito que transmite leishmaniose

29.06.2011 | 04h04

Já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas no DF neste ano. Agentes de saúde visitam as casas para orientar os moradores

Do G1 DF, com informações do DFTV

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal está intensificando o trabalho de combate ao mosquito que transmite a leishmaniose na região do Fercal, Lago Norte, Varjão e Asa Norte. Esses são os locais onde a secretaria identificou aumento dos focos da doença.

A leishmaniose pode passar para o homem por picadas do mosquito contaminado com sangue de um cachorro doente e levar a pessoa à morte se ela não receber o tratamento adequado.

A secretaria já registrou dois casos de leishmaniose na Fercal. Uma menina de 2 anos ficou internada durante 15 dias depois de apresentar os sintomas da doença. De janeiro até o dia 8 deste mês, já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas em todo o DF.

Na Fercal, os agentes de saúde ambiental visitam as casas onde fazem a dedetização e também colhem sangue dos cachorros que transmitem a doença para o homem. Eles também ensinam aos moradores a instalar armadilhas para capturar os mosquitos.

Para prevenir a doença é preciso controlar a proliferação do mosquito-palha, espécie transmissora da leishmaniose, que se desenvolve em restos de alimentos e plantas além de fezes dos animais. O mosquito prefere os locais escuros e úmidos.

Mudanças climáticas podem aumentar incidência de doenças infecciosas

Mudanças climáticas podem aumentar incidência de doenças infecciosas
Pesquisadores alertam que doença com sintomas parecidos com o da malária estaria migrando para o Brasil

Jornal do Brasil
Luisa Bustamante

As mudanças climáticas globais podem ser responsáveis pelo crescimento de doenças infecciosas no Brasil e em países vizinhos – sem falar nas crescentes migrações populacionais e construções de estradas. A hipótese é de um grupo de pesquisadores brasileiros, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os especialistas estudam as alterações do mapa epidemiológico de duas doenças infecciosas emergentes na Amazônia Ocidental, a Leishmaniose cutânea, que provoca lesões na pele, e a Bartonelose, enfermidade que tem sintomas parecidos com a malária e está avançando em direção ao Brasil. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o médico sanitarista e coordenador do projeto, Manuel Cesário, conta que o objetivo é desenvolver um sistema de alerta precoce para as doenças, a fim de que, assim, a sociedade dê conta de se adaptar aos impactos negativos das mudanças ambientais na saúde.

Seu projeto começou no final do ano passado. O que você observou até agora?

Vimos uma mudança na situação sócio-ambiental da região da fronteira do Brasil com o Peru e a Bolívia, ao mesmo tempo em que o comportamento da distribuição de doenças infecciosas como a Leishmaniose cutânea e a Bartonelose também mudou. O que queremos investigar é se essas mudanças sócio-ambientais estão influenciando no comportamento dessas doenças.

Saúde – Votuporanga

Secez pede colaboração de moradores para prevenção da leishmaniose

25/06/2011 – 10:00:00

A Secretaria Municipal de Saúde por meio do Secez (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses) chama a atenção dos moradores de Votuporanga para o combate a leishmaniose visceral.

De janeiro até agora, entre os 653 exames realizados pelo IAL – Instituto Adolph Lutz de São Paulo, foram registrados na cidade, 96 casos positivos de leishmaniose canina. No ano passado, de junho a dezembro, 64 cães estavam infectados, o que já totaliza 160 animais com diagnóstico positivo.

O veterinário do Secez, Élcio Sanches, explica que medidas simples de prevenção, “podem afastar as chances de transmissão pela picada do mosquito palha, principalmente em cães e no homem, que se não for tratada, pode ser mortal”.
Medidas

As medidas de combate a serem adotadas pela população:
- limpe quintais e retire permanentemente material orgânico, como frutos, folhas e fezes de animais;
- pode as árvores para propiciar a entrada de raios solares na raiz;
- retire galinhas e galinheiros da área urbana – fontes de alimento e desenvolvimento do mosquito;
- não deixe cães dentro das casas, principalmente no crepúsculo e à noite;
- coloque coleiras e outros repelentes em cães sadios;
- comunique a Secretaria de Saúde, em casos suspeitos em cães e humanos.

Durante as análises, o Secez verificou que em bairros onde até então, não havia registros da doença, foram diagnosticados casos positivos em casas, “sobretudo nas que continham quintais com galinhas e com restos de material orgânico em decomposição (fezes, folhas, frutas e galhos) em ambientes úmidos. Por isso, a necessidade da limpeza e retirada das aves da zona urbana”, destaca o veterinário.

Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença transmitida pela picada do mosquito lutzomia longipalpis, infectando alguns mamíferos, principalmente o homem e o cão.

O período de incubação da doença é de duas semanas a dois anos, podendo ser mais longo. A taxa de mortalidade em humanos é em torno de 20%, nos cães, chega a 100%. No Brasil, o tratamento para o animal é proibido; mesmo tratado há uma melhora clínica temporária, mas, a doença continua a ser dissipada pelo resta da vida; sendo necessária a eutanásia.

Sintomas em humanos

Em humanos, os principais sintomas e sinais clínicos da doença são:
- febre irregular de longa duração (mais de 07 dias);
- falta de apetite, emagrecimento e fraqueza;
- barriga inchada (pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo).

Sintomas em humanos

Embora aparentemente sadio, o cão pode estar doente, uma vez que os sinais clínicos podem demorar a aparecer. Mesmo assim, é importante ficar atento caso o cão apresente sintomas da doença, como:
- apatia;
- lesões de pele;
- queda de pelos; (inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas)
- emagrecimento;
- lacrimejamento;
- conjutivite purulenta;
- crescimento anormal das unhas;
- anemia/aumento dos linfonodos.
Primeiros casos
Os primeiros mosquitos transmissores da leishmaniose foram identificados em 1997, na cidade de Araçatuba/SP.

Já em 1998 surgiram os primeiros casos de leishmaniose em cães. No ano seguinte foram registrados 15 casos em humanos com 04 óbitos; até o início de 2011 – esse número evoluiu para 314 casos humanos com 30 óbitos. No estado de São Paulo, em 10 anos, foram registrados 1.808 casos de leishmaniose e 179 óbitos.

O veterinário da Secretaria de Saúde de Votuporanga avalia a doença como traiçoeira, “no início seus sintomas são inespecíficos e podem passar despercebidos por médicos e pacientes, sendo diagnosticada tardiamente quando o quadro estiver avançado e grave”.

Vítimas

Crianças e idosos são as principais vítimas, sendo 45% dos casos em crianças entre 02 e 04 anos, por permanecerem brincando nos quintais são mais suscetíveis as picadas do mosquito.
Ações

O número de municípios afetados cresce anualmente em todo estado. Na região de Votuporanga a doença foi primeiramente diagnosticada na cidade de Jales, que desde 2008 teve o primeiro caso em humano, com a morte de uma criança. A partir daí a doença se alastrou para diversas cidades da região. Em junho de 2010, foi diagnosticado o primeiro caso da doença em um cão de Votuporanga. Várias ações preventivas já estão sendo tomadas:
- treinamento e orientações aos médicos, veterinários, agentes de saúde e enfermeiros para alerta e esclarecimento da doença;
- confecção de cartilhas infantis, cartazes e folders para prevenção da doença;
- divulgação da doença por meio de entrevistas em rádios, TV’s, jornais, concedidas pelo médico veterinário responsável pelo Secez;
- produção de materiais de divulgação e orientação nas contas de água, com o apoio da Saev Ambiental;
- realização permanente de exames gratuitos para diagnósticos da doença;
- visitas de enfermeiros nas casas, após diagnóstico positivo de exames em cão para orientação de toda família e diagnóstico do ambiente;
- eutanásia de cães positivos;
- apoio diagnóstico às clínicas veterinárias particulares;
- orientação aos moradores;
- programa de castração gratuita de animais voltado a famílias com baixa renda e cuidadores de animais de rua. Neste ano 1.000 castrações devem ser realizadas, evitando o nascimento de cerca de 2.500 cães e gatos (muitos deles iriam para as ruas).

Conforme as pesquisas de hábitos e do ciclo do transmissor da doença realizadas pelo Secez, “notou-se que a retirada dos cães para eutanásia é uma ação incompleta, já que o mosquito continua nos quintais se o ambiente for favorável, o que coloca a saúde dos moradores em risco”, detalha Élcio Sanchez.

A Secretaria de Saúde conta com a participação da comunidade para combater a doença e seguirá com a realização de campanhas de conscientização. Mais informações sobre a doença ou notificação de algum caso suspeito de leishmaniose visceral pelo telefone do Secez (17) 3405-9787 – ramal 9716 ou 9786, localizado a Rua Santa Catarina nº 3890 – Patrimônio Velho.

Notícias alarmantes em Tangará

15/06/2011 – 17h59
Amostras de sangue mostram cães com leishmaniose visceral em Tangará

Fabíola Tormes
de Tangará da Serra

Após a morte de um cachorro na zona rural infectado com uma doença perigosa, a leishmaniose visceral (LV), a Vigilância Sanitária de Tangará da Serra, no médio norte de Mato Grosso, realizou um trabalho de coleta de amostras de sangue de 110 animais na localidade. Segundo a coordenadora Maria do Carmo de Lima, o trabalho foi realizado em maio deste ano e os resultados são preopantes: quatro já apresentaram resultado positivo para a doença. “Estamos aguardando os resultados dos demais exames”, informou.

Ela ressaltou, porém, que para os casos positivos as medidas de eliminação já foram tomadas. Os sintomas mais comuns nos animais são: feridas na pele que aparecem no focinho, orelha, cauda e patas, emagrecimento, queda de pelos, vômito, febre irregular, fezes com sangue, crescimento exagerado das unhas e lacrimejamento (conjuntivite). Confira tabela dos principais sintomas da LV no homem e no animal.

Esta zoonose tem evolução crônica e, se não for tratada, pode levar ao óbito em até 90% dos casos, de acordo o Ministério da Saúde. Por isso, a coordenadora alerta para a importância de se eliminar (sacrificar) esses animais doentes, pois são o principal reservatório de uma doença perigosa. Já ao ser humano, a enfermidade ocorre quando um inseto infectado – a fêmea do mosquito-palha, também conhecido como birigui – pica uma pessoa. Em Tangará da Serra, atualmente, quatro pessoas estão em tratamento para eliminação da doença.

Diferentemente da leishmaniose tegumentar americana (LTA), que atinge apenas pele e mucosa, a visceral tem um quadro sistêmico mais grave. Lima destaca que a zoonose tem uma característica eminentemente rural, entretanto casos urbanos vêm ocorrendo devido aos desmatamentos e a entrada do homem nestes territórios rurais. “Por isso, é importante ressaltar a importância de se usar repelente e roupas compridas, por exemplo, quando forem pescar ou mesmo a trabalho em áreas rurais”, recomenda.

Para os humanos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento específico e gratuito para casos de leishmaniose visceral. Além dos medicamentos, é necessário repouso. Vale ressaltar que quanto antes o paciente procurar ajuda, maiores são as chances de recuperação e cura.

Para os animais, o uso da coleira a base de deltametrina da Intervet, a Scalibor, Caso o cão já esteja infectado durante o período de imunização, não há como a doença deixar de se desenvolver.

Aquecimento global pode aumentar incidência de doenças

Uma pesquisa mostra que as mudanças climáticas tendem a ampliar a abrangência geográfica das doenças infecciosas como a leishmaniose

A leishmaniose, transmitida por mosquitos do gênero Lutzomyia, é uma das doenças que se expanderm com a ajuda das mudanças climáticas
São Paulo — Relacionadas entre si, as mudanças climáticas globais e as mudanças do uso do solo podem alterar a abrangência geográfica de determinadas doenças infecciosas. Nesse contexto, um grupo de pesquisadores brasileiros está estudando as alterações do mapa epidemiológico de duas doenças infecciosas emergentes na Amazônia Ocidental. O objetivo é desenvolver um sistema de alerta precoce para as doenças, viabilizando a adaptação aos impactos negativos das mudanças ambientais sobre a saúde humana.

De acordo com Cesário, o projeto monitora as mudanças ocorridas no mapa epidemiológico da bartonelose e da leishmaniose cutânea na região da tríplice fronteira, entre Brasil, Bolívia e Peru. As duas doenças são transmitidas pelo mesmo vetor: os mosquitos flebotomíneos do gênero Lutzomyia.

Bartonelose

A bartonelose, doença emergente originária dos Andes, é causada pela bactéria Bartonella bacilliformis e provoca fraqueza, anemia, febres e calafrios. A doença, também conhecida como “verruga peruana”, pode se apresentar na forma conhecida como “bartonelose verrucosa”, produzindo lesões que se assemelham a tumores de pele.

A leishmaniose, zoonose comum a humanos e cães, é causada por protozoários flagelados do gênero Leishmania e pode adquirir a forma visceral ou cutânea. Esta última, também conhecida como “úlcera de Bauru”, gera lesões na pele e pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

“O objetivo do estudo é desenvolver um sistema de alerta precoce para essas doenças diante das profundas mudanças socioambientais que essa região está enfrentando. Além dos impactos das mudanças climáticas globais e do desmatamento, há impactos causados por mudanças sociais profundas em virtude de grandes projetos de desenvolvimento e intensos fluxos migratórios na região”, disse Cesário à Agência FAPESP.

Leishmaniose por Drauzio Varella

Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Embora alguns canídeos (raposas, cães), roedores, edentados (tamanduás, preguiças) e equídeos possam ser reservatório do protozoário e fonte de infecção para os vetores, nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao do homem. A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

SintomasOs principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarréia, sangramentos na boca e nos intestinos.

Diagnóstico O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações que podem pôr em risco a vida do paciente. Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Entre eles destacam-se os testes sorológicos (Elisa e reação de imunofluorescência), e de punção da medula óssea para detectar a presença do parasita e de anticorpos.É de extrema importância estabelecer o diagnóstico diferencial, porque os sintomas da leishmaniose visceral são muito parecidos com os da malária, esquistossomose, doença de Chagas, febre tifóide, etc.

Tratamento Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra a leishmaniose visceral, que pode ser curada nos homens, mas não nos animais.
Os antimoniais pentavalentes, por via endovenosa, são as drogas mais indicadas para o tratamento da leishmaniose, apesar dos efeitos colaterais adversos. Em segundo lugar, está a anfotericina B, cujo inconveniente maior é o alto preço do medicamento. Uma nova droga, a miltefosina, por via oral, tem-se mostrado eficaz no tratamento dessa moléstia.A regressão dos sintomas é sinal de que a doença foi pelo menos controlada, uma vez que pode recidivar até seis meses depois de terminado o tratamento.

Recomendações* Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer;* Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo;* Cuide bem da saúde do seu cão. Ele pode se transformar num reservatório doméstico do parasita, que será transmitido para as pessoas próximas e outros animais;* Lembre-se de que os casos de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial de saúde.

Mato Grosso técnicos colhem amostras


PESQUISA

Técnicos da Saúde colhem amostras do mosquito transmissor da leishmaniose

A coleta segue até sábado, 11, e o resultado dessa fase do projeto deve ser conhecido em abril do próximo ano, quando as autoridades municipais serão orientadas sobre as medidas a serem adotadas

De acordo Sirlei Thies, mestranda da UFMT e servidora do Estado, em Nova Mutum há mosquito e tem transmissão da doença

Uma equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde – Escritório Regional de Sinop – está em Nova Mutum para desenvolvimento da 1ª Campanha de captura de flebotomíneos – mosquito palha – cuja fêmea é responsável pela transmissão de doenças, especialmente a leishmaniose. A iniciativa é parte do projeto de pesquisa “Estudo entomo-epidemiológico da transmissão da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) na área rural, realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A coleta segue até sábado, 11, e o resultado dessa fase do projeto deve ser conhecido em abril do próximo ano, quando as autoridades municipais serão orientadas sobre as medidas a serem adotadas.

De acordo com o Manual de LTA, disponível no portal da saúde, link http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual2_lta_2ed.pdf, as leishmaniose são consideradas um grande problema de saúde pública e representam um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica. De acordo Sirlei Thies, mestranda da UFMT e servidora do Estado, em Nova Mutum há mosquito e tem transmissão da doença. Mas ela tranqüiliza: “Com tratamento correto a leishmaniose pode ser curada. São feridas que não cicatrizam, não criam casca, e têm borda externa e o meio sempre úmido”, explica. Sirlei observa ainda que, quanto antes detectar e tratar a doença, melhor, porque ela ataca principalmente mãos, braços e rosto, que ficam mais expostos à picada do mosquito. “Como são feridas, mesmo tratadas e curadas, a cicatriz permanece”, reitera.

No Brasil, ainda segundo o Manual de Vigilância da Leishmaniose, as principais espécies transmissoras da LTA são: Lutzomyia flaviscutellata, L. whitmani, L. umbratilis, L. intermedia, L. wellcome e, L. migonei. E, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano.

Para a realização deste trabalho, a equipe montou um laboratório na sala de reuniões da Secretaria. No local, os mosquitos vivos são dissecados, para verificação de sua infecção natural e para o devido acondicionamento dos insetos. No trabalho de campo, os técnicos da Secretaria de Estado de Saúde, contam com o suporte da equipe da Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Rosamar Silva

Coleira ainda é a melhor forma de prevenção no Brasil

Cães: Portugal comercializa vacina contra leishmaniose
Ter, 24 de Maio de 2011 16:24
Portugal é o primeiro país a receber a vacina preventiva da leishmaniose canina, doença prolongada que pode ser fatal e que se pode transmitir aos humanos. A vacina é lançada esta terça-feira, no CCB, em Lisboa, avança a agência Lusa.
Febre, queda do pêlo (em especial à volta dos olhos), perda de peso, lesões cutâneas e problemas nas unhas são apenas alguns dos sintomas da leishmaniose canina, uma doença transmitida através de um mosquito que injeta o parasita nos animais. A doença não tem cura e é muitas vezes fatal para os animais.
Segundo a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Laurentina Pedro, a comercialização desta vacina é um passo “muito importante” na proteção da saúde pública: “Uma vacina contra uma doença tão grave (…)evita tratamentos dispendiosos, o sofrimento do animal, dos seus donos e o risco que estes correm de serem infetados”.
Segundo o laboratório que comercializa a vacina, esta foi desenvolvida pela empresa francesa Bio Veto Test (BVT), em conjunto com o Instituto de Pesquisa e o Desenvolvimento (IRD) e as equipas de investigação e desenvolvimento do grupo francês Virbac.
“Este projeto é baseado numa invenção patenteada da IRD relativa à cultura da leishmania, tendo o IRD concedido uma licença exclusiva à BVT para o mercado veterinário”, prossegue a empresa.
A vacina poderá ser administrada a partir dos seis meses de idade, sendo que o ciclo de vacinação completo consiste em três injeções, com intervalos de três semanas, e proporciona uma defesa interna prolongada contra os sintomas da infeção, segundo informação do laboratório que a comercializa.
A proteção implica ainda uma dose de reforço anual da vacina para manter a imunidade. Questionado pela agência Lusa quanto ao preço da vacina, o laboratório Virbac explicou que não pode, por lei, divulgar esta informação.
Esta comercialização foi possível porque o Comité para os Medicamentos Veterinários (CVMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu, a 13 de janeiro deste ano, um parecer positivo para a vacina.
A 14 de março, a Comissão Europeia confirmou este parecer ao atribuir ao laboratório Virbac a Autorização de Introdução no Mercado (AIM) europeu para esta vacina.
A vacina será lançada numa primeira fase na Europa do Sul, até ao final do primeiro semestre de 2011, uma implantação que “tem em consideração a prevalência geográfica da doença e o período necessário para a produção em maior escala da vacina”.

[Notícia sugerida por Ana Isa Fernandes, Olga Ribeiro e Rita Gago da Câmara]http://www.boasnoticias.pt/noticias_C%C3%A3es-Portugal-comercializa-vacina-contra-leishmaniose_6702.html

Brasil começa a testar vacina contra leishmaniose


O Brasil começa hoje (5) os ensaios clínicos da vacina contra a leishmaniose, doença que ataca os seres humanos e os animais por meio de parasitas que se alojam nas vísceras, como o fígado e o baço. Inicialmente, as vacinas serão aplicadas nas áreas endêmicas, mais concentradas na Região Nordeste, com l.810 notificações em 2006, de um total de 3.433 casos em todo o país.

O anúncio foi feito no Instituto Butatan, em São Paulo, pelo presidente da Fundação Butatan, Isaias Raw, e pelo pesquisador Steven Reed, do Infetology Disease Res, Institute (Irdi), sediado em Seattle, nos Estados Unidos, que está disponibilizado os lotes iniciais produzidos naquele país. Os ensaios serão realizados com a combinação de duas vacinas e outros adjuvantes, segundo nota divulgada pelo Instituto Butantan.
Esses trabalhos envolvem investimento de R$ 2 milhões em sistema de parcerias, que incluem, além do laboratório norte-americano, o Instituto Butatan, programa Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A expectativa é de vacinar 30 milhões de cães durante a campanha anual de vacinação contra a raiva. O Instituto Butatan pretende investir R$ 5 milhões na nova fábrica.
Segundo comunicado do Instituto Butatan, a vacina deverá ser submetida ao controle do Ministério da Agricultura, depois de respondida questões como: quantas doses do medicamento serão necessárias para imunizar cada cão, por quanto tempo a vacina será ativa e qual a forma mais econômica de produzi-la levando em conta o universo a receber as doses.
A doença é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das seis maiores endemias, infectando cerca de 2 milhões de pessoas no mundo todo.

AGÊNCIA BRASIL

Corumbá preocupada e com ações de Prevenção a Leishmaniose

01/06/2011 09:36

Dengue: Corumbá reduz risco para nível moderado

Diário Online/PP

Com 236 notificações, Corumbá é classificada pela Secretaria Estadual de Saúde, como cidade com risco moderado para o avanço da dengue. A definição consta no boletim divulgado pela Secretaria de Estado e leva em consideração as semanas epidemiológicas 1 a 20, o que significa – em linhas gerais – levantamento referente ao ano todo. A classificação Moderada é a segunda na escala que considera os seguintes níveis de risco: baixo; moderado; alto e muito alto.

Segundo a Secretaria, outras 37 cidades sul-mato-grossenses estão enquadradas na mesma classificação de Corumbá, entre elas, Dourados; Ponta Porã; Ladário e Aquidauana. Oito municípios se enquadram no que a Secretaria Estadual classifica como risco muito alto de avanço da dengue. São Gabriel do Oeste, com 1.058 notificações, e Paranaíba com 1.011 casos são duas destas cidades. São considerados de baixo risco Caracol; Deodápolis; Sete Quedas e outros cinco municípios. Estas três apresentam índice zero de notificações da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

A situação de Corumbá é bastante animadora. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade apresenta redução de 150% em relação ao mesmo período de 2010, quando, nesta época, estava com 1.573 casos. A queda se deve às ações contínuas de prevenção e combate à doença, iniciadas ainda em 2010, antes mesmo do início do verão, época propícia à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Este ano, o maior número de notificações foi registrado na 13ª semana, 28 casos, sendo o período com maior intensidade. Começou com 27 na 11ª, 26 na 12ª e 27 na 15ª semana epidemiológica. Na última semana, a 20ª, foram somente quatro casos notificados. A diminuição se deve também às ações desenvolvidas nos últimos dias, após a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), terceiro ciclo, realizado nos dias 02 e 03 de maio, que apontou uma incidência de 1,29%, abaixo dos dois primeiros do ano que registraram 1,9% em janeiro e 2,5% em março.

Ações simples

Entre as ações que a própria população pode fazer para garantir o combate e a prevenção da doença são sugeridos hábitos simples como: não deixar água acumulada sobre a laje; manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; manter a caixa d’água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito; manter bem tampados tonéis e barris d’água; encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta; lavar semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água; remover folhas e galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas; jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada; não jogar lixo em terrenos baldios e lavar principalmente por dentro, com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes.

Fique alerta aos sintomas da dengue, que são: febre alta; dor de cabeça; dor atrás dos olhos; dor no corpo e nas juntas; manchas vermelhas no corpo. Em caso de suspeita de dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o serviço de saúde mais próximo. Todo tratamento só deve ser feito sob orientação médica.

Leishmaniose

Por outro lado, a Secretaria de Saúde de Corumbá está desencadeando uma ação de prevenção e combate à leishmaniose na área urbana, com foco nas regiões do Guanã II, Kadwéu, Loteamento Pantanal e no bairro Aeroporto. O trabalho faz parte de uma estratégia para combater doença na cidade. Estão programadas coleta de amostras de sangue dos animais (cães), campanha de educação sanitária ambiental no combate à doença, além de captura de cães não domiciliados bem como e aqueles entregues pelos moradores. O trabalho será desenvolvido por equipes do Centro de Controle de Zoonoses, auxiliados por servidores da Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos; da Coordenação Municipal da Atenção Básica; além das unidades de saúde das áreas específicas.

Dias atrás, equipes da Secretaria de Saúde realizaram um trabalho de bloqueio e de educação sanitária ambiental na região do Universitário, onde ocorreu um caso de leishmaniose humana. Agora, os trabalhos serão mais abrangentes atingindo outras regiões da cidade. Em 2011, Corumbá já registrou oito casos da doença e os números preocupam.

Sul da Bahia registra 218 casos de leishmaniose em 2011

Medicina & Saúde

Edição por Rosa Araújo
Ter, 31 de Maio de 2011 14:15

Os municípios do sul da Bahia registraram 218 casos de leishmaniose tegumentar e visceral de 1º de janeiro a 17 de maio. Somente Itabuna, Una e Ibirapitanga somaram 85 notificações. A doença é causada pela picada de mosquitos comum na lavoura cacaueira, e causa ulcerações graves na pele (tegumentar) ou em órgãos internos (visceral), quando leva também o nome de calazar ou febre negra.

Segundo informações do jornal A Região, a situação de Una é a que mais preocupa as autoridades da área de saúde, pois nos últimos anos o município tem registrado um número alto de casos. Com 24.110 habitantes, a cidade registrou 38 notificações, sendo que, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), seis pessoas desistiram do tratamento.

Ainda de acordo com o jornal, o crescimento de casos de leishmaniose vem ocorrendo de forma assustadora também em Ibirapitanga. Os dados da Sesab revelam que em 2007 foram duas notificações da doença no município. No ano seguinte a quantidade de notificação se repetiu, mas saltou para 69 casos registrados em 2009. Já entre 1º de janeiro e o dia 17 deste mês já foram 33 ocorrências.

Em Itabuna houve queda no número de casos de 2007 para 2008, com o número de notificações passando de 20 para 18. Mas houve aumento em 2009, quando foram 26 notificações e no ano passado 36. Neste ano são 14 pacientes com leishmaniose tegumentar e um do tipo visceral.

Também houve ocorrências de leishmaniose tegumentar em Almadina (1), Arataca (2), Barro Preto (1), Buerarema (13), Canavieiras (5), Camacan (7), Coaraci (6), Firmino Alves (4), Ibirataia (5), Gandu (9), Ilhéus (18), Itororó (10), Itapitanga (1), Uruçuca (11), Itacaré (6), Itajuípe (4), Itapé (1), Santa Luzia (4), São José da Vitória (4), Pau Brasil (5), Ubatã (4) e Ubaitaba (12). Na Bahia foram registrados 1.306 casos da Leishmaniose Tegumentar e 222 notificações da leishmaniose visceral.

Fonte:bocaonews

Sul do País Campanha de posse responsável

24 de maio, 2011 às 12:47
Campanha está sensibilizando população sobre posse responsável de animais
Palestras estão sendo ministradas em todas as escolas e os resultados começam a aparecer.

Chapadão do Sul
Da Redação

Campanha está sensibilizando população sobre posse responsável de cães e gatos
A Campanha de posse responsável e adoção de cães e gatos lançada pela Secretaria Municipal de Saúde, em uma ação conjunta entre o Canil Municipal e a Vigilância Sanitária, está começando a mudar o destino de cães e gatos que eram abandonados nas ruas da cidade.

Palestras estão sendo ministradas em todas as escolas e os resultados começam a aparecer. O Coordenador da Vigilância Sanitária, Médico Veterinário Luiz Fernando da Silva Torres acredita que campanha está começando a alcançar os resultados propostos, que é sensibilizar e conscientizar toda população da importância de se cuidar com carinho e atenção dos animais de estimação.

O cronograma de palestras prossegue essa semana. Nesta quarta-feira (25) o coordenador da Vigilância Sanitária estará na Escola Estadual Augusto Krug Netto pela manhã, com início às 07h30 e à tarde com início às 13 horas. Na quinta-feira (26), as palestras serão ministradas na Escola CEPE também pela manhã e à tarde. O promotor de Justiça Rodrigo Yashida Brandão e a Secretária de Saúde, Dalva Gradin sempre acompanham as palestras.

Durante as palestras, são mostrados slides explicando aos alunos como cuidar corretamente do cão, a importância de mantê-lo sobre o domínio e nunca permitir o abandono dos animais nas ruas da cidade. São distribuídos folhetos da Campanha de Posse Responsável e Adoção, com instruções e orientações sobre a posse responsável de cães.

O foco da campanha, que terá ainda a realização de eventos de mobilização da sociedade, é diminuir o número de cães soltos nas ruas e assim evitar os maus tratos de animais e a proliferação de doenças como a leishmaniose visceral canina e a raiva. O sacrifício de cães, no Canil Municipal está proibido pelo Ministério Público Estadual. A solução para a retirada dos animais das ruas está na responsabilidade dos seus donos.

Esse é um grande dilema urbano, pois os animais soltos na rua, podem ser vítimas e causadores de acidentes, virem a agredir pessoas e se tornarem fontes de doenças para os seres humanos, como é o caso da RAIVA E LEISHMANIOSE, que são umas das mais graves.

Daí a importância da “ POSSE RESPONSÁVEL” que tem como definição- um conjunto de cuidados e atitudes que o proprietário deverá ter quando adquirir um animal de estimação como: cuidados com a alimentação, higiene, vacinação, vermifugação, lazer, assistência veterinária. O proprietário é responsável pela saúde e bem estar do animal, que é um direito garantido por Lei Federal nº 9605/98, Art. 32, que diz: abandonar, maltratar, envenenar animais, ter sua posse sem o mínimo de higiene e alimentação, é crime, com pena de detenção de 3 meses a 1 ano e mais multa.

Além da posse responsável, a campanha tem como foco também a adoção dos animais já abandonados, uma vez que o Canil Municipal não pode ser a principal solução do problema e se tornar um depósito de cães abandonados, com isso, deve haver uma maior conscientização da população, quanto aos seus deveres ao adquirir um animal de estimação.

“Bicho não é lixo. Cuide do seu cãozinho. Não abandone aquele que nunca vai abandonar você”, diz um dos slogan da campanha.

Criadores de cães de Cotia mostram-se preocupados com a leishmaniose visceral na região

Cerca de 20 criadores de cães de Cotia e região participaram da palestra ”Leishmaniose Visceral: como enfrentar esse desafio?”, com o Médico Veterinário, especialista na doença, Andrei Nascimento, no dia 19 de maio. O evento, promovido pela Intervet/Schering-Plough, em parceria com o Médico Veterinário Gilberto Mamoro Baba, teve o objetivo de informar sobre essa grave doença de saúde pública, por se tratar de uma zoonose de alta letalidade, e conscientizar sobre as formas de prevenção, como a utilização da coleira impregnada com deltametrina nos cães, princípio-ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Segundo Andrei Nascimento, os criadores mostraram-se preocupados e interessados no assunto, já que é uma doença que acomete a região. “Cotia e Embu já são consideradas áreas endêmicas para a leishmaniose visceral canina segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo. Como eles criam cães e vendem para todo o Brasil, precisam tomar atitudes para que os animais não sejam infectados”, esclarece o Médico Veterinário.
O palestrante acrescenta que ainda não há casos registrados em humanos, mas pesquisadores estimam que nas áreas endêmicas, para cada humano doente, existam 200 cães infectados. “Esse número mostra, mais uma vez, a importância da prevenção. Com os cães encoleirados, a probabilidade dos humanos se infectarem diminui consideravelmente”, ressalta.
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.
Sobre a Intervet/Schering-Plough Animal Health

A Intervet/Schering-Plough Animal Health, com sede em Boxmeer, Holanda, tem seu foco em pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos para a saúde animal. A empresa oferece aos clientes um dos portfólios mais amplos e inovadores em Saúde Animal, abrangendo produtos de apoio ao desempenho e prevenção, tratamento e controle de doenças em todas as principais espécies de animais na pecuária e animais de companhia. A Intervet/Schering-Plough Animal Health é uma unidade de negócios de propriedade integral da Merck & Co., Inc., com sede em Whitehouse Station NJ, USA. Para obter mais informações sobre a Intervet/Schering-Plough Animal Health acesse: www.intervet.com e www.merck.com

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