A rotina das grandes cidades tem impactado não apenas a vida das pessoas, mas também o comportamento dos animais de estimação que acabam ficando mais tempo em casa. Cada vez mais presentes na dinâmica familiar, os cães podem apresentar sinais de ansiedade quando passam longos períodos sozinhos ou enfrentam mudanças frequentes na rotina da casa.
Especialistas apontam que a chamada ansiedade de separação tem se tornado uma
das queixas comportamentais mais comuns relatadas por tutores em clínicas
veterinárias, que nos últimos tempos, acabaram voltando para rotina normal, saindo
cada vez mais de casa.
O fenômeno ocorre quando o animal apresenta dificuldade em lidar com a ausência
do tutor ou com alterações no ambiente doméstico, como mudanças de casa,
viagens, novos integrantes na família ou alterações na rotina de trabalho.
“Os cães são animais sociais e estabelecem vínculos muito fortes com seus tutores.
Quando há mudanças na rotina ou períodos prolongados de ausência, alguns
animais podem desenvolver sinais de ansiedade”, explica a médica-veterinária da
Fórmula Animal, Maria Eduarda Fischer.
Entre os sinais mais comuns estão vocalização excessiva, agitação, destruição de
objetos, alterações no apetite e dificuldade para relaxar quando ficam sozinhos.
De acordo com especialistas, além do ambiente e da rotina, fatores fisiológicos
também podem influenciar o comportamento dos animais. Nos últimos anos,
pesquisas têm aprofundado o entendimento sobre a relação entre intestino e
cérebro, conhecida como eixo intestino–cérebro.
“Hoje sabemos que a microbiota intestinal participa da produção de
neurotransmissores ligados ao humor e à resposta ao estresse. Por isso, a saúde
intestinal também pode ter impacto no equilíbrio emocional dos pets”, explica a
veterinária da rede, que hoje oferece uma linha completa de soluções com
formulação microbiota, para solucionar problemas como este.
Dentro desse contexto, cresce o interesse por abordagens preventivas voltadas ao
bem-estar animal. A ideia é oferecer suporte ao organismo do pet para que ele
consiga lidar melhor com situações potencialmente estressantes do cotidiano.
Segundo a profissional, o cuidado com o equilíbrio emocional dos pets deve fazer
parte da rotina de prevenção em saúde animal.
“Assim como acontece com as pessoas, manter o organismo equilibrado pode
ajudar o animal a responder de forma mais tranquila aos desafios da rotina”, finaliza
a médica veterinária.
O tema ganha ainda mais relevância no Brasil, que possui uma das maiores
populações de animais de estimação do mundo. Dados do Instituto Pet Brasil
indicam que o país conta com mais de 160 milhões de pets, enquanto o setor
movimenta bilhões de reais por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria
de Produtos para Animais de Estimação.
Com os animais cada vez mais integrados às famílias, cresce também a
preocupação dos tutores com a qualidade de vida, comportamento e bem-estar
emocional de cães e gatos.
