Últimas Notícias – Palestra sobre leishmaniose será realizada nesta quinta
Author Archives: Diga Não à Leishmaniose
Guarujá pode ter surto de leishmaniose.
SAÚDE DIZ QUE NÃO FOI NOTIFICADA
Moradores do Guarujá estão em uma situação de risco. De acordo com a comunidade, o bairro está passando por um possível surto de leishmaniose, já que diversos cachorros morreram recentemente com a doença e outros estão com suspeita.
Segundo eles, ao procurarem o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias, foram informados de que o órgão não possui estrutura para atender à demanda. O morador Paulo Antônio conta que nem o exame está sendo realizado.
“No Zoonoses eles afirmam que não têm estrutura suficiente para atender à demanda”, relata. Os cachorros de rua são a maior preocupação. “São cachorros doentes, com feridas aparentes, é um risco para a nossa saúde”, conta Ruth de Souza Rito. A prefeitura informou que o Serviço de Vigilância Epidemiológica da Saúde não recebeu notificação de casos no Guarujá neste ano.
Prudente tem mais dois casos de leishmaniose
Da Redação, às 16:17:00 de
12/08/2011http://www.portaldoruas.com.br/noticias/noticia/noticias.php?id=24418&titulo=prudente-tem-mais-dois-casos-de-leishmaniose
Mais dois casos importados de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) foram confirmados nesta sexta-feira (12), em Presidente Prudente. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os dois resultados positivos integram o último lote de 184 exames divulgados pelo Instituto Adolpho Lutz (IAL). Destes, 182 deram negativo.
Apesar das novas confirmações, o diretor Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o médico veterinário Célio Nereu Soares, informa que os dois cães contaminados, sendo um do Jardim Jequitibás e o outro da Vila Formosa, já foram sacrificados mediante autorização dos responsáveis.
Com os dois novos registros, Prudente registra agora 10 casos de leishmaniose, sendo cinco importados, isto é, animais vindos de outras cidades, e outros cinco autóctones, contraídos no próprio município. Até ontem (11), eram oito as confirmações, das quais cinco autóctones e três importadas. “Esses dois animais eram de um mesmo dono e vieram da cidade de Junqueirópolis [na Nova Alta Paulista]. Ao serem trazidos para Prudente, passaram a ficar em casas diferentes porque o proprietário acabou dando um eles”, conta.
Apesar dos registros já apontarem 10 casos somente neste ano, os números ainda não igualaram o total registrado ano passado. Em 2010, foram catalogados oito casos importados e seis autóctones.
Coleiras contra Leishmaniose são disponibilizadas na cidade
Mato Grosso do Sul, Sexta-Feira, 12 de Agosto de 2011 – 09:55
http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=197188
A Prefeitura Municipal de Brasilândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, distribui coleiras impregnadas de alfacipermetrina, que protegem animais (principalmente cães) contra a Leishmaniose Visceral. Poderão receber as coleiras, animais que não apresentam doenças com comprovação sorológica.
A distribuição do material teve início na última segunda-feira (8) pelos agentes de combate a endemias, no bairro João Paulo da Silva. Todas as coleiras foram adquiridas com recursos próprios da Administração Municipal de Brasilândia.
Os interessados em retirar a coleira devem ir ao Núcleo de Epidemiologia e Controle de Vetores, localizado na Alameda Arthur Hoffig, 855, no Centro (aos fundos da Farmácia Central) e solicitar o teste sorológico. Aqueles que já realizaram o exame em seu cão, também devem comparecer ao local para buscar o resultado e, caso não apresente sinais de infecção, o animal receberá a coleira protetora.
O Prefeito de Brasilândia, Dr. Antônio de Pádua Thiago, ressalta que a população deve colaborar na prevenção da doença no município. “Todos tem que fazer a sua parte para continuarmos sem nenhum caso de leishmaniose visceral em nossa cidade”, finaliza.
Brasilândia não registra casos de leishmaniose em 2011
Queridos, isto só comprova que prevenir e conscientizar a população é a mais sábia e responsável forma de diminuir os casos, no Caso deles, não houve mais nenhum. Parabéns a Prefeitura e Secretaria de Saúde pela responsável atitude.
Estou orgulhosa e vou divulgar isso!
Marli Pó
SAúDE – BRASILANDIA – – MS
Mato Grosso do Sul
Quinta-Feira, 11 de Agosto de 2011 – 17:26

Cães são os maiores transmissores da doença
Desde o início deste ano, Brasilândia não registra nenhum caso de Leishmaniose Visceral. Os dados são confirmados pela Administração Municipal de Brasilândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, através do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Vetores, que em conjunto com Núcleo Regional de Saúde, realizou ações de combate e controle da doença.
Foram realizados trabalhos de inspeção (mutirões de limpeza, retirada de criadouros de aves e suínos do perímetro urbano), palestras sobre educação e saúde e a capacitação de profissionais para atendimento de pacientes portadores da doença e um controle químico nas áreas de maior ocorrência dos casos em humanos. Outros cuidados foram tomados com os cães, como o levantamento da saúde dos animais, a retirada dos que estão contaminados e a colocação de coleiras impregnadas com alfacipermetrina nos não infectados.
O resultado foi a queda significativa de número de casos. De acordo com Ministério da Saúde, em 2007 foram registrados oito casos da doença em Brasilândia, em 2008, cinco casos, em 2009, apenas um caso e em 2010 também somente uma pessoa contraiu a doença. Até agora neste ano nenhum caso foi registrado.
O Prefeito de Brasilândia, Dr. Antônio de Pádua Thiago, parabeniza toda a população e os envolvidos no combate à doença e espera que continuem. “Peço para que todos continuem fazendo os exames em seus cães e utilizem as coleiras em seus animais, assim manteremos a leishmaniose longe de Brasilândia”, finaliza.
Estudos na Universidade de Melbourne
Universidade de Melbourne descobre vias metabólicas para combater leishmaniose
Doença causa uma série de infecções em seres humanos, desde problemas de pele até infecções em vários órgãos
Foto: University of Melbourne

Malcolm McConville, líder do estudo
Um novo estudo revelou como parasitas usam diferentes nutrientes necessários para o crescimento, proporcionando aos pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, o primeiro medicamento contra a Leishmania, parasita tropical que infecta 12 milhões de pessoas em todo o mundo e causa 500 mil mortes por ano.
A equipe liderada pelo professor Malcolm McConville, do Instituto Bio21 da Universidade de Melbourne, desenvolveu um novo método de análise que pode ser usado em muitos parasitas e bactérias infecciosas. A técnica revelou quais vias metabólicas são essenciais para a sobrevivência do parasita, que utiliza até átomos como fonte de alimento.
“Este é um avanço muito significativo neste campo, porque quanto mais soubermos sobre esses patógenos perigosos e como vivem, melhor poderemos combatê-los com novos medicamentos mais eficazes. Antiparasitários encontrados hoje em dia têm efeitos colaterais muito fortes por não terem como alvo as vias metabólicas do patógeno. Temos agora uma maior compreensão da Leishmania e podemos desenvolver drogas específicas com menos efeitos colaterais”, disse o professor McConville.
A equipe estudou o metabolismo do parasita, restringindo a alimentação a átomos de carbono (glicose do açúcar) e usando equipamentos de ponta, incluindo ressonância magnética nuclear (RMN). Os resultados revelaram as vias metabólicas essenciais para a sobrevivência da Leishmania. De acordo com os pesquisadores, medicamentos que levarem isso em conta poderão bloquear e matar o parasita.
Saúde realiza palestra sobre leishmaniose para médicos do HM
A Prefeitura de Valadares, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, promove nesta quarta-feira (10), a partir das 19 horas, no auditório da Policlínica Municipal, uma palestra sobre os “Aspectos clínicos da leishmaniose visceral e situação em Governador Valadares”, voltada para os médicos do Hospital Municipal.
O objetivo é atualizar os participantes sobre o diagnóstico precoce e tratamento correto da leishmaniose visceral, reduzindo, principalmente, o número de óbitos pela doença. A abordagem será feita pelo infectologista da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Frederico Figueiredo Amâncio.
Será apresentado um panorama sobre a doença e sua crescente evolução no município, uma situação que traz grande preocupação para a Secretaria Municipal de Saúde, visto que a leishmaniose é uma doença grave e que, se não tratada a tempo, pode ser fatal em 90% dos casos.
Cresce número de casos de Leishmaniose cutânea em Montes Claros
Publicado em 10/08/2011 – 17:23:56
http://in360.globo.com/mg/noticias.php?id=14331
Montes Claros registrou só este ano, cerca de 60 casos de leishmaniose e este número pode aumentar ainda mais.
Montes Claros registrou só este ano, cerca de 60 casos de leishmaniose cutânea e este número pode aumentar ainda mais. Segundo a Gerência Regional de saúde, em 2009, 32 pessoas tiveram a doença, em 2010, foram 76, aumento de 137%. Neste ano, 59 pessoas já tiveram leishmaniose cutânea.
o coordenador da epidemiologia da GRS, João Rezende, afirma que a dificuldade em combater a doença está na forma de transmissão que passa pelos chamados reservatórios, animais silvestres, que são picados pelo mosquito e daí faz a leishmaniose chegar ao ser humano. Leishmaniose cutânea é diferente da leishmaniose visceral, conhecida como Calazar, o diagnóstico e o tratamento também possuem características próprias.
A Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses vão promover de 22 a 27 de agosto em Montes Claros, a semana de prevenção à leishmaniose.
Acompanhe mais detalhe em nosso vídeo
Montes Claros – Prevenção a Leishmaniose

Lei de autoria do vereador Valcir Soares é cumprida
RUBENS SANTANA
A Lei Municipal nº4.219 do dia 22 de abril de 2010, que institui a Semana Municipal de Controle e Combate a Leishmaniose, de autoria do vereador Valcir Soares (PTB), aprovada por unanimidade pelos vereadores de Montes Claros e sancionada pelo Prefeito Luiz Tadeu Leite (PMDB), foi colocada em prática pela Prefeitura de Montes Claros, através do CCZ – Centro de Controle de Zoonoses. A semana vai ser realizada do dia 22 a 27 de agosto com campanhas educativas em diversos pontos da cidade.
Segundo o vereador Valcir Soares, no Art. 1º da lei consta que, fica instituída a Semana Municipal de Controle à Leishmaniose, que será celebrada anualmente na semana que incluir o dia 10 de agosto, com os seguintes objetivos: Estimular ações educativas e preventivas, promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose, apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil de prevenção e combate à leishmaniose e difundir os avanços técnicos relacionados à prevenção e ao combate à leishmaniose.
“Essa semana de prevenção à Leishmaniose é de suma importância para cidade por que especialistas de outros estados ficaram preocupados com o grande número de pessoas que foram contaminadas e, consequentemente com o grande número de cães que têm a doença. Criamos a lei com o objetivo de o município idealizar uma campanha para prevenir e conscientizar as pessoas do perigo da doença que ainda atormenta uma grande parte da população, principalmente aqui no Norte de Minas”, enfatiza Valcir.
Segundo Regiane Soares Braga, chefe do Setor de Educação em Saúde do CCZ, o evento é para chamar atenção da população para os perigos da doença, também conhecida como calazar, e mostrar as formas de prevenção. A doença afeta os cães e pode atingir os humanos. “Haverá uma extensa programação em torno da Semana, com envolvimento de toda a equipe do CCZ. O trabalho constará de blitze educativas e passeatas. Estandes serão montados em pontos estratégicos da cidade, contendo orientações à população sobre o assunto”, informou.
Programação:
FÁBIO MARÇAL
Dia 22/08, segunda-feira:
Abertura na Praça Doutor Carlos Versiane, às 8 horas.
Blitz educativa na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, em frente ao All Time, das 08:30 às 10 horas, com a equipe de servidores do CCZ e soldados do Exército.
23/08, terça-feira:
Blitz educativa no semáforo do Bairro Roxo Verde, das 07:30 às 10 horas.
Estande no Montes Claros Shopping Center funcionará das 14 às 22 horas.
24/08, quarta-feira:
Blitz educativa no semáforo da Ponte Preta, das 10 às 13 horas.
Estande no Restaurante Popular, das 9 às 14 horas.
25/08, quinta-feira:
Blitz educativa na Avenida Francisco Gaetane, Bairro Major Prates, das 07:30 às 10 horas.
26/08, sexta- feira:
Blitz educativa na Rua Dr. Santos, das 07:30 às 10 horas.
Estande no Shopping Popular, das 14 às 16 horas.
27/08, sábado:
Encerrando a semana de prevenção, passeata às 8 horas, no entorno da Praça Doutor Carlos Versiane, com estande funcionando até às 12 horas.
A Leishmaniose está se alastrando, apoie esta causa enquanto você não tem uma história para contar!
Uma ferida no braço foi o sinal de alerta para a corretora de imóveis Cristina Zanuto. Ao retornar para São Bernardo do Campo/SP, depois de uma viagem a Santa Izabel/SP, percebeu que estava com uma ferida que não parava de crescer, semelhante a uma espinha.
Foi então que consultou um dermatologista que não identificou o problema e receitou algumas pomadas. Após 30 dias sem resultados, Cristina procurou outro especialista que constatou, com a ajuda de um professor da USP, que ela havia contraído a Leishmaniose Cutânea. “Começei a recapitular minha rotina para saber como poderia ter contraído a doença e cheguei a conclusão de que só poderia ser em Santa Izabel, onde operários vindo do Norte estavam construindo uma ponte. Na época a doença era muito segmentada nas regiões Norte e Nordeste, provavelmente um deles tinha a doença e o mesmo mosquito que os picou, me atingiu também”, conta Cristina.
Com o diagnóstico, o município e São Bernardo do Campo forneceu medicamento para os 60 dias de tratamento, gratuitamente. “Foi uma doença muito silenciosa, que eu desconhecia. Fiquei horrorizada com a gravidade a que pode chegar e com a falta de conhecimento da população”.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 500.000 casos novos de Leishmaniose Visceral ocorram anualmente, sendo que, 90% deste número está dividido entre Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão
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Panorama da leishmaniose visceral no Brasil
Considerada uma doença de caráter eminentemente rural, a leishmaniose visceral vem se expandido para áreas urbanas tornando-se um crescente problema de saúde pública.
O Brasil registra 90% dos casos da doença na América Latina, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) e hoje a doença já se espalhou pelas cinco regiões do país. Dados do Ministério da Saúde mostram que de 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos humanos, com 1.771 mortes. Em 2009, a região Nordeste apresentava 47,5% dos casos, seguida pelas regiões Norte (19,2%), Sudeste (17,4%), Centro-Oeste (7,4%) e Sul (0,2%).
Grave, a leishmaniose visceral é uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, adinamia e anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.
Leishmaniose Cutânea e Mucocutânea
Há aproximadamente 20 espécies de Leishmania (um gênero de protozoários da ordem Trypanosomatida, que inclui o parasita causador da leishmaniose) que podem causar leishmanioses cutâneas. A forma mais comum é transmitida pelas picadas da mosca de areia, que causa uma infecção de pele.
Já o tipo mucocutânea é a mais temida porque produz lesões destrutivas, podendo desfigurar o rosto.
As feridas decorrentes da leishmaniose cutânea geralmente saram por si mesmas, sem tratamento. Porém, isso pode levar meses ou até anos, além de deixar cicatrizes feias. Fora que há o risco de alguns tipos de parasitas se espalharem da pele para o nariz e boca causando feridas nesses locais (leishmaniose mucosa). A melhor forma de prevenir a leishmaniose mucosa é tratar a infecção cutânea antes que ela se espalhe. Se não forem tratados, casos graves (avançados) de leishmaniose visceral podem causar a morte do paciente.
Por Érica Nacarato
Não Matarás – Dra. Maria Lucia Metello
Não matarás
ARCA Brasil entrevista Maria Lucia Metello, a veterinária que saiu em defesa do direito à vida de milhares de cães condenados em Campo Grande, MS
O Notícias da ARCA entrevistou com exclusividade Maria Lúcia Metello (*), a veterinária e advogada de Campo Grande (MS) que se destacou nacionalmente ao combater a eliminação de cães com suspeitas de Leishmaniose Visceral naquela cidade, onde dezenas de milhares de animais já foram exterminados.
De maneira veemente, Maria Lucia propõe a mobilização além de uma postura mais ativa da classe veterinária pelo direito ao tratamento – proibido pelo governo federal -, uma possibilidade concreta de cura aos animais infectados.
Dra. Maria Lucia, poderia dar um beve histórico sobre como a Leishmaniose Visceral se manifestou em Campo Grande e quais as reações desde então?
A Leishmaniose se manifestou pelo descaso em combater adequadamente a doença desde quando surgiu o primeiro foco no Brasil. O Poder Público chegou ao cúmulo de ameaçar multar em R$ 7.000,00 por animal aqueles que impedissem os agentes de saúde de adentrarem as residências para recolher os cães, saudáveis ou não, e levá-los para o extermínio, como se isso resolvesse o problema. De início, não houve qualquer esboço de reação, mas hoje a população percebe que os seus direitos de propriedade devem ser respeitados, assim como o seu direito à saúde, garantido pela Constituição Federal. Estamos seguros que não será com a matança indiscriminada de animais que isso será conseguido. Existem formas mais eficientes que precisam ser adotadas.
O que você tem a dizer sobre a Portaria Interministerial Nº 1.429/2008 que proíbe o tratamento da Leishmaniose Visceral?
Esta portaria é nada mais, nada menos, que o reflexo da arrogante e retrógrada política pública adotada pelo país, que não tem mostrado preocupar-se com a legislação, com a ética e com a moral. O tratamento adequado, ministrado por médico veterinário, é um recurso que a ciência nos oferece e terá de ser permitido.
Você tem algo a comentar sobre os medicamentos da linha humana utilizado no tratamento contra a Leishmaniose?
O princípio ativo de todo e qualquer medicamento de uso humano tem a mesma composição e finalidade da linha veterinária. No Brasil, muitos medicamentos existem apenas na linha humana por uma simples questão de interesse comercial. Ou seja, é bem mais barato fabricar um genérico do que comercializar o mesmo remédio na linha veterinária, já que seria um segundo processo. De uma maneira geral, o uso [de remédios] da linha humana para os animais tem sido feito sem quaisquer problemas. O profissional precisa tomar cuidado com alguns medicamentos que não podem ser ministrados por restrições em algumas espécies, mas proibir a utilização de medicamentos da linha humana e não fabricá-los para os animais e/ou não permitir seu registro no país é, no mínimo, tendencioso. Além disso, o medicamento que combate a leishmaniose, humana e animal, não tem quaisquer restrições.
Como têm sido as pressões diretas e indiretas do governo local?
Existe uma tentativa obstinada para convencer a população a matar o cão em vez de cumprir a prerrogativa de preservar a saúde pública, através de campanhas educativas para conscientizar a sociedade a se prevenir dessa zoonose, que tem ceifado inúmeras vidas humanas e dizimado a espécie canina em nossa cidade.
Ao seu ver, como devem ser as posturas dos órgãos da classe veterinária em torno da Leishmaniose?
Deveriam ser mais vigilantes, adotando uma postura de mais ação. O que adianta o profissional pagar uma entidade que, no final, não defende os seus direitos? E o mais elementar direito do médico veterinário é o de usar os recursos da ciência para assegurar a saúde dos animais. De repente, uma portaria, tecnicamente discutível, quer impedir o exercício pleno desse direito e as entidades que representam a classe se omitem ou reagem de forma frágil. Entretanto, há que se louvar a ANCLIVEPA por ensejar a Instauração de procedimento administrativo pelo Ministério Público Federal – Procuradoria da República em Minas Gerais, objetivando a coleta de elementos para apurar a ilegalidade da Portaria Interministerial n. 1.426, de 11 de julho de 2008, recomendando a sua revogação. No Mato Grosso do Sul, a ong Abrigo dos Bichos ingressa agora com uma Ação Cautelar questionando a legalidade e a constitucionalidade da portaria.
Você confirma a informação de que a população de cães da sua cidade foi reduzida para 50% devido às mortes causadas pela Leishmaniose?
A população canina de minha cidade já estava reduzida em 50% há dois anos. Hoje, nem sabemos mais quantos cães existem, de fato, pois, apesar das decisões judiciais do TJMS e do STJ, referentes à eutanásia de animais comprovadamente infectados pela leishmaniose, a população tem sido impelida a entregar os seus animais para serem eliminados, sob fortes argumentos coercitivos e de grande apelo emocional. De fato, em Campo Grande, os veterinários precisaram sentir a diminuição do caixa no final do mês para começar a tomar alguma atitude mais prática em relação à doença.
(*) Confira!
A Dra Maria Lucia Metello é uma das lideranças nacionais que se reuniram em torno do Seminário Veterinário Solidário, organizado pela ARCA Brasil, no dia 17 de Setembro de 2008.
Falta de informações dificulta doações
09/08/2011
No Banco de Sangue em Cacoal os doadores fidelizados tem mantido o estoque de sangue em dia. Apesar disso um novo público poderia também começar a doar sangue. A partir de uma resolução do Ministério da Saúde que entrou em vigor há alguns meses é permitido que menores de idade e idosos doem sangue. Mas no município a procura ainda é pequena, tendo em vista a falta de informações sobre as regras para a doação. O médico responsável pelo banco de sangue, Arthur Freire, explicou que para os menores doarem sangue, por exemplo, é preciso autorização dos pais ou responsáveis através de procuração lavrada em cartório. Já no caso de idosos, para a primeira doação a idade máxima é de 60 anos. Quanto a doadores já fidelizados o limite máximo para doação é até os 68 anos.
Segundo o médico há muita procura por informação, porém poucos doadores interessados em se tornarem fidelizados. Mesmo assim o estoque do Banco de Sangue está em dia, e oito mil doadores doam sangue regularmente. Para se ter uma ideia desde o dia primeiro foram feitas 85 coletas, sendo de 61 doadores fidelizados, 13 esporádicos e nove novos doadores. O número é satisfatório, conforme o médico, porém a demanda deve aumentar com o pleno funcionamento do Hospital Regional e a possibilidade do início dos trabalhos em Quimioterapia no Hospital São Daniel Comboni, ainda este ano. Com isso a demanda que é de pouco mais de 400 bolsas de sangue por mês pode chegar até a 700 bolsas/mês. Uma das alternativas para manter o Banco de Sangue abastecido são as coletas externas. Uma será realizada na próxima semana na Universidade Federal de Rondônia, campus de Cacoal, possivelmente depois do dia 17.
CONDIÇÕES
Para doar sangue é preciso estar em boas condições de Saúde, ter mais de 50 kg, e não ser portador de doenças como Hepatite, HIV, Leishmaniose, entre outras. Há alguns impedimentos temporários para a doação como: uso de antibióticos e antihipertensivos (no caso de pessoas hipertensas), gripe ou doenças que diminuam a imunidade, pessoas que tenham feito tatuagem devem aguardar até seis meses para a doação, entre outros.
A empresária Ilse Silva, de 56 anos, procurou o Banco de Sangue para ter informações sobre a doação. Com um parente hospitalizado ela começou a se interessar em ser uma doadora. “Eu gostaria de me tornar uma doadora de sangue, nunca procurei por falta de interesse mesmo, mas acho importante doar e gostaria de fazer os exames necessários para me tornar uma doadora”, disse.
Regulamento muda faixa etária para doar sangue
Quem tem 16 e 17 anos e idosos até 68 agora também podem doar sangue, segundo novo regulamento técnico do Ministério da Saúde. Com as medidas, a previsão é que aproximadamente 14 milhões de brasileiros sejam incentivados a serem doadores. A portaria 1.353, que estabelece novos critérios para a doação de sangue no Brasil, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 14/06. A Portaria 1.353 determina, ainda, que a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para a seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria. Ou seja, não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia.
CUIDADOS PARA EVITAR A LEISHMANIOSE
Cada vez mais regiões estão enfrentando problemas com a disseminação da Leishmaniose, uma doença causada pelo protozoário Leishmania sp., que pode ser fatal para cães e é chamada de Zoonose, pois pode ser transmitida para os humanos e também levá-los à morte.
Há muita discussão ainda em torno de qual a melhor forma de se evitar a disseminação da doença. A grande maioria das cidades onde esta é uma doença endêmica utilizam-se do sacrifício, muitas vezes indiscriminado de cães, como forma de diminuir a disseminação.
O tratamento ainda é um pouco controverso e, ainda há muito o que se discutir, por isso muitos veterinários não o utilizam e ainda não há, neste momento, um protocolo considerado completamente eficaz, por isso o melhor mesmo é a prevenção.
Apesar da gravidade desta zoonose, muitos proprietários parecem estar alheios às formas de prevenção.
Por isso, como médico veterinário, é meu dever ajudar a proliferar estas informações.
O primeiro passo para evitar que seu animal seja contaminado com este parasita e que desenvolva a doença é a utilização, nos cães, de repelentes contra o mosquito transmissor. Podem ser usadas coleiras como a Scalibor, soluções tópicas como Frontline, Pulvex, Promeris entre outros. Utiliza-se também citronela como forma de combater a picada do mosquito.
Surgiram também no mercado vacinas que também, aparentemente, são novas formas de combate à doença. Digo aparentemente, pois como são muito recentes as vacinas e os estudos relacionados à elas, não dá para se afirmar com certeza a sua proteção. Entretanto, deve-se ressaltar que nenhuma vacina e, isso inclui as vacinas humanas, dão garantia de 100% de proteção contra quaisquer doenças.
Devo salientar também, que nada adianta utilizar repelentes e vacinas se não houver conscientização das pessoas de não deixar acumular matéria orgânica em decomposição que servem de criadouros para o mosquito. Limpar os quintais e destinar corretamente os lixos orgânicos são essenciais nesta batalha.
Infelizmente, muitos municípios têm Secretários de Saúde médicos, mas que não parecem ter a devida consciência – ou competência para saber – das melhores ações para combater a doença.
Unindo proteção ao animal e cuidado com o ambiente, grande parte dos casos e consequentes, sacrifícios animais, além das perdas vidas humanas, poderiam ser evitadas.
fonte portal veterinário
Video Jornal Anhanguera Explicativo sobre a Leishmaniose em Goiânia
A gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO), Flúvia Amorim, responde a perguntas dos espectadores sobre leishmaniose no Jornal Anhanguera 1ª Edição, deste sábado (30).
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008 Proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não reg
Publicada no Diário Oficial da União n°133, em 14/07/2008
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE E O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribuições que lhes confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e Considerando o Decreto-Lei Nº 51.838, de 14 de março de 1963, que dispõe sobre as normas técnicas especiais para o combate as leishmanioses no País;
Considerando o Decreto-Lei Nº 467, de 13 de fevereiro de 1969, que dispõe sobre a fiscalização de produtos de uso veterinário, dos estabelecimentos que os fabricam e dá outras providências.
Considerando o Decreto Nº 5.053, de 22 de abril de 2004, que aprova o regulamento de fiscalização de produtos de uso veterinário e dos estabelecimentos que os fabriquem ou comerciem, e dá outras providências;
Considerando a Lei Nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que dispõe sobre infrações à legislação sanitária federal, estabelecendo as sanções;
Considerando a Lei Nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre as ações de vigilância epidemiológica;
Considerando a Resolução Nº 722, de 16 de agosto de 2002, que aprova o Código de Ética do Médico Veterinário e que revogou a Resolução Nº 322, de 15 de janeiro de 1981;
Considerando o Informe Final da Consulta de expertos, Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Leishmaniose Visceral em Las Américas, de 23 a 25 de novembro de 2005;
Considerando o Relatório Final do Fórum de Leishmaniose Visceral Canina, de 9 a 10 de agosto de 2007;
Considerando as normas do “Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral” do Ministério da Saúde;
Considerando que não há, até o momento, nenhum fármaco ou esquema terapêutico que garanta a eficácia do tratamento canino, bem como a redução do risco de transmissão;
Considerando a existência de risco de cães em tratamento manterem-se como reservatórios e fonte de infecção para o vetor e que não há evidências científicas da redução ou interrupção da transmissão;
Considerando a existência de risco de indução a seleção de cepas resistentes aos medicamentos disponíveis para o tratamento das leishmanioses em seres humanos; e
Considerando que não existem medidas de eficácia comprovada que garantam a não-infectividade do cão em tratamento, resolvem:
Art. 1º Proibir, em todo o território nacional, o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Art. 2º Definir, para efeitos desta Portaria, os seguintes termos:
I – risco à saúde humana: probabilidade de um indivíduo vir a desenvolver um evento deletério de saúde (doença, morte ou seqüelas), em um determinado período de tempo;
II – caso canino confirmado de leishmaniose visceral por critério laboratorial: cão com manifestações clínicas compatíveis com leishmaniose visceral e que apresente teste sorológico reagente ou exame parasitológico positivo;
III – caso canino confirmado de leishmaniose visceral por critério clínico-epidemiológico: todo cão proveniente de áreas endêmicas ou onde esteja ocorrendo surto e que apresente quadro clínico compatível de leishmaniose visceral, sem a confirmação do diagnóstico laboratorial;
IV – cão infectado: todo cão assintomático com sorologia reagente ou parasitológico positivo em município com transmissão confirmada, ou procedente de área endêmica. Em áreas sem transmissão de leishmaniose visceral é necessária a confirmação parasitológica; e
V – reservatório canino: animal com exame laboratorial parasitológico positivo ou sorologia reagente, independentemente de apresentar ou não quadro clínico aparente.
Art. 3º Para a obtenção do registro, no MAPA, de produto de uso veterinário para tratamento de leishmaniose visceral canina, o interessado deverá observar, além dos previstos na legislação vigente, os seguintes requisitos:
I – realização de ensaios clínicos controlados, após a autorização do MAPA; e
II – aprovação do relatório de conclusão dos ensaios clínicos mediante nota técnica conjunta elaborada pelo MAPA e o Ministério da Saúde (MS).
§ 1º O pedido de autorização para realização de ensaios clínicos controlados deve estar acompanhado do seu Protocolo.
§ 2º Os ensaios clínicos controlados devem utilizar, preferencialmente, drogas não destinadas ao tratamento de seres humanos.
§ 3º A autorização do MAPA vincula-se à nota técnica conjunta elaborada pelo MAPA e o MS.
Art. 4º A importação de matérias-primas para pesquisa, desenvolvimento ou fabricação de medicamentos para tratamento de leishmaniose visceral canina deverá ser solicitada previamente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, devendo a mesma estar acompanhada do protocolo de estudo e respectivas notas do artigo anterior.
Art. 5º Ao infrator das disposições desta Portaria aplica-se:
I – quando for médico veterinário, as infrações e penalidades do Código de Ética Profissional do Médico Veterinário;
II – o art. 268 do Código Penal; e
III – as infrações e penalidades previstas na Lei Nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, e no Decreto-Lei Nº 467, de 13 de fevereiro de 1969.
Art. 6º O MS e o MAPA deverão adotar as medidas necessárias ao cumprimento efetivo do disposto nesta Portaria.
Art. 7º As omissões e dúvidas por parte dos agentes públicos cujas funções estejam direta ou indiretamente relacionadas às ações de controle da leishmaniose visceral, na aplicação do disposto nesta Portaria serão apreciadas e dirimidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) e pela Secretaria de Defesa Agropecuária
(SDA/ MAPA).
Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO
Ministro de Estado da Saúde
REINHOLD STEPHANES
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Emiliano Alves dos Santos Junior
Fiscal Federal Agropecuário
Serviço de Acompanhamento e Avaliação
Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários
Secretaria de Defesa Agropecuária
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Mais uma informação atualizada sobre a Leishmaniose (calazar)
Sempre recebo informações totalmente confiáveis com novidades sobre leishmaniose de protetores de animais e veterinários de todo o Brasil e de Portugal. Em 2009 recebi um e-mail com a palestra do Dr. Leonardo Maciel em Belo Horizonte enviado por Virgínia Abreu (protetora de animais no interior de Minas Gerais). Mas, esta palestra também está na internet.
Recebi este ano o convite do seminário que aconteceu em São José do Rio Preto sobre a leishmaniose visceral no mês de abril, encaminhado pela Leyla Orilio,protetora de animais em Curitiba. A matéria divulgada no jornal local de São José do Rio Preto/SP sobre este seminário foi enviada pela Ione Torquato (protetora de animais em Belo Horizonte, que também encaminhou para mim a carta da Anclivepa sobre o resultado do encontro nacional que aconteceu em 2010.
Por último recebi um e-mail da Dra. Sônia Farias (veterinária daqui de Fortaleza/CE, Av. Humberto Monte 2555), falando sobre o novo kit da vacina leishmune. Com o novo kit os animais vacinados NÃO FICAM MAIS POSITIVO. A palestra do Dr. Leonardo Maciel de Andrade em Belo Horizonte foi em 2009 e na época a vacina utilizada deixava os animais positivos. Atualmente, eles não ficam positivos quando vacinados com o novo kit.
Também recebi muitas informações dos protetores de animais de Portugal. Todos eles confirmam que lá ninguém mata cães com a doença, todos os animais são tratados e ficam sendo medicados por toda vida. Uma protetora de lá, em um dos seus e-mails contou que tem 16 cães e que um deles teve a Leishmaniose. Ela tratou o cachorrinho e disse que continuará sendo medicado. Nenhum dos outros cães pegou a doença e nem as pessoas da casa.
Agradeço a todos pelas informações enviadas e a Dra. Sônia por mais esta importante informação. Informações de estudos e descobertas recentes sobre o tema sempre serão bem vindos.
Quaisquer novidades encaminharei para todos.
Por : Clara de Abreu Magalhães
Fortaleza/Ceará
COMPROVADO CIENTIFICAMENTE:
Cães tratados e com todos os cuidados necessários do proprietário ele DEFINITIVAMENTE não é um RESERVATÓRIO…..O BRASIL É ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE A EUTANÁSIA É OBRIGATÓRIA NO CASO DE CÃES COM LEISHMANIOSE POSITIVA.
Segue em anexo o jornal com a matéria do seminário realizado este ano sobre Leishmaniose, em São José do Rio Preto/SP. Na quarta coluna, que fica do lado direito da foto de três pessoas, diz textualmente que é importante lembrar que assim como o cachorro, o humano que possui leishmaniose também não sara e consequentemente ele passa a ser transmissor assim como o cão… Também foi afirmado neste seminário que os testes realizados nos cães para saber se estão com calazar é condenado pela Organização Mundial da Saúde e pela Europa, porque são extremamente falhos e muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar (são os chamados falsos positivos, porque o resultado acusa positivo sem o animal estar com calazar). Confira toda a matéria em anexo na informação Seminário- Mitos e Verdades.
E veja a seguir a conclusão final da palestra do Dr. Leonardo realizada em 2009. A palestra foi apresentada, com riqueza de detalhes e fotos, todos os sintomas da doença nos animais e nas pessoas, meio de transmissão e tratamento. Por último, a carta da ANCLIVEPA BRASIL: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS e um resumo com importantes informações.
A Palestra do Dr. Leonardo foi em 2009, mas em 2010 o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV que realizou encontro técnico-científico sobre a questão da LVC no Brasil, no qual participaram médicos veterinários especializados nas áreas de saúde pública, epidemiologia, clinica médica, além de diretores do CFMV, ANCLIVEPA BRASIL, MAPA, Ministério da Saúde, OPAS e dos CRMVs, só confirma o que o Dr. Leonardo disse na palestra em 2009. Também o seminário que aconteceu em São José do Rio Preto/ SP (em anexo) este ano, também confirma o que foi dito pelo Dr. Leonardo. Por favor, confiram tudo, pois neste e-mail constam importantes informações sobre o calazar , além de bastante atualizadas.
Conclusão:
O que afirmou Dr. Leonardo Maciel de Andrade (Veterinário),numa palestra realizada em Belo Horizonte em 2009
Palestra em Belo Horizonte 09.06.2009
Com Dr. Leonardo Maciel Andrade
Tema: LEISHMANIOSE
Cães infectados na capital (Belo Horizonte – MG): Em torno de 80% da população canina estão POSITIVOS.
Dos 80% positivos 50% não sabem que estão infectados, 40% são eutanasiados e 10% são tratados. Dos cães infectados apenas os cães tratados é que não são reservatórios.
Humanos infectados na capital: Acreditam que mais de 50% da população já estejam infectados e dos 50%, apenas 10% manifesta a doença e todos são reservatório da doença.
Vacinas: LEISHMUNE, descoberta em 1981 para outros fins pela Dra Clarisa Palatrik de Sousa da UFRG…. Com uma eficácia até o 2º ano de aplicação de 98,7%, depois do 2º ano 97,2% e totalizando tem uma eficácia de no mínimo 92% de eficácia…. O cão fica positivo nos exames mas não é portador e muito menos é reservatório da doença, são apenas anti-corpos que o deixa positivo…..LEISH-TEC, tem as mesmas eficácias da Leishmune e com o mesmo percentualCombate segundo a secretária da Saúde:-Remoção canina: A eutanásia….. Mas por unanimidade num congresso nacional, essa é a pior solução, pois os humanos tbm são reservatórios da doença e existem a superpopulação de cães e o descontrole de natalidade.
-Drogas: Tratamento para todos os cães doentes-Vacinas: Vacinar todos os cães e aprovação imediata da vacina humana-Eliminar o Vetor: Pela secretaria de saúde este item está em último lugar, mas segundo os estudos é o mais eficiente, mais barato e o que realmente vai resolver o problema…. Pois o simples fato de conscientizar a população de limpar, borrifar suas casas e ainda plantar algumas citronelas e alguns procedimentos simples resolverá o problema….
COMPROVADO CIENTIFICAMENTE:
Cães tratados e com todos os cuidados necessários do proprietário ele DEFINITIVAMENTE não é um RESERVATÓRIO…..O BRASIL É ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE A EUTANÁSIA É OBRIGATÓRIA NO CASO DE CÃES COM LEISHMANIOSE POSITIVA.
As pesquisas andam lentamente e muitas drogas estão para ser aprovadas e para os seres humanos só existem 4 drogas no mundo que não anotei seus nomes, mas existem testes de outras que podem demorar anos ou décadas para liberação das mesmas.
Temos a DENGUE e muitas outras doenças que estão a frente da LEISHMANIOSE segundo a secretaria da saúde para investimento em tratamentos, prevenção e cura e a LEISH está em 6º lugar na lista e se o governo não tem dinheiro para tratar da DENGUE e combatê-la que está em primeiro lugar da lista, quem dirá o 6º lugar….Então cabe a nós fazermos um serviço de FORMIGUINHAS e de boca em boca, bater de porta em porta e conscientizar os nossos vizinhos e pedir os nossos vizinhos para conscientizar seus vizinhos e parentes e assim vamos espalhando….
O mosquito “saudável” pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença… e óbvio que pode ser o contrário… O mosquito “saudável” pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença…TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR
Sacrificar os cães DEFINITIVAMENTE não é a solução, pois o VETOR,vai continuar fazendo vítimas, uma vez que os outros animais (cavalos, homens, hamster, raposas, etc) tbm são reservatório da doença….O que vamos fazer então matar a todos contaminados, inclusive os homens e deixar o planeta para o vetor???Isso é absurdamente sem lógica….TEMOS QUE IR DIRETAMENTE NO VETOR E PROCEDIMENTO SIMPLES, MAS EM MASSA PARA O COMBATE A ESSE MOSQUITO E TRATAR DOS DOENTES (ANIMAIS RACIONAIS OU IRRACIONAIS INFECTADOS)….. UMA VEZ QUE ESSA DOENÇA NÃO É TRANSMITIDA DE PESSOA PARA PESSOA OU DE ANIMAL PARA ANIMAL, SOMENTE PELOMOSQUITO …
ANCLIVEPA BRASIL: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS
Dr. Paulo Castilho
Presidente
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS
ANCLIVEPA BRASIL
presidente@anclivepabrasil.com.br
CARTA DA ANCLIVEPA BRASIL
A ANCLIVEPA BRASIL divulga aos seus associados sua análise e posicionamento referente à questão da Leishmaniose Visceral Canina – LVC, em nosso país. Durante o ano de 2010 o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV realizou encontro técnico-científico sobre a questão da LVC no Brasil, no qual participaram médicos veterinários especializados nas áreas de saúde pública, epidemiologia, clinica médica, além de diretores do CFMV, ANCLIVEPA BRASIL, MAPA, Ministério da Saúde, OPAS e dos CRMVs. Desse encontro, o SISTEMA CFMV/CRMVs divulgou CARTA que situou a realidade da LVC NO BRASIL. De forma idêntica, o CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO MATO GROSSO DO SUL (CRMV-MS), promoveu o Iº SIMPÓSIO SUL-MATO-GROSSENSE DE LEISHMANIOSE, com objetivos de informar, atualizar, discutir e orientar médicos veterinários, médicos, advogados, juízes, promotores e delegados sobre os aspectos técnico-científicos e jurídicos da Leishmaniose que foram divulgadas conclusões para toda a classe médica veterinária e a sociedade em geral. Além disso, as ANCLIVEPAs REGIONAIS promoveram por todo país SIMPÓSIOS sobre o tema, procurando informar e discutir o problema.
Está claro que a LEISHMANIOSE VISCERAL é doença grave, que leva ao óbito animais e humanos, sendo considerada pela OMS endemia prioritária em ações de controle nos 88 países em que está presente. A população brasileira demonstra crescente interesse no conhecimento dessa doença e, sem dúvida, está a cada dia conhecendo mais, não somente sobre a doença, mas também sobre as ações de controle preconizadas pelos agentes de saúde pública do Brasil.
Dessa maneira, a ANCLIVEPA BRASIL pontua os seguintes aspectos:
1 – Reconhece o importante papel dos CONSELHOS DE MEDICINA VETERINÁRIA no esclarecimento à sociedade em relação à LEISHMANIOSE VISCERAL.
2 – Parabeniza o CFMV e os CRMVs que promoveram eventos relativos a discussão do assunto, bem como suas imparciais conclusões, que apontaram falhas cruciais para se alcançar o controle da doença no Brasil
3 – Conclama que demais Entidades e Conselhos da Medicina Veterinária do país realizem, em 2011, espelhados nos exemplos dos CFMV e CRMV-MS, encontros voltados para o tema. Esses encontros permitem vislumbrar os equívocos existentes na orientação pública em relação ao controle da Leishmaniose Visceral no Brasil
4 – Divulga que a revisão sistemática da OPAS em janeiro de 2010, concluiu que as ações de controle adotadas no Brasil, não demonstram eficácia. Além disso, essa mesma revisão indica que o controle do vetor seria melhor estratégia do que a polêmica eliminação canina.
5 – Informa que outros reservatórios urbanos foram identificados, fragilizando ainda mais a eliminação canina praticada pelo serviço público.
6 – Reitera que os métodos diagnósticos atuais para a Leishmaniose Visceral Canina, mantém-se frágeis e levam à morte milhares de cães com resultados falso positivos.
7 – Enfatiza a necessidade de medidas de proteção dos cães contra os vetores, distribuindo colares inseticidas ou inseticidas tópicos em animais nas regiões afetadas e a realização de vacinação contra LVC em regiões endêmicas.
8 – Defende o tratamento de cães afetados, amparada nas evidencias cientificas de que a eliminação desses cães não diminuiu o risco de contaminação humana, além do fato de que os cães tratados mantém-se saudáveis, sem capacidade infectante e constantemente protegidos da aproximação do vetor. Essa conduta encontra respaldo não só em publicações científicas mas também em documentos oficiais da OPAS e OMS.
Baseados nesses pontos a ANCLIVEPA BRASIL declara que:
1 – Discorda da proibição do tratamento canina, imposta pela portaria interministerial 1.426/2008, que vem sendo mantida em detrimento de todas as evidencias de sua ineficácia e inexeqüibilidade.
2 – Defende a opção do tratamento de cães assintomáticos com a autorização e responsabilidade legal do proprietário.
3 – Defende campanhas públicas de educação em controle do vetor, desfocadas da eliminação de cães. Para isso, será necessário investimento em contratação de mão de obra permanente e treinamento para que as visitas de controle não se limitem à identificação de animais sororeagentes com o objetivo de sua eliminação. Essas visitas devem dar orientações preventivas para o controle da transmissão vetorial.
4 – Exige aplicação das verbas publicas em medidas éticas que busquem diagnósticos corretos, controle do vetor através de campanhas de aplicação de inseticidas centrados nos cães.
5 – Não concorda com diagnósticos imprecisos que resultem em eliminação dos animais. Defende exames seguros e repetidos conforme acompanhamento médico dos animais.
6 – Defende e busca o diálogo com os agentes públicos.
Esses são os pontos defendidos pela ANCLIVEPA BRASIL que têm sido apresentados pelo país.
A ANCLIVEPA BRASIL prioriza a saúde da família. A ANCLIVEPA BRASIL promove seus debates com o intuito de esclarecer que o cuidado com a vida dos animais é ação de saúde pública. A ANCLIVEPA BRASIL promove discussões objetivando manter os médicos veterinários atualizados sobre o assunto.
A ANCLIVEPA BRASIL reitera que o combate da LVC desse ser centrado no controle do vetor.
Reunião de Diretoria da ANCLIVEPA BRASIL.
Salvador, 31 de janeiro de 2011
Paulo Carvalho de Castilho
Presidente ANCLIVEPA BRASIL
DESTAQUE:
A ANCLIVEPA BRASIL reitera que o combate da LVC desse ser centrado no controle do vetor.
4 – Divulga que a revisão sistemática da OPAS em janeiro de 2010, concluiu que as ações de controle adotadas no Brasil, não demonstram eficácia. Além disso, essa mesma revisão indica que o controle do vetor seria melhor estratégia do que a polêmica eliminação canina.
5 – Informa que outros reservatórios urbanos foram identificados, fragilizando ainda mais a eliminação canina praticada pelo serviço público.
6 – Reitera que os métodos diagnósticos atuais para a Leishmaniose Visceral Canina, mantém-se frágeis e levam à morte milhares de cães com resultados falso positivos.
7 – Enfatiza a necessidade de medidas de proteção dos cães contra os vetores, distribuindo colares inseticidas ou inseticidas tópicos em animais nas regiões afetadas e a realização de vacinação contra LVC em regiões endêmicas.
8 – Defende o tratamento de cães afetados, amparada nas evidencias cientificas de que a eliminação desses cães não diminuiu o risco de contaminação humana, além do fato de que os cães tratados mantém-se saudáveis, sem capacidade infectante e constantemente protegidos da aproximação do vetor. Essa conduta encontra respaldo não só em publicações científicas mas também em documentos oficiais da OPAS e OMS.
Baseados nesses pontos a ANCLIVEPA BRASIL declara que:
1 – Discorda da proibição do tratamento canina, imposta pela portaria interministerial 1.426/2008, que vem sendo mantida em detrimento de todas as evidencias de sua ineficácia e inexeqüibilidade.
2 – Defende a opção do tratamento de cães assintomáticos com a autorização e responsabilidade legal do proprietário.
3 – Defende campanhas públicas de educação em controle do vetor, desfocadas da eliminação de cães. Para isso, será necessário investimento em contratação de mão de obra permanente e treinamento para que as visitas de controle não se limitem à identificação de animais sororeagentes com o objetivo de sua eliminação. Essas visitas devem dar orientações preventivas para o controle da transmissão vetorial.
4 – Exige aplicação das verbas publicas em medidas éticas que busquem diagnósticos corretos, controle do vetor através de campanhas de aplicação de inseticidas centrados nos cães.
5 – Não concorda com diagnósticos imprecisos que resultem em eliminação dos animais. Defende exames seguros e repetidos conforme acompanhamento médico dos animais.
6 – Defende e busca o diálogo com os agentes públicos.
Esses são os pontos defendidos pela ANCLIVEPA BRASIL que têm sido apresentados pelo país.
CALAZAR, CUIDADO COM O RESULTADO DOS EXAMES
Todos os métodos de exame para saber se o animal está com calazar, sem exceção, são falhos. Tudo pode interferir no resultado. Se o animal estiver com anemia o exame poderá dar positivo mesmo o animal não estando com calazar. Se o animal estiver com um simples verme também poderá interferir no exame dando positivo mesmo o animal não estando com calazar, e assim qualquer doença, qualquer mazela pode interferir no resultado. E muitas vezes o animal não tem doença nenhuma e o resultado do exame dá errado. Sempre converso com veterinários sobre o assunto e eles afirmam que muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar, porque o exame é extremamente falho. Repito, todos os métodos são falhos. O que menos falha é um método realizado em Belo Horizonte, assim mesmo, também falha nos resultados. Foi dito por veterinários que o método utilizado aqui no Brasil para fazer teste em cães, é condenado pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Europa. Deveria ser proibido, mas não é (isto é Brasil). Portanto, quem quiser fazer teste de calazar, leve ao veterinário de confiança para que o material seja levado para Belo Horizonte, se der positivo deve ser feita a contra prova. Se continuar dando positivo, trate o cão. Todos os seres vivos que contraem a doença são reservatórios, inclusive o ser humano, e isso foi dito por um veterinário numa palestra realizada em Belo Horizonte, aberta ao público. O Animal tratado com o princípio ativo alopurinol se recupera, mas dizem que continua sendo reservatório. A questão é: quem trata o cão, este deverá ficar tomando o medicamento por toda vida, e enquanto estiver sendo medicado ele não está sendo reservatório porque tem a ação do medicamento, por isso é indicado que o cão deve ser medicado por toda vida. Já em humanos é diferente: a pessoa é medicada, fica “boa” e depois encerra a medicação, então essa pessoa é reservatório porque não permanece sob a ação de medicamento nenhum. Por isso, não adianta matar os cães, o ideal é tratar, porque se o cão é sacrificado, o mosquito infectado continua vivo e já estando infectado não precisará picar um cão doente, basta picar a pessoa ou animal sadio para transmitir a doença. Matar o cão pra quê? Se já têm os mosquitos infectados e tem outros reservatórios, como pessoas que já tiveram a doença e os roedores dentre outros? O ideal é manter cidade limpa, residências limpas, e combater o mosquito. Já está mais que provado que matar cães não adianta, desde sempre usam este método e a doença continua se alastrando cada vez mais. Na Europa ninguém mata cães com calazar, eles são tratados. O Brasil é o único país que usa este método arcaico de combate ao calazar. O método utilizado pelo Brasil para combater o calazar é considerado ineficaz pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Considero frieza, traição e covardia de quem entrega o cão para ser sacrificado pelo CCZ. Isso causa mais sofrimento no animal, que será levado por pessoas estranhas, ao local estranho, para ser morto longe dos seus donos. Se alguém decidir sacrificar o cão, deverá ao menos fazer o sacrifico de ter a última despesa com o bichinho, chamar o veterinário em casa, para que ele seja anestesiado antes da injeção letal e que possa ao menos morrer em casa, para que isso evite mais angústia e sofrimento ao animal quando levado pelo CCZ (na carrocinha).
Sou contra o sacrifício. Dizem que em cães não há cura? Por que? Porque ficam sendo reservatórios após tratamento? É só medicá-los por toda vida. E as pessoas? Ficam curadas? Já sabemos que não, apenas desaparecem os sintomas após tratamento. Mas, estas também ficam sendo reservatórios, pois não ficam tomando medicação por toda vida. Conheço um homem que teve calazar, faz uns dez anos, foi tratado, ficou “bom”, após o tratamento encerrou a medicação. Hoje, ele é reservatório sim, ele e qualquer outra pessoa que teve a doença, pois não estão mais sob o efeito de nenhum medicamento. Já os cães tratados, são medicados por toda vida, então permanecem sob o efeito do medicamento e por isso não ficam sendo reservatório. Portanto, não adianta matar os cães.
É importante esclarecer, que nem toda unha grande é leishmaniose, pois animais idosos e cães que ficam muito tempo deitados podem ter unhas grandes.
Nem todo problema de pele é leishmaniose, por isso é importante sempre levar ao veterinário e fazer exames clínicos e laboratoriais, por que a leishmaniose se confunde com outras doenças. Existem muitos problemas de pele, como alergias e câncer dentre outros, e isso não tem nada a ver com calazar.
Os exames feitos pelo governo para inquérito canino podem dar cruzamento de informações com outras doenças e um cão com erlichia, babesia, verminoses ou até mesmo baixa imunidade, pode dar positivo, são os chamados falso-positivos e por isso que muitas entidades e veterinários tem questionado os exames. O problema não é o laboratório, mas o material que são feitos os testes sorológicos.
Também é importante observar, que o tratamento não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, transcrevo aqui: “que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.”
O Dr. André Luis Soares da Fonseca, no mandado de segurança que impetrou para poder tratar cães com leishmaniose, em seu despacho o juiz disse que o tratamento não está proibido. O que está proibido é o tratamento com medicação humana.
Mas o melhor caminho ainda é prevenção!
Para prevenir, quando vejo que é época de mosquito, aplico spray de citronela no meu cachorro, coloco nas paredes também para que os mosquitos não se aproximem. Já coloquei a coleira Scalibor , mas tive que tirar porque ele não se deu bem com a coleira, então aplico a citronela.
Sobre o argumento de veterinários contra o tratamento em cães com calazar, não dá para aceitar. Os cães não são os únicos reservatórios. Se combatessem o mosquito, não haveria esta polêmica com relação ao tratamento e as pessoas poderiam tratar os animais. Esta é a questão, é a luta pelo combate certo, a erradicação do mosquito. Infelizmente, as autoridades nunca procuraram combater o mosquito flebótomo. O Governo e a Imprensa usam como símbolo da doença a foto de um cão, ao invés da foto do mosquito transmissor. Muita gente, de pouca instrução, pensa que o transmissor é o cão. Sem o mosquito não teria como ser transmitida a doença do calazar. Quando aconteceu um caso de morte por calazar na periferia desta cidade, em 2008, o que as pessoas deste bairro fizeram? Mataram seus cães sem nem fazer exame, por medo de contrair a doença. Pensam que não tendo cães em casa não correm risco. Pelo contrário, o risco é maior, não tendo o cachorro para picar o mosquito irá picar as pessoas. Essas pessoas nem sequer recebem orientação correta por parte do governo, e por pensar que o cão é transmissor da doença, mataram indiscriminadamente seus animais.
Clara de Abreu Magalhães
Fortaleza/Ceará
CALAZAR – Tópicos Importantes
1) O único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito. Sem o mosquito, mesmo todos os cães estando com calazar, não há como a doença ser transmitida
2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.
Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.
3) O CCZ só poderá levar o animal doente e sacrificá-lo só única e exclusivamente com a autorização do dono do animal e de mais ninguém.
As pessoas não sabem que o CCZ só pode levar o cão e sacrificar com a autorização do dono, e muitas vezes entregam o bichinho,mesmo chorando, pensando que é obrigado, além de não exigir um novo exame como contra prova.
4) Quando o animal é submetido a teste para saber se estar com calazar e der positivo, é extremamente importante e indispensável fazer um segundo exame como contraprova. Além disso, se for confirmado no segundo teste que o cão está com calazar e pessoa optar pela eutanásia do animal, esta deve ser orientada de que a eutanásia deve ser feita em casa por veterinário, pois os animais são seres vivos e têm sentimentos. Entregar o animal para o CCZ e o bichinho ser levado por pessoas estranhas, para um local estranho, longe de casa e do seu dono para ser morto, acarretará em muita angústia, medo e sofrimento para o animal e isto deve e tem que ser evitado.
5) O único meio eficaz de deter o alastramento da leishmaniose no País é combater o mosquito, sem ele não há como transmitir a doença. O cão é tão vítima quanto as pessoas, e não é o único reservatório, existem outros animais que também são reservatórios, inclusive o ser humano.
6) Conversando com um veterinário, ele apesar de ser contra o tratamento e a favor do sacrifício, afirmou que na maioria das vezes os resultados dão errados, e que muitas vezes o animal não está com calazar e mesmo assim dá positivo. Sendo assim, muitos animais são sacrificados sem estar com calazar.
Outra pergunta que fiz a ele: Se uma pessoa estiver com calazar e for picada pelo mosquito novamente, esse mesmo mosquito picar uma pessoa sadia, a pessoa pega calazar também? Ele disse que sim.
7) Um trecho da palestra do veterinário em Belo Horizonte:
O mosquito “saudável” pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença… e óbvio que pode ser o contrário… O mosquito “saudável” pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença…TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR
O que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS)
8) Eutanásia para o cachorro é um tema muito polêmico, há muitos pontos de vista opostos. A massiva destruição de cachorros infectados por leishmaniose é uma medida de controle drástica, usada somente no Braisl.
9) A OMS (Organização Mundial de Saúde) tende a desencorajar a matança indiscriminada de animais reservatórios de zoonoses. Isto é especialmente verdade nos casos das doenças zoonoses com muita influência para a saúde pública, envolvendo o cachorro como principal reservatório, como é no caso da leishmaniose canina, da raiva, e da equinococose cística. A OMS tem colaborado com WSPA (Sociedade Mundial para a Proteção de Animais) e desenvolvido junto linhas de orientação para o procedimento com a população canina em relação ao controle das zoonoses (OMS documento WHO/ZOON/90.16). Porém, a decisão final fica para as autoridades nacionais ou locais, enfrentando e priorizando o problema humano da leishmaniose visceral. Grandes esforços tem sido feitos para desenvolver vacinas eficientes contra a leishmaniose canina, e um candidato já foi registrado no Brasil que pode afastar a medida dramática de matar os cães infectados.
10) 2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.
Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.
(Obs.: o tratamento no Brasil não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, é o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Porém, portaria não tem força de lei, e não existe nenhuma Lei Federal proibindo o tratamento).
Clara de Abreu Magalhães
Fortaleza/Ceará
Enviado por e-mail por Vivi Vieri
Prefeitura de São Caetano adere à Campanha Diga Não à Leishmaniose
A Prefeitura de São Caetano do Sul aderiu a um movimento denominado Diga Não à Leishmaniose, campanha de prevenção e orientação a respeito desta doença crônica, de manifestação cutânea ou visceral, que é fatal a cães e que pode levar os humanos à morte em 90% dos casos. Marli Pó, assessora de imprensa e uma das promotoras da Campanha, esteve na sede do Governo Municipal sancaetanense na tarde desta quarta-feira (3/8) para falar acerca do tema e foi recebida por Andrea Brock, assessora Especial de Imprensa e Coordenadora de Projetos de Proteção Animal da Administração Municipal.
A esta Campanha, de acordo com Marli Pó, já aderiram diversos artistas de renome como Hebe Camargo, Daniela Albuquerque e Flavia Noronha – nas próximas semanas, a ideia é que o prefeito José Auricchio Júnior e a assessora Especial de Coordenação da Ação Social sancaetanense, Regina Maura Zetone, façam fotos para a adesão oficial à Campanha.
Cidade – São Caetano conta com um hotsite (http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/adocaodeanimais/), que contém fotos e características dos animais que estão abrigados no Centro de Controle de Zoonoses da cidade, prontos para serem adotados – todos já receberam as vacinas polivalentes e antirrábica, além da vermifugação.
A cidade também disponibiliza a Unidade Móvel de Ações Veterinárias – Pet Bus –, que objetiva promover ações como vacinação antirrábica, fornecer orientações, além de estimular a posse responsável de animais.
da Redação
3/8/11
Notícias da Paraíba
Saúde
01 de Agosto de 2011
CFM cria novas áreas de atuação
Além das Medicinas do Sono, Paliativa e Tropical, que passam a existir oficialmente, também foram ampliadas as áreas de atuação de Medicina de Dor e da Hepatologia
A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1973/2011, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º), cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical. Área de atuação é um ramo de especialidade médica. Ao ingressar em programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, o profissional pode, a partir de agora, receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.
“Mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão”, avalia Carlos Vital, 1º vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades. A resolução nº 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data de sua publicação.
Medicina paliativa – A resolução do CFM associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina de família e comunidade, pediatria e anestesiologia. De acordo com a médica Maria Goretti Sales Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.
“A medicina paliativa foi reconhecida no Reino Unido em 1987. A assistência e os estudos da área avançaram muito desde então; processo análogo deve ocorrer aqui”, ressalta Maciel, que é membro da câmara técnica sobre terminalidade da vida e cuidados paliativos do CFM e foi a primeira presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a comissão nacional de medicina paliativa da Associação Médica Brasileira (AMB) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.
Medicina tropical – A área de atuação medicina tropical, vinculada à especialidade infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais. Na avaliação do médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.
“A medicina tropical ocupa importante espaço da infectologia, por isso há infectologistas que se dedicam especificamente a doenças tropicais; com o reconhecimento da área, os pacientes passarão a saber que existem especialistas dedicados a esse grupo específico de doenças”, afirma. Dualib é professor da Faculdade de Medicina do ABC e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, instituição que deverá aplicar as provas a que deverão se submeter os médicos que buscarem titulação na nova área.
Outras mudanças – Com a resolução publicada nesta segunda, a área de atuação dor, que era associada somente às especialidades anestesiologia e neurologia, passa a ser associada adicionalmente a acupuntura, medicina física e reabilitação, neurocirurgia e ortopedia e traumatologia. Além disso, a especialidade medicina legal passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixaram de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial. Também houve ampliação no número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia, que, a partir de agora, ainda manterá ligações com a clínica médica e a infectologia.
Assessoria
Noticias Jornal de Floripa
01/08/2011 às 18h24min – Atualizada em 01/08/2011 às 18h24min
http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/index.php?pg=not%EDcia&id=1333
Conselho de Medicina cria três novas áreas de atuação médica
Conselho de Medicina cria três novas áreas de atuação médica
Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) publicada nesta segunda-feira no “Diário Oficial da União” cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical.
A partir de agora, o profissional que ingressar em um programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, pode receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.
Segundo Carlos Vital, vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades, “mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão”.
MEDICINA PALIATIVA
A resolução associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina da família e comunidade, pediatria e anestesiologia.
De acordo com a médica Maria Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.
“A medicina paliativa foi reconhecida no Reino Unido em 1987. A assistência e os estudos da área avançaram muito desde então; processo análogo deve ocorrer aqui”, ressalta Maciel.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a comissão nacional de medicina paliativa da AMB (Associação Médica Brasileira) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.
MEDICINA TROPICAL
Vinculada à especialidade infectologia, a área de atuação da medicina tropical é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais.
Para o médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.
A medicina legal também passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixam de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial.
Além disso, o número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia foi ampliado. A partir de agora, manterá ligações com clínica médica e infectologia.
A resolução n 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data da sua publicação.
Portal Paranaense
Proprietários devem ficar atentos para proteger o animal e o ambiente em que ele vive, pois parasita pode desencadear doenças graves
01/08/11 às 21:31
Durante o verão, é comum que os proprietários de animais de estimação redobrem os cuidados para evitar a infestação do pet com parasitas como a pulga, que se favorecem de fatores como o clima quente e a umidade, para se proliferarem. Entretanto, durante o inverno, os estágios inferiores da pulga, ovos, larvas e pupas podem sobreviver em locais que mantenham uma temperatura ambiente, como a residência em que vive o animal. “As pulgas picam os animais, se reproduzem e se multiplicam em ovos, larvas e pupas (casulos) desde que a temperatura seja superior a 15º C. Desta forma, as residências são meios ideais para que as pulgas se mantenham durante todo o ano”, afirma a Dra. Simone Gonçalves, Professora Doutora da Universidade de Santo Amaro (Unisa) e responsável pelo Hemovet Laboratório e Centro de Hemoterapia Veterinária.
A infestação do animal pode ser evitada quando o proprietário atenta para fatores que favorecem a proliferação dos parasitas. Em um mês, dez pulgas depositam mais de 15 mil ovos na casa, sendo que em condições ideais de temperatura e umidade, as pupas eclodem entre oito e dez dias, e as pulgas jovens saem à procura dos animais. Uma vez no ambiente, os ovos podem permanecer no local por até um ano. Desta forma, é importante que seja dada uma atenção especial principalmente no local em que o pet dorme, pois é ali que se concentra a maior parte dos estágios inferiores desses parasitas. Além de trazer incômodos como alergias e coceiras, estes parasitas também podem transmitir doenças graves aos animais e seres humanos. “Cães e gatos afetados por pulgas podem contrair o Dipylidium caninum, parasita que ataca o intestino e causa diarreia, com consequente perda de peso. Ambos também podem ter processos alérgenos desencadeados como a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), além de anemia e estresse”, comenta a Dra. Simone.
Para eliminar os focos de parasitas e proteger o pet, inclusive durante o inverno, é essencial que sejam adotadas medidas de prevenção, ou em casos de infestação, de tratamento. Qualquer espaço que tenha a presença de ovos, larvas e pupa é propício para a reinfestação do animal, por não ter sido realizado um controle ambiental adequado, por isso também é muito importante que o proprietário atente para esta necessidade. Para realizar este tratamento integrado e auxiliar no controle ambiental, a Saúde Animal da Bayer HealthCare disponibiliza o Fleegard®, um antipulgas para ser aplicado em ambientes. Indica-se que o produto seja utilizado em todos os cômodos e locais habitados por cães e gatos, como tapetes, estofados, almofadas, poltronas, rachaduras e fendas de assoalhos, rodapés, cobertas e cama, incluindo a do animal, além dos bancos dos carros, garagem e sótão. Para manter o local protegido, basta uma ou duas aplicações de Fleegard® ao ano. É importante que o proprietário também controle a infestação de pulgas no animal com aplicações mensais de produtos que auxiliem na prevenção como o Advantage, o especialista em pulgas ou o antiparasitário Advantage Max3 contra pulga, carrapato e mosquito transmissor da leishmaniose. E caso o animal já tenha o parasita, que inicie o tratamento imediatamente, até a sua total eliminação, inclusive no ambiente em que ele vive.
RIO VERDE EM ALERTA
Seg, 01 de Agosto de 2011 02:10
Vários casos de Leishmaniose assustam população. Saiba mais sobre a doença
Moradores de Rio Verde estão preocupados com a contaminação da leishmaniose. A doença é transmitida por cães infectados. A secretaria de Saúde está investigando os casos.
Conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde, em Rio Verde nos últimos três anos, 38 pessoas tiveram o tipo mais comum da doença, conhecida como leishmaniose tegumentar ou cutânea. O município registrou o maior número de casos em Goiás entre 2007 e 2009.
O que é?
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um
mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. Depois de infectado
o animal passa a ser o hospedeiro da doença e quando em contato com
humanos pode transmiti-la.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 3.500 pessoas, em
média, são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200,
anualmente. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das
ocorrências.
Prevenção
O médico veterinário, Carlos Zaratin, explica como prevenir a doença: ”A
medida mais eficiente é o uso da coleira à base de deltametrina, uma
substância que age como repelente. Não faz mal ao animal, não tem cheiro e
deve ser usada por seis meses. Assim, o cão estará protegido contra as
picadas do mosquito”.
Segundo Zaratin, é importante também a manutenção da higiene e limpeza nos
ambientes. Quanto aos sintomas nos animais, o médico alerta para que a
atenção seja permanente, uma vez que, mesmo depois de contaminado, a
doença pode permanecer inativa e o cão, sem sintomas por muito tempo.
”Depois de infectado, o animal começa a emagrecer, fica apático, perde
pelos e as unhas crescem bastante. Em qualquer um destes sintomas, um
médico veterinário de confiança deve ser consultado”, aconselha.
São Luis – Maranhão
Técnicos se capacitam para monitorar doença causada por protozoário
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1 de agosto de 2011 às 17:50
Técnicos de entomologia das 18 Unidades Regionais de Saúde participam esta semana de um treinamento para implantação do monitoramento entomológico nos pólos de produção de Leishmaniose Tegumentar Americana. A capacitação – que é uma realização da Secretaria de Estado da Saúde (SES) – teve início nesta segunda-feira (1º) e se estenderá até sexta-feira (5), no auditório da Funasa, em São Luís.
A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas. O SUS oferece tratamento específico e gratuito da doença, feito com uso de medicamentos à base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.
O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da SES, Alberto Carneiro, disse que a diversidade de agentes, de reservatórios, de vetores e a situação epidemiológica da Leishmaniose Tegumentar Americana, aliada ao conhecimento ainda insuficiente sobre vários aspectos, evidenciam a complexidade do controle desta endemia.
“Este treinamento demonstra a preocupação que o secretário de Saúde, Ricardo Murad, tem com a valorização do trabalho dos técnicos e temos a certeza que irá contribuir com a qualidade e a sustentabilidade das ações do monitoramento durante os dois próximos anos de trabalho”, afirmou Alberto Carneiro, durante a abertura do evento. Estavam presentes também o superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Henrique Jorge, e a coordenadora do Departamento de Endemias, Orzinete Soares.
A capacitação tem como objetivo principal estudar a diversidade e a distribuição das espécies de flebotomíneos, ampliar os conhecimentos sobre sua ecologia e subsidiar os órgãos de saúde na elaboração de estratégias para intensificação de ações de controle desses vetores. Eles serão capacitados, entre outras coisas, sobre as novas estratégias de controle de vetores, uso de capturador elétrico e armadilhas.
Orzinete Soares disse que com base nos indicadores epidemiológicos, demográficos, agropecuários e ambientais foram identificadas as áreas de maior produção de casos e definidas as localidades, pólos e circuitos de produção da enfermidade. “Existem oito pólos de produção da doença e as ações serão intensificadas em alguns municípios objetos de estudo”, acrescentou.
Os estudos serão feitos nos pólos de Governador Nunes Freire; Barreirinhas e Chapadinha; Caxias e Codó; Colinas e São Domingos do Maranhão, Açailândia e Imperatriz; Santa Luzia e Arame.
Leishmaniose deixa Goiânia em alerta Vejam video através do link
Link:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/leishmaniose-deixa-goiania-em-alerta.html
28/07/2011 11h27 – Atualizado em 28/07/2011 11h27
Em menos de um mês 13 cães foram contaminados na capital.
Secretaria Municipal de Saúde investiga o avanço da doença.
Do G1, com informações do Bom Dia GO
Os moradores de Goiânia, principalmente da região leste, estão preocupados quanto ao perigo de contaminação da leishmaniose. Somente durante o mês de julho foram detectados 13 cães contaminados com a doença.
Os casos foram registrados no Condomínio Aldeia do Vale, Setor Monte Verde e Chácara dos Ipês. A Secretaria Municipal de Saúde está investigando o avanço da doença e quase 700 cães serão examinados.
Na cidade de Rio Verde, no Sudoeste Goiano, em três anos 38 pessoas tiveram o tipo mais comum da doença, conhecida como leishmaniose tegumentar ou cutânea. O município registrou o maior número de casos em Goiás entre 2007 e 2009.
O que é?
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. Depois de infectado o animal passa a ser o hospedeiro da doença e quando em contato com humanos pode transmiti-la.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 3.500 pessoas, em média, são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências.
Prevenção
O médico veterinário, Carlos Zaratin, explica como prevenir a doença: ”A medida mais eficiente é o uso da coleira à base de deltametrina, uma substância que age como repelente. Não faz mal ao animal, não tem cheiro e deve ser usada por seis meses. Assim, o cão estará protegido contra as picadas do mosquito”.
Segundo Zaratin, é importante também a manutenção da higiene e limpeza nos ambientes. Quanto aos sintomas nos animais, o médico alerta para que a atenção seja permanente, uma vez que, mesmo depois de contaminado, a doença pode permanecer inativa e o cão, sem sintomas por muito tempo. ”Depois de infectado, o animal começa a emagrecer, fica apático, perde pelos e as unhas crescem bastante. Em qualquer um destes sintomas, um médico veterinário de confiança deve ser consultado”, aconselha.
Profissionais de Saúde Pública de Três Lagoas se atualizam sobre leishmaniose visceral
SAúDE – T. LAGOAS – – MS
Mato Grosso do Sul, Quarta-Feira, 27 de Julho de 2011 – 11:30
Em função dos casos de leishmaniose visceral em Três Lagoas e região, cerca de 100 profissionais de Saúde Pública passarão por uma reciclagem e receberão informações sobre as atuais ferramentas disponíveis para o controle da leishmaniose visceral. O evento, que acontece no dia 28 de julho, em Três Lagoas/MS, contará com a participação da Drª Vera Camargo, do Grupo de Estudos de Leishmaniose – SUCEN; Andrei Nascimento, Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal; e Rose Fernandes, Representante Técnica da BASF.
“O objetivo do encontro é apresentar aos profissionais da saúde das áreas mais críticas do Estado as mais recentes ferramentas disponíveis, que estão ao alcance das autoridades sanitárias para o controle desta endemia de grande impacto para a saúde da população. Além disso, vamos apresentar os métodos de controle que estão sendo praticados com sucesso por outras regiões do País”, esclarece o Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento.
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.
Segundo Nascimento, Mato Grosso do Sul é um Estado considerado endêmico pelo Ministério da Saúde.. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.
Secretaria de Saúde de Camapuã continua o trabalho intenso contra leishmaniose
Nesta etapa, a equipe da vigilância sanitária coletará amostras sanguíneas de mais de 200 cães nos locais pré determinados em pactuação com a Secretaria de Estado de Saúde. Os locais de coleta são a vila Diamantina, jardim dos Palmares, vila São Miguel, parque dos ipês, jardim nova era, vale do sol, vila Olídia Pereira da Rocha e centro.
Segundo o médico veterinário e coordenador da vigilância sanitária, Leandro Machado Borges, até o final deste ano haverá novidades, pensando no bem estar da população e na inovação técnica e científica. O Ministério da Saúde, em parceira com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a prefeitura de Camapuã, trará o kit de teste rápido para leishmaniose visceral canina, produzido pela Fiocruz, onde o proprietário do cão poderá saber na hora o resultado do exame que será feito pelo médico veterinário da prefeitura. A intenção é de que este teste esteja disponível até o início do projeto cata treco deste ano.
Vale lembrar que desde o início de 2009, ano em que foi implantado o programa de controle da leishmaniose visceral americana, na atual administração, vinha aumentando no município o número de pessoas e cães com leishmaniose. No primeiro inquérito em 2009, o índice de positividade canina foi de 36,14%, caindo para 14,09% em 2010 e este ano após o resultado do inquérito espera-se que caia ainda mais este índice. Leandro destacou o emprenho da administração municipal. “Graças ao empenho do prefeito Marcelo Duailibi (DEM) e do secretário de saúde Frederico Marcondes Neto, estamos conseguindo controlar a leishmaniose, em Camapuã”.(Fonte: idest.com.br)
População de Goiânia recebe informações de como se prevenir da leishmaniose
Após a confirmação de 11 casos caninos da doença, capital passou a ser considerada “Vulnerável à Leishmaniose”
Como parte de um trabalho de vigilância e prevenção, Médicos Veterinários da MSD Saúde Animal realizarão um ciclo de palestras sobre Leishmaniose Visceral, tendo como público-alvo os moradores dos condomínios da cidade de Goiânia/GO, já que a cidade passou a ser considerada “Vulnerável à Leishmaniose”, depois de confirmados 11 casos da doença nesse mês.
Os profissionais estarão à disposição para conscientizar os proprietários de cães sobre essa grave doença de saúde pública, além de explicar a importância das medidas de prevenção, como, por exemplo, o uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% nos cães, princípio-ativo repelente e inseticida, recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das ferramentas de combate à doença.
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.
Acompanhe as datas e locais das palestras sobre prevenção à leishmaniose:
Dia 29 de julho: palestra no Condomínio Granville
Dia 30 de julho: palestra no Condomínio Jardins Florença
Dia 06 de agosto: palestra no Condomínio Viena
Sobre a MSD Saúde Animal
A Merck é hoje a líder mundial em assistência à saúde, trabalhando para ajudar o mundo a viver bem. A Merck Animal Health, conhecida como MSD Saúde Animal é a unidade de negócios global de saúde animal da Merck. A MSD Saúde Animal oferece a veterinários, fazendeiros, proprietários de animais de estimação e governos a mais ampla variedade de produtos farmacêuticos veterinários, vacinas e soluções e serviços de gerenciamento de saúde. A MSD Saúde Animal se dedica a preservar e melhorar a saúde, o bem estar e o desempenho dos animais, investindo extensivamente em recursos de pesquisa e desenvolvimento amplos e dinâmicos e em uma rede de suprimentos global e moderna. A MSD Saúde Animal está presente em mais de 50 países, enquanto seus produtos estão disponíveis em 150 mercados. Para mais informações, visite www.msd-saude-animal.com.br
Ele amava os PUGS!

Parece que foi ontem, quando ele me falou…”Você quer um cachorrinho”.Eu disse…Claro!.Ele- “Então vou te dar, qual você quer o Grande Otelo ou o Black-out, (os dois eram pretos), eu disse…Ah! Quero o Grande Otelo…
E logo que ele voltou de Ubatuba, ao pegar o Maurício em sua casa lá vem ele com uma caixinha com o cachorrinho e toda a sua documentação. Ele era tão pequeno…Mas foi amor a primeira vista!!
Sempre brincava: Te, o vovô esta no telefone, telo, o vovô esta na televisão…e Quando falava com ele, e ele me perguntava, cadê o Otelo, eu dizia, “vem té o vovô quer falar com vc.”
E quando ele queria vê-lo eu levava e ele dizia…”Nossa meu Deus, ele parece um veludo”..
Parece que foi ontem….saudades!!
Prefeitura Municipal de Presidente Prudente
Coleta de sangue em cães para detectar leishmaniose em 2011 já é 152% maior que 2010
Do início do ano até esta terça-feira (26/07), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) coletou 3.868 amostras de sangue em cães de Presidente Prudente para detectar possível contaminação pela Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Essa quantidade já representa 152,31% do total de material contabilizado em todo ano passado, quando 1.533 amostras foram catalogadas e encaminhadas para análise no Instituto Adolpho Lutz (IAL). Esse aumento expressivo, segundo o diretor do CCZ, o médico veterinário Célio Nereu Soares, se explica pela intensificação no trabalho de prevenção nos bairros, que desde 31 de março deste ano passou a ser realizado diariamente. Além do aumento no número de agentes de apoio de controle de zoonoses, funcionários contratados por meio de processo seletivo e capacitados para a realização dos serviços.
“No ano passado, tínhamos uma equipe que executava o trabalho nas ruas somente aos fins de semana. Neste, são três equipes mobilizadas, sendo que duas são mantidas de segunda a sexta-feira, e três executam o trabalho no sábado. Nossa intenção é aumentar o ritmo de coleta gradativamente ainda mais a partir de agora”, uma vez que temos como meta chegar a 25 mil coletas/ano”, adianta. Apesar disso, o diretor do órgão reconhece que essa pretensão seria inviável a partir de agora. Ele o explica o porquê. “Por ser estadual, o laboratório Adolpho Lutz de Prudente não tem capacidade de absorver esse volume. Por isso, justamente porque atende mais de 20 municípios da região. Por isso o CCZ tem como objetivo implantar um laboratório em sua sede, visando atender especificamente os animais de Prudente”, argumenta Soares.
Do total de amostras computadas até agora, os números do CCZ mostram também que 3.017 delas já foram divulgadas pelo IAL, das quais oito confirmaram a doença, sendo cinco autóctones (contraídos dentro do município) e três importados. Outros 851 exames aguardam resultados. “Estamos melhorando nossas condições de trabalho primando quantidade, mas principalmente qualidade na realização das coletas. Com o aumento da coleta que a gente espera que seja gradativo, queremos prevenir o aparecimento da doença no ser humano, eliminando assim os animais contaminados o mais rápido possível visando prevenir a proliferação da doença no município”, completa.
Quanto ao censo canino e felino, feito com o objetivo de atualizar os números sobre a existência de cães e gatos em Prudente, o CCZ contabiliza nele atualmente 24.552 animais cadastrados, sendo 21.434 cães e 3.118 gatos.
Fonte: SECRETARIA DE COMUNICAÇAO de Presdente Prudente
Goiânia faz testes para diagnosticar a leishmaniose.
Angélica Queiroz
Começou ontem a coleta de material para realização do inquérito sorológico que diagnostica a leishmaniose visceral canina (LVC). O primeiro local visitado foi o Condomínio Monte Verde, região leste da capital, onde 53 dos 99 cães foram submetidos à coleta. A medida está sendo implementada na região onde um inquérito anterior diagnosticou três cães com a doença. O trabalho deve durar três semanas. Uma equipe da Secretaria de Saúde de Goiânia visitará três condomínios da região que, de acordo com a Divisão de Controle da Leshmaniose, abrigam mais de 673 cães.
A estudante Jéssika Medola recebeu a equipe da divisão de controle da leishmaniose em sua casa e na de uma amiga, que estava viajando, para realização do teste no cachorro Urbano e na mãe dele Safira, que pertence á amiga. Ela conta que, apesar de sentir dó dos animais por eles receberem agulhadas, considera a medida importante, pois o cão é o principal reservatório da doença no ambiente doméstico, independente de apresentar sinais clínicos ou não.
Segundo a veterinária chefe da divisão de controle da leishmaniose, Sabrina dos Santos Arruda, a população tem recebido bem a equipe, principalmente porque a maioria tem informações sobre os casos diagnosticados. Ela conta que, em maio, quando foi realizado inquérito anterior, houve resistência em realizar o exame por parte dos donos, pois o cão que apresentar resultado positivo precisa ser eutanasiado. Dessa vez, os moradores receberam, por carta, recomendações sobre a ação do departamento e sobre medidas que eles devem tomar para a prevenção.
O tratamento dos animais infectados é proibido pelo Ministério da Saúde, pois não é considerado eficiente e não impede que eles continuem transmitindo a doença. Mesmo assim, por muitos considerarem o animal de estimação como membro da família, ainda há um problema. “Alguns donos já me disseram que, caso o resultado seja positivo, não vão entregar seus animais para o sacrifício”. Nesses casos, a divisão de controle precisará de uma ordem judicial para recolher os animais, processo que pode levar algum tempo.
A veterinária lembra que quanto mais rápido os animais que tiverem LVC forem eutanasiados, menos cães e pessoas serão infectados pela doença. Por isso, ela ressalta que os donos têm uma responsabilidade grande no controle da doença. Apenas os resultados liberados pelo laboratório de referência do Estado (Lacen) serão considerados oficiais para fins de diagnóstico e, por isso, aqueles feitos por laboratórios particulares não serão considerados. Os donos serão notificados por telefone assim que os exames ficarem prontos, processo que deve levar cerca de um mês.
A leishmaniose é uma doença infecciosa grave, crônica, que acomete principalmente idosos e crianças. É transmitida pela Lutzomia longipalpis, popularmente chamado de mosquito palha, contaminado através da picada de animais infectados.
Cães diagnosticados com leishmaniose em Goiânia.
Foco transmissor seria na região leste da Capital, onde 13 animais estão doentes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou na tarde de ontem a existência de 13 cães infectados por leishmaniose visceral canina em Goiânia (LCV). O teste que diagnosticou a doença nos animais foi feito em 109 cachorros que habitavam os condomínios Aldeia do Vale, Monte Verde e Chácara dos Ipês, na região leste de Goiânia, onde há o foco transmissor. A partir da confirmação, Goiânia passa a ser considerada área de transmissão da LVC e uma série de recomendações serão tomadas (leia no boxe ao lado) para evitar o surgimento de casos em seres humanos.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim, explica que os cães infectados terão de ser sacrificados, pois não existe cura para o tratamento em animais e essa é uma das medidas preconizadas pelo manual de Vigilância e Controle da LVC do Ministério da Saúde. A investigação que identificou os animais infectados foi feita pela SMS em parceria com a Fiocruz e o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (UFG). Outros 700 animais que vivem na região leste da Capital devem passar pelo mesmo processo de triagem para verificar se contraíram a doença.
De acordo com a SMS, as principais medidas estão voltadas para o controle do vetor (redução dos mosquitos), do reservatório canino (recolhimento, eutanásia) e o diagnóstico precoce dos casos humanos. “O cão é considerado o principal reservatório da LVC na área urbana. Ele é quem guarda a leishmaniose e possibilita a transmissão através do mosquito para o homem. Essa é uma das medidas de controle que tem resultado em outras capitais e que vamos adotar aqui também”, declara. Segundo ela, se os animais não forem sacrificados, a possibilidade da doença ser transmitida a seres humanos aumenta, pois o contato com cães domésticos é comum. Explica que, como o cão é reservatório da doença, mais mosquitos podem infectar humanos.
O veterinário especialista em saúde, Michel Blezins orienta os donos de cães que não foram infectados a usar coleira especial repelente. Segundo ele, o acessório é eficaz e protege o animal por cerca de seis meses. O produto pode ser adquirido em pet shops e deve ser recomendado por um veterinário.
O manejo ambiental é outra medida que deve ser adotada para controlar a doença. A prática consiste na acomodação correta do lixo orgânico, para que não haja proliferação do mosquito transmissor, diminuindo assim a possibilidade de infectação.
Segundo Flúvia, a SMS já realiza monitoramento em todas as outras regiões de Goiânia para identificar possíveis focos da doença. No entanto, a região leste é o local que receberá o trabalho de controle da secretaria, já que representa área favorável à transmissão da doença por ser propícia ao mosquito transmissor, que prefere lugares com área verde, sombreadas e com matéria orgânica, principal fonte de alimento do mosquito.
Goiânia ainda não havia registrado nenhum caso da LVC, mas a doença já está presente em 21 estados brasileiros. Cerca de 20% dos municípios goianos, no entanto, já registraram a doença. A leishmaniose pode matar até 90% das pessoas acometidas e afeta predominante os homens, com 61% dos casos registrados no país e é mais frequente em crianças menores de 10 anos.
DOENÇA
A contaminação da doença se dá via mosquito – cão – mosquito – homem. Ou seja, o cão não transmite a doença ao ser humano, por contato ou mordida. Os 13 cães infectados e já identificados em Goiânia foram contaminados pelo mosquito transmissor conhecido como “mosquito-palha”, “birigui” e “asa-dura”.
A SMS analisa duas possibilidades possíveis para a contaminação desses animais. “Não sabemos ao certo como ocorreu essa contaminação, até porque Goiânia nunca tinha registrado caso da doença, mas acreditamos que os proprietários desses animais possam ter levado-os para outros locais e eles terem adquirido a doença ou então, os próprios animais podem ter sido comprados em outros Estados e chegado a Goiânia com a doença já contraída”, explica Flúvia.
A doença começa a se manifestar nos humanos, em média, quatro meses após a picada do mosquito. Os principais sintomas são perda de peso, febre, diminuição do apetite, aumento do abdômen, do baço e do fígado, principalmente, provocando inchaço da região.
No cão, Flúvia explica que os sintomas são praticamente os mesmos. É comum o aparecimento de úlceras na pele, fezes sanguinolentas e crescimento exagerado das unhas. A diretora recomenda aos proprietários de animais se atentarem caso eles se adoeçam e procurarem um médico veterinário para diagnosticar o que ele sente. Caso seja confirmado a infecção da doença, a SMS deve ser comunicada imediatamente.
O tratamento nos humanos pode ter cura se diagnosticado precocemente e só é feito pela rede pública de saúde. O veterinário especialista em saúde, Michel Blezins, alerta que ainda não existe vacina para prevenir a doença. No entanto, Flúvia ressalta que todas unidades de saúde da Capital já estão preparadas para prestar atendimento a pacientes. Ressalta ainda que o Conselho Regional de Medicina Veterinária já repassou alerta sobre a doença a todas as clínicas veterinárias da cidade.Saiba maisRecomendações da SMS à região leste (onde há foco da doença)Manter quintais limpos, livres de matéria orgânica como fezes de animais, madeira, folhas, frutas, etc;
Embalar todo o lixo em sacos plásticos bem fechados;
Permitir o acesso das autoridades sanitárias ao domicílio para exame dos cães, bem como recolhimento daqueles que tiveram LVC;
Proteger o cão previamente testado e negativo para LVC, colocando coleira repelente à base de Deltrametrina 4%. Esta é a única medida preventiva recomendada pelo Ministério da Saúde;
Em caso de suspeita, consultar sempre o médico veterinário;
Comunicar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) caso algum animal esteja infectado;
No caso de confirmação da doença canina, não permitir o tratamento do cão pois, além de ilegal, este procedimento coloca em risco a saúde da família, da comunidade e de outros cães
Fonte: Diário da manhã,Lethícia Ávila
Da editoria de cidades


